18.1.26

(0-2 com o Benfica) Fácil de explicar

O Benfica não só fez uma primeira parte arrasadora como terá feito um dos melhores jogos (45 minutos) neste seu campeonato. O Rio Ave nem respirou. O resultado ao intervalo era de 0-2, mas - honestamente - podiam ter sido mais. Ainda assim, custa sofrer um golo tão absurdo como aquele que Ndoi marcou para os da Luz.

No segundo tempo o Benfica descansou, a pensar no jogo europeu (decisivo para eles), e nós fomos crescendo. Podíamos ter marcado.

Mas a derrota é completamente justa, perante uma equipa muito mais forte (na primeira volta também o era) que jogou muito bem (o que não aconteceu na primeira, daí o empate).

Abbey foi o melhor em campo.


 

16.1.26

Francisco Silva: há vida depois de Rúben Góis



Ninguém coloca em causa a enorme importância de Rúben Góis na equipa de futsal do Rio Ave. Afinal, falamos do quarto melhor marcador do campeonato, responsável por cerca de 25% dos golos da equipa na competição. Os números falam por si e explicam por que motivo têm surgido, com insistência, notícias que dão como praticamente certa a sua saída para o Benfica no final da temporada.



Perder um jogador desta dimensão nunca é positivo. Góis tem sido uma referência ofensiva clara e um elemento decisivo em muitos momentos da época. Ainda assim, olhando para dentro do plantel, há um nome que me desperta especial atenção e que pode, de alguma forma, ajudar a mitigar o impacto de uma eventual saída: Francisco Silva.




O jovem pivô português, de apenas 21 anos, começou a temporada condicionado por uma lesão que o afastou da competição durante um período longo. Depois de ter participado apenas nas duas primeiras jornadas do campeonato, esteve exatamente uma volta inteira sem jogar, regressando apenas na 13.ª jornada. Um regresso que coincidiu, curiosamente, com o jogo frente ao Benfica.

Desde então, Francisco Silva tem deixado sinais muito interessantes. Tem características físicas importantes para a posição, é alto, forte, tecnicamente evoluído e mostra uma maturidade competitiva surpreendente para a idade. Mais do que isso, tem revelado pormenores que me fazem acreditar que poderá não só ser uma alternativa válida a Rúben Góis, como também revezar com ele ainda esta temporada, sem que a equipa perca grande capacidade ofensiva.

Não se trata de dizer que é um substituto direto ou imediato — isso seria injusto para ambos —, mas sim de reconhecer que o Rio Ave pode ter, dentro de casa, um ativo com enorme margem de progressão e potencial para assumir responsabilidades maiores no futuro.

Confesso que gosto muito do que vejo em Francisco Silva. E acredito sinceramente que, se o seu crescimento continuar neste ritmo, o futuro poderá ser risonho — para o jogador e para o Rio Ave.

15.1.26

Lobato, nem para ser titular nos sub23 dá?

Rafael Lobato é jogador da equipa principal, mas não teve um minuto em campo.

No penúltimo jogo dos sub23 foi titular e nos 4-0 em Alvalade esteve no banco.

Parecia que a sua estreia poderia estar mais próxima.

Mas não, no jogo de hoje dos sub23 (derrota com o Farense) foi suplente utilizado (de livre direto, mandou aos ferros).

É caso para perguntar se nem dá para ser titular na equipa de sub23, quando jogará?

Mais: não só há outro extremo a rivalizar, Medina (hoje jogou a titular) como chegou Bezerra.

Posso estar a ver mal, mas assim o jogador está 'a andar para trás'; emprestem-no para ele se mostrar e ganhar confiança. 


 

14.1.26

O preço invisível dos despedimentos




A decisão de avançar com uma vaga alargada de despedimentos no Rio Ave não teve apenas impacto interno. Os reflexos começam agora a ser visíveis para fora — e de forma muito clara — naquilo que é hoje a comunicação do clube.

Nos últimos tempos, a presença do Rio Ave nos seus próprios canais tornou-se ainda mais pobre, mais curta e, sobretudo, mais distante dos sócios e adeptos. A comunicação resume-se, quase exclusivamente, a textos no site oficial com breves resumos de algumas performances desportivas, sem contexto, sem detalhe e sem acompanhamento contínuo.

O exemplo mais evidente está na página Mais Rio Ave, que durante anos foi um verdadeiro ponto de encontro para quem acompanha o clube para lá da equipa principal. Ali era possível ver fotografias de jogo das camadas jovens, acompanhar resultados em tempo real através das stories, saber quem marcava os golos, perceber o desenrolar dos encontros e sentir que, mesmo à distância, o clube estava vivo.

Hoje, essa ligação praticamente desapareceu.

Em vez disso, o que vemos é, na maioria dos casos, uma única fotografia — muitas vezes nem sequer do jogo em questão — acompanhada apenas do resultado final. Sem golos, sem contexto, sem narrativa. Uma comunicação fria, minimalista e claramente empobrecida.

É impossível dissociar esta realidade das decisões tomadas recentemente. Quando se cortam estruturas, quando se eliminam departamentos e quando se prescinde de pessoas que conheciam o clube, o seu dia-a-dia e a sua identidade, o resultado acaba inevitavelmente por se refletir na forma como o Rio Ave comunica.

A comunicação não é um luxo. Não é um extra. É uma ponte entre o clube e os seus sócios, entre os atletas e quem os apoia, entre o que se faz diariamente e quem quer acompanhar esse trabalho. Ao empobrecer essa ponte, o clube afasta-se ainda mais da sua base.

Num momento em que tanto se fala de identidade, proximidade e ligação à comunidade, o que vemos é precisamente o contrário: menos informação, menos transparência e menos presença.

13.1.26

Feminino fecha primeira volta da Liga BPI em zona de risco




Terminou este fim de semana a primeira volta do Campeonato Nacional da Primeira Divisão Feminina, com o Rio Ave a sair derrotado de Lisboa frente ao Benfica, por 2-0. Um desfecho esperado, perante um dos principais candidatos ao título, mas que não altera o cenário delicado da nossa equipa.

Feitas as contas às primeiras nove jornadas, o Rio Ave encontra-se atualmente em penúltimo lugar, em igualdade pontual com o Damaiense, último classificado. Em nove jogos disputados, a equipa soma uma vitória, três empates e cinco derrotas.

O triunfo alcançado frente ao Torreense — atual terceiro classificado do campeonato — continua a ser o grande destaque desta primeira volta. Um dos empates foi precisamente frente ao Damaiense, adversário direto na luta pela manutenção.

Convém recordar o enquadramento competitivo: o último classificado desce diretamente à Segunda Divisão, enquanto o penúltimo e o antepenúltimo terão de disputar um play-off de manutenção frente ao segundo e terceiro classificados da Segunda Divisão, para decidir quem permanece na elite do futebol feminino nacional.