Gualter Macedo 0
Alexandrina CruzAvelino Fernandeseleiçõeseleições 2026

Números de sócio nas duas listas


Os números de sócio dão uma indicação aproximada da antiguidade, embora não mostrem há quanto tempo cada pessoa é sócia de forma contínua. Por esse critério, a lista liderada por Alexandrina Cruz reúne, em geral, números mais baixos: a mediana é 1281,5, contra 4532 na lista liderada por Avelino Fernandes. Dezasseis dos seus 36 candidatos têm número inferior a 1000, enquanto na lista de Avelino Fernandes são três em 21.

Na lista de Alexandrina Cruz, os números mais baixos são os de Carlos Sousa Lopes (n.º 14), Alexandre Lopes (n.º 104) e Amândio Couteiro (n.º 110). Os mais altos são os de José Félix (n.º 6617), Margarida Monteiro (n.º 5842) e Conceição Coelho (n.º 5832). A candidata tem o n.º 652.

Na lista de Avelino Fernandes, os números mais baixos são os de Jean Jacques Clisson (n.º 412), Miguel Dourado (n.º 501) e Pedro Neves da Silva (n.º 585). Os mais altos são os de Hugo Ribeiro (n.º 8589), Rúben Costa (n.º 8584) e José Luís Sá Gomes (n.º 8335). O candidato tem o n.º 3052.

Acima de 7000, há seis nomes na lista de Avelino Fernandes e nenhum na de Alexandrina Cruz.

Estes dados não medem a experiência nem a ligação de cada pessoa ao clube. Apenas as datas de admissão, que só o clube pode confirmar, indicariam a antiguidade exata.

Fonte: listas publicadas pelo Rio Ave FC.


Opinião

Esta parte exprime a minha opinião e não representa o Reis do Ave, que não apoia nenhuma candidatura.

A experiência é uma questão importante para se ser presidente de um clube com a dimensão do Rio Ave. Não se trata apenas de gerir uma equipa de futebol. O clube tem hoje uma SAD com um investidor que detém 80% do capital, uma formação com 39 equipas e mais de mil atletas, e decisões sobre infraestruturas, como a nova bancada, que vão marcar os próximos anos.

Quem presidir ao clube terá de defender os interesses dos sócios numa relação com um acionista muito forte. Precisa de conhecer os estatutos, as contas, os contratos e o funcionamento do futebol profissional. Precisa de ser transparente na relação com os sócios. Esse conhecimento e essa relação não se improvisam, e os erros numa fase destas podem pesar durante muitos anos.

Alexandrina Cruz está ligada à estrutura do clube desde 2004 e preside-lhe desde 2023, e a sua lista mantém 30 membros dos órgãos atuais. Avelino Fernandes apresenta-se com experiência de dirigente na AD Vila Chã, e a sua lista não inclui nenhum nome da composição atual. São percursos diferentes, e os sócios devem pesá-los.

A experiência não chega por si só. Mede-se pelos resultados, pelas decisões tomadas e pela forma como são explicadas aos sócios. Quem já lá está deve responder pelo que fez nos últimos três anos, e quem chega pode trazer outro olhar, mas tem de mostrar como vai compensar o que ainda não viveu no clube. Antes de votar, cada sócio deve pesar esta questão.

Gualter Macedo

Comentários