20.5.26

Acompanhamento diário ao mercado de transferências do Rio Ave (mercado de verão 26/27)

Rio Ave FC — Mercado de Transferências 2026/27
Reis do Ave
Mercado de Verão 26/27
● mercado aberto

Acompanhamento diário ao mercado de transferências do Rio Ave FC

Guarda este link e consulta diariamente. Todas as novidades — entradas, saídas, empréstimos e rumores — atualizadas ao longo dos dias até ao fecho do mercado em setembro.

ao vivo Última atualização: 20 de Maio · 14h30
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20 de Maio
22h30
Rumor

Olympiakos pode emprestar Diogo Nascimento

Um meio de comunicação grego, o Sportime, escreve hoje que o Diogo Nascimento rumará ao Rio Ave na próxima temporada.



15h30
Saída

Nuno Costa de partida do Rio Ave Futsal

Depois de quatro temporadas, de pertencer o núcleo de jogadores que subiu o Rio Ave da terceira divisão à primeira, número está de saída.

O que se passou com Gual?

Primeiro desapareceu dos convocados, a partir de janeiro.

Depois apareceu a jogar pelos sub23.

Agora não consta da foto de despedida em que está todo o restante plantel.

Mas ainda consta do plantel da equipa A, no site 

A questão é relevante porque Gual assinou por três épocas e terá, portanto, mais duas para cumprir.


 

Por onde anda…? Episódio #5: Wakaso

 

Se houvesse um prémio para o jogador com mais quilómetros percorridos e mais duelos ganhos no relvado dos Arcos, o nome de Wakaso seria, sem dúvida, muitas vezes, nomeado. Hoje, o nosso guardanapo de café desenha o perfil de um médio que não conhecia a palavra "cansado" e que se tornou um símbolo de raça para a família rioavista.

O Destruidor de Jogo

Natural do Gana, Wakaso chegou a Portugal muito jovem (18 anos) para representar o Portimonense, mas foi no Rio Ave FC que atingiu a sua plenitude. Com uma capacidade física impressionante e um raio de ação que parecia cobrir o campo inteiro, Wakaso era o "tampão" que permitia aos criativos da equipa jogar com liberdade.

Entre 2013 e 2016 (com uma breve interrupção de meia época para rodar no Portimonense), Wakaso vestiu a camisola verde e branca em 114 jogos oficiais. Foi uma peça fundamental na estabilidade defensiva da equipa enquanto andou por cá. A sua entrega era tal que os adeptos rapidamente o adotaram como um dos seus.

Em Janeiro de 2016, a meio de uma época muito positiva, foi transferido para o Lorient, equipa que na altura ocupava o último lugar da Liga Francesa. A equipa francesa ainda viria a fugir dos lugares de despromoção direta não tendo evitado o lugar do playoff de despromoção e descido via essa via.

Regressou a Portugal na época seguinte onde representou o Vitória durante 4 temporadas tendo tido depois uma experiência no Chipre (Olympiakos Nicosia) antes de regressar novamente a Portugal para representar o Leixões.

E agora... por onde anda?

Hoje, com 34 anos, passou as últimas duas temporadas no Semen Padang (campeonato da Indonésia). 
Fica a memória de um guerreiro silencioso mas implacável, cuja presença no miolo do terreno dava uma segurança única a quem assistia aos jogos no Estádio dos Arcos.

Vítor Gomes confirma Sotiris na próxima temporada em comentário no Instagram




Apesar de ter mais um ano de contrato, o futuro de Sotiris no Rio Ave tem sido alvo de muita especulação. Contudo, as dúvidas parecem ter sido dissipadas esta semana no Instagram. O técnico grego fez uma publicação e Vítor Gomes comentou algo que confirma, até ao momento, a continuidade do treinador para a próxima época:

"Lutaremos por coisas melhores na próxima temporada💪 aproveita as tuas férias treinador💚".



