18.7.12

Coisas que eu não percebo

O negócio da venda de Fabinho é uma delas. Divide-me até. Por um lado custa-me olhar para o Rio Ave e sentir que quase parece um entreposto de jogadores que não criam laços com o clube nem dão alegrias aos sócios. Na história e nas contas fica quase unicamente o registo da venda, da comissão, que recebemos por colocar numa montra um "artigo" que não é nosso, que quase parece estar à consignação. Sinto que se perdem laços e até alguma identidade. Mas por outro lado, não posso ser indiferente à necessidade de manter as contas do clube em dia. E essas contas não sou eu que as pago, não sou responsável por elas. E basta olhar aqui para o lado para ver no que pode resultar de ter as contas descontroladas.
O equilíbrio entre estas duas facetas do futebol dos nossos dias é muito complicado de encontrar. O que desejo é que se respeite o nome do clube e possamos, enquanto clube, andar de cabeça bem levantada.

Ao jogador desejos de boa sorte. Chegou como uma promessa que não vemos concretizar-se, mas acho que todos percebemos que pelo tamanho do potencial que trazia, seria areia a mais para acamar no leito do Rio Ave.

P.S: e já são duas vendas ao Real Madrid, algo que deve ser quase caso único em Portugal.