22.3.10

Brito, o conservador

Hoje, ao ouvir os elogios a Fábio Coentrão pelo trabalho no lado esquerdo da defesa, recuperei uma ideia que me parece fazer algum sentido: não estão em causa as qualidades de Brito, que gostaria de ver muitos anos em Vila do Conde, mas penso que a ousadia (ou o risco) não faz parte do seu léxico. Enquanto João Eusébio pôs um defesa-direito a jogar à esquerda e, sobretudo, um extemo direito a jogar a defesa, vendo neles qualidades para esse lugares, Brito não inventa. Pode ser muito bom, mas também tem desvantagens. Porque não testar Tarantini a ponta de lança? ou Adriano a extremo? (dois lugares em que houve muitas carências ao longo do campeonato).