19.5.26

Melhores da temporada 25/26

por: Gualter Macedo


Já havíamos noticiado, e que ainda está a decorrer no Reis do Ave uma votação para escolher os três melhores jogadores da temporada.


Eis aqueles que para mim foram os melhores: 

     1. Clayton Silva - Foi vendido em janeiro de 2026, mas o tempo que jogou para mim foi suficiente  para que pudesse ser o melhor jogador da época que acaba. Os números são o "algodão" do jogador, muito experiente, Clayton é sinónimo de golos, e de segurança na frente. Há muito que não tínhamos um jogador goleador, tão bom que ele ainda abriu as portas para que  André Luis se destacasse. Transferido em Janeiro para a Grécia, não joga, talvez Marinakis o empreste para o ano, e talvez possamos estar a falar de um regresso! 

    2. Brandon Aguilera - Outro jogador que não fez os jogos todos pois teve uma lesão grave em finais de fevereiro. O melhor médio da equipa, e talvez também o melhor jogador. Qualquer equipa da 1ª liga que não os 3 grandes certamente que gostariam de contar com Aguilera,  e eu conto com ele para o ano! 
   
 3. Marious Vrousai - é de facto um jogador intenso, que trouxe muita mística á equipa dai ser capitão, sempre que joga, joga nos limites, faz várias posições, o chamado polivalente, e nós adeptos(especialmente os caxineiros) bem como os treinadores gostam de jogadores assim. Tem uma grande vantagem: fala Grego!

Os melhores da temporada 25/26 para Daniel Silva


Tal como já noticiamos, está a decorrer no Reis do Ave uma votação para escolher os três melhores jogadores da temporada (sendo que o mais votado será eleito o melhor da temporada para os seguidos do Reis do Ave).

Numa época fraquinha (teremos tempo de falar sobre isto nas próximas semanas), partilho convosco aqueles que foram para mim os melhores:

1. Brabec (trouxe experiência, segurança e tranquilidade que nos faltava apesar de uma fase menos boa)
2. Blesa (média de golos por jogo ligeiramente superior ao Clayton e oferece muito mais que o Brasileiro)
3. Vrousai (que garra.. Se não soubesse que era Grego, diria que era "bileiro" tal é garra que tem)



18.5.26

Os melhores jogadores 25-26

 O Reis do Ave abriu uma votação para, todos, escolhermos o melhor jogador desta época.

Votem aqui, se o desejarem (cada um pode votar em três jogadores). 

Os meus votos: 

- Vroussai (pela raça, pela entrega, por ser dos poucos que mostram 'amor à camisola'); 

- Brabec (pela qualidade e inteligência) 

- e André Luiz (porque mostrou que poderá ser um fora-de-série e foi o homem que carregou a equipa às costas na primeira volta).


 

Os números das três épocas da era SAD




O campeonato terminou. E com ele chega também o momento de olhar para os números sem filtros, sem emoção do jogo do fim de semana e sem a desculpa do “ainda faltam jornadas”.

E olhando friamente para os dados, há uma conclusão difícil de ignorar:
esta parece ser, até ao momento, a pior temporada do Rio Ave desde a entrada da SAD.

Os números das épocas da era SAD
2025/2026
12.º lugar
36 pontos
35 golos marcados
57 golos sofridos

2024/2025
11.º lugar
38 pontos
39 golos marcados
59 golos sofridos

2023/2024
11.º lugar
37 pontos
38 golos marcados
43 golos sofridos

Uma evolução… para baixo

É verdade que a SAD apenas foi formalmente criada a meio da temporada 2023/2024.

Mas também é verdade que o impacto do universo Marinakis começou logo em janeiro de 2024, com a chegada de vários jogadores ligados a essa estrutura. Por isso, faz sentido considerar essa época como o ponto de partida deste novo ciclo.

E olhando para os três anos, a tendência parece tudo menos animadora.

O Rio Ave:
fez menos pontos;
marcou menos golos;
terminou pior classificado;
e voltou a apresentar números defensivos preocupantes.

