26.1.26

4º pedido de desculpas: um caso único no mundo?

Sotiris já pediu pelo menos * 4 vezes desculpas, após jogos do Rio Ave (ver a lista em baixo). 

Haverá outro caso no mundo? 

Os portugueses dizem: 'Na primeira quem quer cai; na segunda cai quem quer; na terceira cai quem é parvo/tolo". Já não há adágio para uma quarta vez...

Mas, para além do lado anedótico, há a questão séria para o nosso Clube: quatro pedidos de desculpas canibalizam-se uns aos outros e esvaziam o peso/responsabilidade do ato. Banalizou-os e já ninguém o leva a sério. Incluindo os jogadores?

Isto só é possível porque, como escrevi ontem, Sotiris, tendo linha direta para Mariankis, está aqui a fazer uma espécie estágio de aprendizagem. Por muitos erros que cometa, parece que nada lhe vai acontecer. Qualquer outro treinador, no seu lugar, já teria dado lugar a um treinador a sério. Qualquer outro treinador que se visse obrigado a pedir 4 vezes desculpa, já teria dado lugar a outro. Por sua iniciativa.

Sotiris vai ficar na memória dos Rioavistas nos próximos anos, mas não por boa razões. 

 


A lista (*conto quatro vezes, correspondente a quatro jogos, porque, em mais do que um caso, Sotiris pediu desculpas na flash e na conferência de imprensa): 

- Após a derrota frente ao Sintrense, da quarta divisão, o treinador pediu desculpas. 

- 10 dias depois, após a humilhante derrota e nula exibição de ontem, frente ao Estoril: "Compreendo totalmente os adeptos. Foi justo que estivessem descontentes, porque o jogo não foi bom e o resultado foi pesado. Sinto essa responsabilidade e peço desculpa. Mas acredito que temos de manter a união, dentro e fora do balneário. Só juntos conseguimos ultrapassar momentos difíceis". 

5j Moreirense, 3- Rio Ave, 1 13 setembro: "Sofremos um golo no primeiro minuto. Não há desculpa para isso. (...) não tivemos o compromisso suficiente para nos mantermos focados para recuperar a desvantagem.Temos de nos 'olhar ao espelho' e assumir as responsabilidades por esta derrota, a começar por mim".

Nacional, 4 - Rio Ave, 0 «Temos de pedir desculpa aos nossos adeptos»

 

Sub-19 começam fase de apuramento do campeão com vitória frente ao Gil.

 


Os sub-19 começaram da melhor fase a fase de apuramento do campeão ao receberem e vencerem o Gil Vicente por 2-1.

A nossa equipa, no final da primeira parte chegou à vantagem fruto do golo de Matheo Chaigne.

Aos 73 o Gil iria igual o marcador graças a uma grande penalidade mas já perto do fim, aos 87 minutos, Luís Rasgado marcou o segundo do Rio Ave permitindo que os três pontos ficassem em Vila do Conde.

Com esta vitória, o Rio Ave segue começa esta fase em 2º lugar, com os mesmos pontos que o primeiro classificado (Leiria) que venceu o Famalicão por 0-3.



Vida dificil para as Séniores Femininas: nova derrota para o campeonato

 


A equipa sénior feminina deslocou-se este fim de semana à Madeira para defrontar o Marítimo e saiu derrotada por 1-2.

A equipa Madeirense entrou melhor na partida com um golo madrugador (21min) sendo que a equipa do Rio Ave empatou logo a seguir por Sydney Shepherd (aos 25min).

No entanto a equipa do Marítimo ia chegar à vitória à passagem do minuto 73 via grande penalidade.

Com este resultado, o Rio Ave mantém-se no penúltimo lugar, com os mesmos pontos que o último classificado.




25.1.26

(Nacional, 4- Rio Ave, 0) A diferença entre ter no banco um teinador a sério e um estagiário

Mais uma derrota, mais um jogo em que o Rio Ave esteve apático e mais um jogo em que Sotiris pediu desculpas no final [atenção: estou a escrever logo após os 90m, sem saber se isso aconteceu ou não; ATUAL: «Temos de pedir desculpa aos nossos adeptos»].

É verdade que tudo correu bem ao Nacional, mas isso não explica tudo, num jogo em que entrámos a perder: sem Mizsta (lesionado?), Vacas tem de ser muito fraco para ser suplente de Chamorro!

Na primeira parte, ainda que sem entusiasmo e sem empenho, podíamos ter marcado. Na segunda, logo após os madeirenses terem feito o 2-0 no recomeço, o jogo acabou para nós.

No banco, Sotiris continua a comportar-se como um estagiário que está a fazer 360 horas de formação. Por muitos erros que cometa, nada lhe vai acontecer. Apenas os resultados no final da época serão a sua avaliação. Mas, qualquer outro treinador, no seu lugar, já teria dado lugar a um treinador a sério.

Sotiris é responsável pelas escolhas (Liavas, por exemplo, não tem condições para jogar na primeira liga portuguesa; Spikic nada acrescenta: Bezerra ou Medina não fariam melhor?)

Nota final para um jogador que já aqui recebeu vários elogios mas que hoje voltou a comprometer: Brabec não ganha uma bola de cabeça e essa incapacidade deu mais um golo ao adversário (pelas minhas contas, é o terceiro esta época). Ter um central assim é muito arriscado.

A continuar assim, vai ser uma segunda volta muito difícil.


 

O Rio Ave que já não reconhecemos

 


É constrangedor ver esta equipa a jogar.
Constrangedor porque não se trata apenas de perder jogos ou de atravessar uma fase menos boa. Trata-se, acima de tudo, da forma. Da ausência de alma. Da sensação constante de que grande parte dos jogadores está em campo apenas porque tem de lá estar.
O que se vê é uma equipa apática, sem intensidade, sem chama. Um conjunto de jogadores que, na sua maioria, parecem estar em fim de carreira, resignados ao último contrato, ou então contrariados por terem sido “colocados” no Rio Ave como quem aceita um mal menor. Falta compromisso. Falta ambição. Falta vontade de honrar o símbolo que carregam ao peito.
Perdeu-se aquilo que sempre nos caracterizou. O espírito combativo, incómodo para os adversários, a equipa que nunca dava um jogo como perdido, que lutava cada bola como se fosse a última. Hoje, o Rio Ave não incomoda. Hoje, o Rio Ave aceita. Hoje, o Rio Ave conforma-se.
Transformámo-nos numa incubadora de jogadores que em tempos foram promessas. Jogadores reciclados dos “outros dois clubes”, restos de projetos falhados, nomes que chegam com currículo mas sem fome. E o resultado está à vista: um coletivo sem identidade, sem ligação aos adeptos e sem qualquer traço distintivo.
Não me revejo nisto.
Não me revejo nesta apatia institucionalizada, nesta normalização da mediocridade, nesta ideia de que “é o que há”.
E há mais uma verdade: fosse outro treinador que aqui estivesse, e já estaria fora do clube.