2.1.26

Lomboto é livre de assinar por outro clube





O futuro de Lomboto entra, a partir de agora, numa nova fase.

Desde o dia de ontem, o jovem jogador encontra-se livre para assinar por qualquer clube, uma vez que ainda não existe qualquer anúncio oficial de renovação do seu vínculo com o Rio Ave. (Lomboto tinha renovado contrato até Junho de 2026)

Lomboto chegou aos Arcos ainda durante o reinado de António Silva Campos e cumpre atualmente a sua quarta época de ligação ao clube. Em setembro de 2023, renovou contrato por três temporadas, numa época que foi emprestado ao Torreense. Um empréstimo que se prolongou por duas épocas consecutivas, permitindo ao jogador ganhar minutos, maturidade competitiva e continuidade.

Na presente temporada, regressou ao Rio Ave e integrou a equipa principal, somando já quatro jogos oficiais. Apesar de ainda não ser uma presença regular no onze inicial, aproveitou as oportunidades que lhe foram dadas, ao ponto de muitos adeptos passarem a “exigir” a sua inclusão na equipa titular. 

É, por isso, difícil compreender que, a esta data, não exista qualquer definição sobre a continuidade de Lomboto no clube. Não tendo sido anunciada uma renovação, e não havendo sinais públicos de que essa reunião sequer tenha acontecido, o jogador fica agora livre para negociar o seu futuro com qualquer emblema, podendo sair a custo zero no final da temporada.

Na minha opinião, não só deveria ser proposto uma renovação de contrato a Lomboto como o mesmo devia ser promovido ao onze inicial e ser uma aposta da SAD. Não reconheço mais qualidade em Petrasso, Abbey ou Panzo.

Ainda tenho esperanças que o mesmo se venha a verificar

31.12.25

Sobre a transferência de André Luis (ou como funciona a nossa SAD)

Não se fala noutra coisa na imprensa que acompanha transferências: o Benfica quer André Luís e pelos vistos André Luís quer o Benfica. Está feito o negócio, dirão muitos. Nada disso, como poderão ver.

O nosso 'colaborador' na Grécia garante-nos que o jogador é muito desejado em Atenas e que até terá sido o scouting do Olympiakos quem o descobriu no Estrela da Amadora.

Acontece que a SAD do Rio Ave precisa de fazer dinheiro, face à acumulação de prejuízos e despesas, e Lina Souloukou vetou o negócio. Quer pelo menos 12 milhões por André Luís (números a que o Olympiakos nunca chegará).

Neste momento a pressão dos adeptos do clube grego é intensa (tem sido o tema mais comentado nas páginas da especialidade) e Marinakis está num dilema: ou desautoriza Lina para o ter na Grécia (pouco provável, reconhece o nosso amigo) ou deixa que o negócio seja feito por quem dá mais.

O Benfica terá chegado aos 10 milhões, valor, ao que consta insuficiente, mas tem a seu favor o facto de o jogador querer jogar na Luz e não no Pireu.

Conclusão do nosso amigo: não se admirem se o negócio não for para a frente; André Luis fica até junho em Vila do Conde e na próxima época estará em Atenas... 

Conclusão minha: Marinakis é o rei, mas pelos vistos há quem mande mais do que ele... 


 

  

Melhor jogador, melhor momento e pior momento de 2025 para os Bloggers do Reis do Ave




A diferença de opiniões é uma das principais riquezas do futebol - que piada tinha se todos nos gostássemos do mesmo e fizemos as mesmas avaliações?

Nesse sentido os colaboradores do Reis do Ave identificaram aquele que consideram o melhor jogador de 2025 e o melhor e pior momento do ano (civil).



Daniel Silva Gualter Macedo João Paulo Meneses
Melhor jogador de 2025 Miszta Clayton Clayton (poderia ser Miszta, mas Clayton esteve sempre em alta em 2025)
Melhor momento de 2025 Assistência Rio Ave VS Caxinas Futsal Quando garantimos a manutenção As vitórias sobre o Braga (2-1) e o empate com o FC Porto (2-2) em 24/25. A equipa jogava muitas vezes mal, mas também sabia jogar bem. Dois bons jogos que recordo já com saudades
Pior momento de 2025 Deterioração da ligação do clube com os seus associados AG pouco ou nada esclarecedoras e falta de transparência da SAD e Clube. A eleição como presidente da sad de Alexandrina foi um revés em termos de democracia e transparência sem paralelo no nosso clube Em março o Martinho levou-nos a cobertura da bancada e fomos para Paços de Ferreira. Uma desgraça nunca vem só. E todos a perguntarem pela nova bancada. Depressão...