Há um detalhe particularmente relevante: na primeira época desta “era”, o Rio Ave sofreu 43 golos. Nas duas seguintes sofreu 59 e 57.

Ou seja, a equipa não só não evoluiu… como perdeu solidez competitiva.


O problema não é apenas a classificação
Há quem olhe para isto e diga:
“Mas a diferença entre 11.º e 12.º lugar é mínima.”

E é verdade.
Mas o problema não está apenas na posição final.
Está na sensação de estagnação.

Porque quando um projeto entra no terceiro ano e os números não melhoram — ou até pioram — começam inevitavelmente a surgir perguntas legítimas.

Onde está a evolução?
Qual é a identidade desta equipa?
O Rio Ave está hoje mais forte do que estava há dois anos?
Existe crescimento desportivo real?

A mim, parece-me que não.

17.5.26

Vote no melhor jogador do Rio Ave na temporada 2025/2026





Votação Melhor Jogador · Rio Ave FC 2024/25
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Rio Ave FC

Liga Portugal · Época 2025/26

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(1-1 no Casa Pia) Mais uma época que ninguém vai recordar

As estatísticas dizem que o Casa Pia teve 20 remates e o Rio Ave apenas 6. Podia ser motivo de críticas, mas a verdade é que eles é que tinham de ganhar o jogo, enquanto o Rio Ave se apresentava descansado - e isso faz muita diferença. A verdade é que o podiam ter vencido, não fosse um disparate do seu guarda-redes, que nos deu o empate. Criámos pouco perigo (duas boa oportunidades), o nosso guarda-redes esteve bastante mais interventivo.

Pouco mais há a dizer do jogo. Jogamos mal, equilibramos no início da segunda parte. Afinal, não muito diferente do que foi a época em geral, quase sempre com más primeiras partes. Aqueles 10 pontos seguidos mereciam uma ida a Fátima a pé por parte do plantel...

Brabec, o melhor em campo, voltou ao onze, de onde nunca deveria ter saído (mas já se sabe que Mancha tem de jogar...), Ntoi e Ennio também regressaram e de resto foram os do costume. Nem na ponta final, Sotiris deu oportunidade a Medina ou a Lobato de mostraram se são melhores do Spikic. 

Sotiris no final: "Sinto que tenho uma boa base para começar a próxima época. Temos uma boa equipa para começar a próxima temporada." Valha-nos o seu otimismo (que, em muitos casos, é diferente de realismo).


 

 

15.5.26

Argyrios Liatsikouras (19 anos, Olympiakos) será reforço do Rio Ave

Argyrios Liatsikouras, 19 anos, médio centro que fez dois jogos pela equipa principal do Olympiakos mas jogou sobretudo pela equipa B e pelos sub 19, deve ser emprestado pela equipa grega ao Rio Ave.

A fonte são os nossos amigos do Thrylos 21, geralmente muito bem informados em tudo o que diz respeito ao Olympiakos, e que já referiram a informação num dos programas mais recentes no Youtube (sendo que pelo menos desde janeiro que existe o rumor).


 

13.5.26

Perdemos cerca de 400 espectadores por jogo face à média do primeiro ano desta direção

Análise · Assistências · Estádio dos Arcos

A pior época de assistências da última década — os números não mentem

A época 25/26 caminha para o fim. O Rio Ave não fará mais nenhum jogo em casa. O registo mais baixo dos últimos dez anos na primeira divisão (retirando o ano de regresso à 1ª div).


Há dados que não precisam de muita elaboração. Falam por si, desde que sejam apresentados com honestidade e com o contexto correto. Os números das assistências nos Arcos neste mandato são um desses casos. 

A época 2025/26 apresentou uma média de xxx espectadores por jogo.


