8.1.26

Como estamos face à época passada? Como foi a primeira metade desta temporada e a do ano passado?





Com o jogo deste fim de semana frente ao Casa Pia, o Rio Ave FC chegou ao fim da primeira volta do campeonato, um momento oportuno para fazer um balanço da época em curso e compará-la com a temporada passada.

Em termos pontuais, não há diferentes. Há 17ª o ano passado, também tínhamos 20 pontos.

Na época anterior, à 17.ª jornada, o Rio Ave somava 5 vitórias, 5 empates e 7 derrotas, num total de 20 pontos. Tínhamos 18 golos marcados e 28 sofridos.

Esta temporada, os números mostram um perfil diferente.
O Rio Ave contabiliza 4 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, o que perfaz 20 pontos, exatamente os mesmos da época passada. No plano dos golos, a equipa apresenta uma ligeira melhoria ofensiva, com 22 golos marcados, mas também sofreu 29 golos, mais um do que na época anterior.

A grande diferença entre as duas épocas está no número de empates. Se no ano passado o Rio Ave dividia mais vezes entre vitórias e derrotas, esta temporada a equipa tem demonstrado uma clara tendência para empatar, o que ajuda a explicar porque, apesar de menos derrotas, não conseguiu transformar isso numa subida significativa de pontos.

Outro dado que merece especial atenção é o rendimento em casa. Na época passada, o Estádio dos Arcos era uma verdadeira fortaleza. Nos primeiros oito jogos disputados em casa, o Rio Ave somou 4 vitórias e 4 empates, mantendo-se invicto perante os seus adeptos.

Este ano, o cenário é bem diferente. Em oito jogos nos Arcos, a equipa soma apenas 2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, um registo claramente abaixo do esperado e que ajuda a explicar a frustração crescente dos adeptos. A perda de força em casa representa um dos principais retrocessos em relação à época passada, sobretudo num clube que historicamente construiu grande parte dos seus objetivos com base no rendimento caseiro.

Em resumo, apesar de apresentar mais golos marcados e menos derrotas, o Rio Ave termina a primeira volta com os mesmos pontos da época anterior.

7.1.26

O mesmo dono, dois clubes, dois caminhos: O que se fez no Nottingham e não se fez no Rio Ave



Esta semana, o Nottingham Forest comunicou de forma clara e objetiva aos seus associados que deu entrada nos pedidos de licenciamento para a requalificação do City Ground. Foram tornados públicos também  alguma informação como plantas, imagens 2D e 3D, e explicações sobre o projeto.

Nada de vago, nada de “confia que depois logo se vê”. Houve compromisso, transparência e respeito por quem vive o clube.

O contraste com o que aconteceu no Rio Ave é inevitável.

Nos Arcos, foi apresentado um chamado Masterplan em assembleia, mas com pouquíssimo detalhe, sem imagens públicas, sem explicações técnicas acessíveis e sem qualquer esforço sério de comunicação posterior. Para a maioria dos sócios e adeptos, o projeto continua a ser uma ideia abstrata, envolta em promessas, mas pobre em informação concreta.

A diferença não está apenas na dimensão dos clubes ou no contexto financeiro. Está na forma como cada um encara os seus associados.

O Nottingham Forest entendeu que um projeto estrutural, que altera a casa do clube e o seu futuro, deve ser:
  • explicado
  • ilustrado
  • e assumido publicamente.

Ao tornar públicas algumas plantas e imagens do projeto, o Forest assume um compromisso: mostra o que quer fazer, como quer fazer e permite que os seus associados saibam exatamente o que está em cima da mesa.

No Rio Ave, pelo contrário, optou-se pelo caminho oposto. O projeto existe, as obras avançam, mas os sócios continuam a olhar para estruturas metálicas sem saber ao certo o que ali nascerá, como será o resultado final ou que impacto terá no clube e na experiência dos adeptos.

E quando a informação não é partilhada, o espaço é ocupado por especulação, rumores e desconfiança. Não por maldade, mas por ausência de esclarecimento.

Importa sublinhar: a crítica não é ao projeto. Qualquer investimento em infraestruturas é, à partida, positivo. A crítica é à forma como tudo é feito à porta fechada, sem uma comunicação clara, contínua e respeitosa para com os sócios.

O Nottingham Forest mostrou que é possível fazer diferente. Que é possível informar, envolver e assumir publicamente as decisões estruturais do clube.

Fica a pergunta inevitável:
porque é que no Rio Ave isso continua a ser tão difícil?


Em anexo algumas das imagens e plantas tornadas publicas







6.1.26

Inscrição na Liga - tudo bem!

Dezembro de 2025 foi um mês para esquecer. Até a Liga anunciou que a Rio Ave SAD  "foi notificada para, igualmente no prazo de 15 dias, complementar a informação já apresentada, relativamente a obrigações contributivas e tributárias".

Agora a mesma Liga vem anunciar que todas as Sociedades Desportivas "cumpriram a obrigação de demonstrar a inexistência de dívidas salariais referentes aos meses de setembro, outubro e novembro, assim como demonstraram o cumprimento das correspondentes obrigações contributivas e tributárias."  

Tudo está bem quando acaba bem. Nem podia ser de outra forma.


 

 

Sub-19 do Rio Ave Garantem Apuramento para a Fase de Campeão





A equipa de Sub-19 do Rio Ave carimbou, de forma categórica, o apuramento para a fase de campeão ao vencer o Gil Vicente por 3-0, em jogo da penúltima jornada da fase de apuramento.

Os golos foram apontados por Rodrigo Moreira, Luís Rasgado e Pedro Davide, num encontro em que o Rio Ave foi claramente superior e confirmou em campo a ambição de estar entre os melhores da competição.

Com este triunfo frente à equipa de Barcelos, o Rio Ave abriu uma vantagem de quatro pontos sobre o Braga, atual 5.º classificado. Esta diferença torna matematicamente impossível que os bracarenses alcancem o Rio Ave na 4.ª posição, último lugar que garante o acesso à fase de campeão, assegurando assim o objetivo com uma jornada de antecedência.

Na última ronda desta fase, o Rio Ave desloca-se ao terreno do Famalicão, num encontro que servirá apenas para cumprir calendário, já que a posição da equipa vilacondense está definida.


Dois novos processos judiciais movidos contra a SAD do Rio Ave: valor reclamado é superior a 100 mil euros

Já é um habitué neste blogue darmos conta da entrada de novos processos judiciais contra a Rio Ave SAD.

Caso queira consultar os processos detetados desde o início do ano passado, pode clicar aqui.


No último mês, deram entrada pelo menos mais dois processos (os que conseguimos detetar)


1. A Peris Ruiz Consulting, S.L é uma empresa que funciona sob a alçada da Leaderbrock, agência que representa jogadores de futebol.

  • Valor reclamado: 32 828,00 €




2. A Team of Future é uma empresa que também representa jogadores de futebol.

  • Valor reclamado: 68 814,91 €



Valor total reclamado nestes dois processos: 101 642 ,91 €