Daniel Silva
Escolhi o Miszta como melhor jogador do ano do Rio Ave. Sei que muitos adeptos poderão discordar desta escolha, sobretudo por não nomear o Clayton, tendo em conta os golos decisivos que marcou ao longo de 2025. No entanto, considero que o contributo do Miszta foi absolutamente determinante em inúmeros jogos, evitando que o Rio Ave sofresse golos em momentos-chave — e isso também ganha jogos.
O papel do guarda-redes é, por natureza, mais ingrato. Enquanto os golos ficam registados nas fichas de jogo e na memória coletiva, as defesas decisivas tendem a cair no esquecimento com o passar do tempo. Daqui a alguns meses, quando olharmos para os resultados, veremos os marcadores, mas dificilmente nos lembraremos das uma ou duas intervenções fundamentais que evitaram derrotas ou permitiram conquistar pontos.
Ao longo de 2025, o Miszta foi muito mais do que um bom guarda-redes. Foi uma referência dentro de campo, um jogador decisivo em termos desportivos e alguém que representa o emblema do Rio Ave com entrega, identidade e compromisso.
É por tudo isto que a minha escolha recai sobre ele.
Como melhor momento, escolhi o Rio Ave vs Caxinas, em futsal. Nunca deixei de acompanhar a modalidade — mesmo não sendo um sócio que marca presença em todos os jogos, acabo por ir com bastante regularidade —, mas ainda assim fiquei surpreendido com a casa que encontrei nesse dia.O pavilhão estava praticamente lotado, maioritariamente por sócios do Rio Ave, com muitas pessoas vestidas de verde, apesar de o adversário ser um clube da terra de uma grande parte dos associados do nosso clube. Esse detalhe tornou o ambiente ainda mais especial.Foi bonito sentir que o futsal tem importância real para os associados do Rio Ave FC e, ao mesmo tempo, sair vitorioso naquele que foi o primeiro dérbi da cidade na primeira divisão. Um momento marcante, dentro e fora do campo.Como pior momento, não escolhi um episódio específico, mas sim algo que marcou este ano civil como um todo: a deterioração da ligação entre o clube e os seus associados.
O afastamento dos sócios é notório e facilmente comprovável, por exemplo, pelas assistências nos jogos. As causas parecem claras e estão relacionadas com o tipo de liderança que a SAD e o Clube têm vindo a assumir: uma cultura de pouco esclarecimento, pouca partilha e uma lógica de “quero, posso e mando”. Este modelo, inevitavelmente, acaba por afastar muitos associados.
Basta olhar para as redes sociais. Há alguns anos, com sensivelmente metade dos associados atuais, existia muito mais interação — e, sobretudo, uma interação mais positiva. Hoje, apesar do crescimento numérico, sente-se um distanciamento evidente.
A demissão de várias pessoas da direção do clube, motivada pelo facto de se sentirem afastadas dos processos de decisão e da partilha de informação, acaba por confirmar que esta deterioração da ligação não se limita aos associados. Ela existe também dentro da própria estrutura do clube.

28.12.25

(4-0 em Alvalade) Quando se joga mal e o treinador não ajuda...

Na época passada o Rio Ave foi a Alvalade na primeira jornada e perdeu 3-1. Quando a equipa recolhia aos balneários o telefona já tocava. Indicativo? Grécia. Era Marinakis a despedir Luis Freire. Como é sabido, conseguiram-no convencer do disparate que seria tal coisa, mas se conto este facto é porque o telefone hoje não tocou nem tocará.

Sotiris, esse, continua o seu estágio profissional na empresa Rio Ave SAD: E a cometer erros (ou a ter opções no mínimo duvidosas). Hoje pensou que poderia repetir o empate na Luz, mas, quando se joga mal, só por milagre se pontua. E o Rio Ave jogou mal, sendo que no ataque foi quase inexistente. Salvou-se a defesa, na primeira parte,

André Luiz, Vroussai e Aguilera no banco não lembra ao diabo (e já sem Clayton, a cumprir castigo). Zoabi foi o ponta de lança nas primeiros 45 minutos e nada se viu. Gual não jogou porquê? Na segunda parte não houve ponta de lança.

Penalti por marcar na segunda parte sobre André Luiz, que, contra tudo e contra todos, ainda conseguiu criar um ou dois lances de perigo. Mesmo assim as estatísticas dizem que houve zero remates à baliza.


 

Sporting CP 4 - 0 Rio Ave SAD (podia ter sido pior)




A estratégia do Rio Ave passou por retardar ao máximo o golo do Sporting para que depois pudesse jogar com a entrada de André Luís e jogasse com a velocidade e frescura do jogador perante uma equipa que se iria abrir mais na segunda parte. 
Prova disso é André Luís ter começado no banco e termos alinhado com 4 centrais (Ntoi adaptado no meio campo), 2 laterais e um médio defensivo (Liavas).

Se é verdade que foi algo que não foi conseguido (Sporting chegou a vantagem aos 34 minutos - Athanasiou adormeceu num canto), também não deixa de ser verdade que o Rio Ave chegou a segunda parte dentro do jogo e com a possibilidade de conquistar algo em Alvalade.

Na primeira parte o Rio Ave foi competente e apesar de um maior domínio do Sporting e de um par de oportunidades, o Rio Ave foi coeso a defender.
Na segunda parte, entrou André Luís para explorar as costas dos defesas do Sporting e incomodou mais a defesa do Sporting em 5 minutos do que Zoabi nos primeiros 45min.
No entanto o segundo, terceiro e quarto golo do Sporting aos 53min, 59min e 60 min respectivamente deitaram abaixo qualquer estratégia que teria sido montada ao intervalo.

Athanasiou responsável no primeiro e terceiro golo para mim foi o pior em campo.
Para além da falta de agressividade nos lances que dão golo, esteve muito errático.
Liavas também tem novamente responsabilidade num golo do adversário (parece uma constante).

Sotiris tentou implementar uma tática identifica ao jogo da Luz. Na altura, a jogar muito mal, conseguiu conquistar um ponto. Hoje a jogar mal (apesar de alguma competência na primeira parte), trouxe zero da Luz.

Resultado justo e que podia ser ainda mais pesado.