Primeiro, a honestidade metodológica

Para que a comparação seja justa, há que excluir as épocas com distorções evidentes que nada têm a ver com o interesse dos adeptos pelo clube:

  • 2019/20 e 2020/21 — jogos à porta fechada ou com capacidade muito reduzida devido à pandemia de COVID-19. Média artificialmente baixa ou zero.
  • 2021/22 — época na segunda divisão. Contexto, adversários e dimensão completamente diferentes.
  • 2024/25 — os últimos quatro jogos em casa foram disputados no estádio de Paços de Ferreira, por interdição dos Arcos na sequência da Tempestade Martinho. A média oficial foi de 2.603, mas considerando apenas os 13 jogos efetivamente realizados nos Arcos, a média sobe para 3.128.

Feitas estas ressalvas, podemos comparar com rigor as épocas em condições normais, na primeira divisão, no Estádio dos Arcos.


A evolução das assistências — última década

Época Média/jogo Nota
2014/15 2.968
2015/16 3.301
2016/17 3.954 📈 Máximo da década
2017/18 3.889
2018/19 3.630
2019/20 COVID (porta fechada)
2020/21 COVID (porta fechada)
2021/22 2.ª divisão
2022/23 2.906 1.º ano de regresso à 1.ª div.
2023/24 3.148 1.º ano mandato AC
2024/25 3.128 * 2.º ano mandato AC
2025/26 ~2.635  3.º ano mandato AC · Mínimo da década

* Corrigido: excluindo os 4 jogos disputados em Paços de Ferreira (Tempestade Martinho), a média real nos Arcos foi de 3.128.


O que dizem os números, sem filtros

Nas cinco épocas completas antes das distorções da pandemia (2014/15 a 2018/19), o Rio Ave nunca desceu abaixo dos 2.900 espectadores de média — e chegou aos quase 4.000 em 2016/17.

No regresso à primeira divisão, em 2022/23, era esperada alguma perda — fruto do afastamento forçado da segunda divisão, de estádio com capacidade reduzida desde 2019, e do pós-pandemia. A média de 2.906 era compreensível.

O primeiro ano do mandato de Alexandrina Cruz (2023/24) trouxe uma subida para 3.148 — o número mais alto desde o regresso. Um bom sinal.

Mas desde então, a tendência inverteu-se de forma clara. A média corrigida de 2024/25 nos Arcos foi de 3.128 — praticamente estagnada. E em 2025/26, a média caiu para 2.635. O valor mais baixo de qualquer época normal da última década.

Em termos práticos: nesta temporada, perdemos cerca de 400 espectadores por jogo face à média do primeiro ano de Alexandrina (Curiosamente, estiveram presentes 596 sócios na Assembleia de Novembro de 2023 que decidiu a cedência de poderes ilimitados a Alexandrina para a criação da SAD).


O paradoxo dos sócios

Há um dado que torna estes números ainda mais desconcertantes: em 2023, o número de sócios do Rio Ave cresceu cerca de 40%.

Quarenta por cento. Um crescimento excecional, que em qualquer clube seria motivo de entusiasmo e que normalmente se traduziria num aumento imediato das assistências.

Mas não. As assistências caíram. O que levanta uma pergunta inevitável: quem são esses novos sócios? Vão ao estádio? Existem fisicamente? Ou o crescimento do número de associados esconde outra realidade?

Não temos resposta. A direção do clube, que soube explicar este fenómeno.


Não é só futebol — é ligação

Os resultados desportivos influenciam as assistências, claro. Mas o Rio Ave nunca foi um clube de massas que enche só quando ganha. A nossa história mostra que quando há proximidade, comunicação e entusiasmo gerado pela liderança, os adeptos aparecem — independentemente da tabela.

As épocas de 2016/17 e 2017/18, com médias de quase 4.000 e 3.900 respetivamente, não foram as melhores da história desportiva do clube. Mas havia algo que atraía as pessoas aos Arcos.

Hoje, com mais sócios no papel do que nunca, há cada vez menos gente nas bancadas. Essa contradição não é acidente. É sintoma.

Em resumo: nas três épocas deste mandato, as assistências nos Arcos desceram de 3.148 para ~2.635 — uma queda de mais de 400 espectadores por jogo. Isto aconteceu enquanto o número de sócios aumentou 40%. Alguém tem de explicar o que se passa.

Os números dizem que, neste momento, cada vez menos pessoas sentem o clube.

Dados de assistências: acompanhamento de assistências no Estádio dos Arcos, com agradecimento a Sérgio Oliveira pelos dados históricos. A média de 2024/25 foi corrigida para excluir os jogos disputados em Paços de Ferreira. A formatação deste texto foi auxiliada pelo Claude.

12.5.26

Rio Ave ignora presença do investidor em Vila do Conde. E eu não percebo porquê

 No dia 16 de dezembro do ano passado, o Facebook do Rio Ave fez uma inesperada publicação:

Pelas minhas contas, foi a primeira - e última - vez que o Rio Ave (evito dizer clube ou SAD porque a situação é tão ambígua...) se referiu ao nome do investidor. Ainda por cima, como podem ver, trata-se de um assunto pessoal e não desportivo. Evangelos Marinakis é referido duas vezes na publicação, sem nunca se dizer quem é.

Ontem, pela primeira vez Marinakis assistiu a um jogo do clube do qual é o principal proprietário. E, até este momento, o Rio Ave ignorou completamente esse facto.

Dir-me-ão que é para ninguém (a UEFA...) saber que ele é o investidor 😕😏. Mas recordo declarações em que o próprio Marinakis fala do Rio Ave como seu.

Em que ficamos? 

11.5.26

(derrota 1-4 com o Sporting) Marinakis viu e não gostou... (foi uma Mancha, Petrasso...)

 ... ou pelo menos, acho que não. Pelos vistos, a alguns minutos do final saiu do camarote e foi ver as obras...

Γεια σου Σωτήρη, εξήγησέ μου κάτι, δηλαδή χάνουμε και φέρνουν αμυντικούς και μέσους αντί για επιθετικούς; foi o que o Reis do Ave julga ter ouvido momentos antes  [Ò Sotiris, explica-me uma coisa, então estamos a perder e entram defesas e médios para o lugar dos avançados?] 

A verdade é que o Rio Ave, enquanto teve 11 jogadores, fez um bom jogo, depois da expulsão parva de Petrasso (com um amarelo, fazer aquela falta!!!) nunca mais deu. O atraso de Mancha, que deu autogolo, também ajudou a enterrar.

Derrota sem contestação. 

 

Três épocas, três desculpas, zero compromissos. Nenhuma autocrítica. Nenhum objetivo falhado assumido

Crónica · Opinião

A arte de dizer muito sem dizer nada

Três épocas, três desculpas, zero compromissos.


Há líderes que comunicam. Há líderes que informam. Há líderes que prestam contas. E depois há os que aparecem, de vez em quando, perante os jornalistas, dizem umas palavras reconfortantes e voltam ao silêncio — até à próxima ocasião em que o protocolo os obriga a falar.

Alexandrina Cruz enquadra-se, infelizmente, nesta última categoria.

No aniversário do clube, a presidente do Rio Ave FC voltou a falar. Deu umas declarações aos jornalistas presentes. E voltou a fazer aquilo que faz melhor: não dizer nada de concreto, com uma fluência assinalável.


Sempre para os jornalistas. Nunca para os sócios.

Comecemos pelo mais básico: quem são os sócios do Rio Ave FC? São, em teoria, os donos do clube.

Pois bem. Em toda esta época — uma época marcada, segundo a própria presidente, por "muitos contratempos" — quantos pontos de situação receberam os sócios? Quantas mensagens diretas de quem lidera o clube?

Nenhum. Zero. O silêncio absoluto, interrompido apenas quando há câmaras e microfones de jornalistas à frente.

Não existe um único registo em que a presidente do Rio Ave se dirija diretamente aos sócios para explicar o que está a acontecer. Num mundo em que qualquer clube de dimensão média tem canais de comunicação próprios, o Rio Ave continua a tratar os seus sócios como figurantes.

Comunicar apenas com jornalistas não é transparência. É gestão de imagem. São coisas muito diferentes.


Três épocas, três desculpas

Mas o que realmente impressiona — no mau sentido — é a consistência. Alexandrina Cruz leva três temporadas à frente do clube e, em cada uma delas, encontrou um argumento para explicar os resultados aquém do esperado. Com uma regularidade quase admirável.

1.ª época

"Ano zero." Estávamos num processo de reestruturação. Era preciso ter paciência. A base estava a ser construída.

2.ª época

"Ano zero da SAD." E além disso, a tempestade Martinho. Ninguém podia prever. Foram circunstâncias excecionais.

3.ª época (atual)

"Muitos contratempos." A pré-época foi fora de casa, as obras no estádio atrapalharam tudo. O que é que havia de fazer?

Três épocas. Três justificações distintas. Nenhuma autocrítica. Nenhum objetivo falhado assumido. Nenhum compromisso para o futuro com data ou métrica.

Há um padrão aqui que não pode ser ignorado: existe sempre uma desculpa pronta. E quando existe sempre uma desculpa pronta, deixa de ser uma desculpa e passa a ser uma estratégia.


A linguagem do não-compromisso

Analisemos as declarações do aniversário com algum cuidado. A presidente disse que o objetivo passa por aproximar o Rio Ave das competições europeias, "num curto prazo". Disse que não desistem da estratégia. Disse que estão a trabalhar para isso.

Façamos as perguntas óbvias que nenhum jornalista fez — ou pôde fazer num ambiente controlado:

  • Curto prazo — o que significa isso? Um ano? Dois? Três? Quando é que os sócios podem exigir resultados?
  • "Muitos contratempos" — quais, exatamente? Para além das obras e da pré-época, o que correu mal? Quem falhou? O que vai mudar?
  • "Não desistimos da nossa estratégia" — qual estratégia? Está escrita algures? Foi apresentada aos sócios? Tem indicadores de sucesso definidos?

Sem respostas a estas perguntas, as declarações da presidente valem o que valem: nada. São palavras ditas para consumo mediático imediato, sem qualquer consequência ou responsabilização futura.

Um bom líder faz o contrário: diz "queremos terminar entre os seis primeiros na próxima época". Diz "até ao final do ano, os sócios vão receber um relatório de atividade". Diz "assumimos que esta época ficou aquém e aqui está o que vai mudar". Compromete-se com algo verificável. Algo que, se não acontecer, o responsabilize.

Generalidades não responsabilizam ninguém. E é exatamente isso que as torna tão convenientes.

Liderança ou representação?

Há uma questão que se impõe, e que cada vez mais sócios colocam em voz baixa: quem manda realmente no Rio Ave?

Um líder que não comunica, que não se compromete, que tem sempre uma justificação ensaiada e que aparece apenas em contextos protocolares pode ser, simplesmente, um mau comunicador. Pode ser alguém com dificuldade em lidar com a exposição pública. Damos esse benefício da dúvida.

Mas pode também ser outra coisa: alguém que não decide. Alguém que assina, representa e aparece nas fotos — mas cujas decisões reais são tomadas noutro lugar, por outras pessoas, longe dos holofotes e fora do alcance dos sócios.

Se for assim, faz todo o sentido não se comprometer com nada. Porque comprometer-se implicaria poder para cumprir. E se o poder não está onde deveria estar, a única saída segura é... falar de forma vaga. Sorrir. Dizer que estão a trabalhar. E esperar que ninguém faça as perguntas certas.

Os sócios do Rio Ave merecem mais do que isto. Merecem uma liderança que os trate como parceiros e não como audiência. Que comunique nos bons e nos maus momentos — e não apenas quando há câmaras. Que diga "falhámos aqui, vamos mudar isto", em vez de procurar sempre a desculpa de serviço.

Três épocas. Três desculpas diferentes. Mas a mesma ausência.

Até quando?

A formatação deste texto foi auxiliada pelo Claude.