21.10.25

Sub-23: Rio Ave fecha 1ª volta com derrota frente ao Leixões e em zona de não apuramento para o apuramento do campeão



O Rio Ave saiu derrotado esta terça-feira frente ao Leixões, por 3-1, em mais uma jornada da Liga Revelação.

O Rio Ave até começou melhor, adiantando-se no marcador por intermédio de Sawané e conseguiu chegar ao intervalo em vantagem (1-0). Contudo, na segunda parte, o Leixões reagiu de forma eficaz e acabou por marcar três golos, consumando a reviravolta no marcador.

Destaque para o facto de o Rio Ave ter apresentado no onze inicial apenas quatro jogadores portugueses.





Marinakis não acha Sotiris o principal responsável. Eu também não

Marinakis não acha Sotiris o principal responsável pela época negativa que o Rio Ave está a realizar (1 vitória em 10 jogos, incluindo a humilhante eliminação na Taça de Portugal), caso contrário teria feito o que já fez esta época duas vezes no Nottingham [um destes dias arrisca-se a apenas conseguir contratar treinador desesperados...].

Mas talvez Sotiris considere Marinakis o principal responsável, se foi este, como parece, a avalizar as múltiplas contratações que a SAD fez desde janeiro de 2024: quase 50 jogadores, sem contar com sub23 (encontram as listas aqui)!

Há, claramente, um problema de subrendimento em muitos dos elementos do plantel, quase todos os que, no passado, já jogaram a um nível mais elevado e não conseguiram 'aceitar' bem a viagem até Vila do Conde (Omar e Pohlmann são os casos mais evidentes, mas não únicos).

Outra questão: não sei se uma folha salarial tão desequilibrada também não poderá estar a contribuir para essa realidade.

Uma coisa é certa: como ficaremos a saber no dia 30, os investimentos do acionista têm sido brutais e os resultados não só tardam (na época passada garantimos a manutenção nas últimas jornadas) como, na prática, são iguais aos das equipas com orçamentos mais baixos. 

Está também por perceber o papel de Ignacio Beristain.

Como é público, não faz parte do novo Conselho de Administração (apesar do que foi anunciado: "Fará ainda parte, como administrador executivo, do Conselho de Administração," dizia o Rio Ave em julho 2025) e manter-se-á como responsável pelo futebol, reportando ao Conselho de Administração. Mas, a continuar tudo como até agora, Beristain ficará à espera que o telefone, com origem em Atenas, toque.


 

  

Há relatos de existirem tensões internas: perder o balneário pode ser fatal



A eliminação do Rio Ave na Taça de Portugal frente ao Sintrense, uma equipa do Campeonato de Portugal, deixou marcas profundas – não só pelo resultado em si, mas sobretudo pelo que aconteceu depois. As redes sociais do clube foram rapidamente inundadas por críticas dos adeptos, muitas delas dirigidas aos jogadores, equipa técnica e à estrutura diretiva. Num momento tão delicado, seria natural que a contestação surgisse, mas entre os comentários houve relatos que merecem uma atenção especial.

Alguns sócios que acompanharam a comitiva Rioavista afirmam ter assistido a um alegado desentendimento entre Ntoi e André Luiz. Não sei exatamente em que contexto terá ocorrido, nem se foi durante ou após o jogo, mas a confirmar-se a veracidade deste episódio, trata-se de um sinal preocupante que vai muito além do mau momento desportivo.

Os resultados podem ser negativos, as exibições podem gerar críticas, mas a unidade dentro do balneário é sagrada. Quando começam a surgir fraturas internas, quando companheiros de equipa entram em conflito entre si, isso não só fragiliza o grupo como abre espaço para a desconfiança e instabilidade.

É precisamente aqui que entra a responsabilidade do treinador. A ser verdade, Sotiris tem a obrigação de agir de imediato, identificar o que aconteceu e impor disciplina. O Rio Ave já enfrenta problemas suficientes dentro de campo para agora permitir que problemas de balneário se instalem. Episódios deste género, se não forem travados a tempo, podem alastrar-se e contaminar o ambiente competitivo de forma irreversível.

Mais do que encontrar culpados, importa enviar um sinal claro: ninguém está acima do clube. O momento exige liderança, firmeza e proteção da equipa como grupo. A época ainda vai ser longa e o que menos o Rio Ave precisa é de divisões internas.

Que este episódio, a ser verdade, seja tratado com a máxima seriedade. Porque perder um jogo é mau, mas perder um balneário… isso sim, pode ser fatal.

20.10.25

Sub-19 do Rio Ave sofrem terceira derrota consecutiva e caem para zona de manutenção




Depois de uma fase positiva de resultados, a equipa de Sub-19 do Rio Ave atravessa agora um momento delicado. Este fim de semana somou a terceira derrota consecutiva, ao perder em casa frente ao Braga por 1-3, em jogo da 10.ª jornada do Campeonato Nacional.

O único golo do Rio Ave foi apontado por Miguel Patrício, que continua a ser uma das principais figuras da equipa nesta temporada, refletindo mais uma vez a sua importância no plano ofensivo.

Com este resultado, o Rio Ave cai para fora dos lugares de apuramento para a fase de campeão e encontra-se agora numa posição que, a manter-se, obrigaria a disputar a fase de manutenção para garantir a permanência no primeiro escalão. Ainda assim, faltam oito jornadas para o fim desta fase e tudo está em aberto, embora seja urgente estancar esta série negativa.

Na próxima jornada, o Rio Ave desloca-se ao terreno do Vizela, adversário que já venceram na primeira volta por 2-1. O Vizela ocupa atualmente o antepenúltimo lugar da classificação e também luta para sair das posições perigosas, o que torna este um duelo direto de extrema importância para as aspirações Rioavistas.





Golo de Dinis Bordallo-Pinheiro permite aos sub-17 subirem ao 3º lugar



A equipa de sub-17 do Rio Ave terminou com o pé direito a primeira volta da 1.ª fase do Campeonato Nacional ao vencer, este fim de semana, o Feirense por 0-1, num encontro disputado fora de portas. O único golo da partida foi apontado por Dinis.

Com este resultado, o Rio Ave fecha a primeira volta desta 1.ª fase num excelente 3.º lugar da tabela classificativa. Uma posição que, a manter-se, garante o acesso à fase de apuramento de campeão nacional.




Estreia histórica na Taça da Liga: Rio Ave soma ponto frente ao Sporting




A equipa sénior feminina do Rio Ave viveu este fim de semana mais um momento marcante na sua história. Pela primeira vez, o clube participou na Taça da Liga Feminina, estreando-se na competição com um empate diante do Sporting CP, no Estádio dos Arcos.


A partida terminou com um empate que vale um ponto para a nossa equipa, num jogo em que a equipa demonstrou organização, personalidade e capacidade competitiva frente a um adversário de grande nome no futebol feminino nacional.


Fase de Grupos da Taça da Liga

A prova inicia-se com uma fase de grupos composta por duas séries de cinco equipas cada.
O Rio Ave integra o Grupo B, juntamente com:
Sporting CP
Torreense
Daemiense
Racing Power


A estreia frente ao Sporting cumpriu-se com nota positiva. Ana Ferreira foi a autora do golo Rioavista, aos 69 minutos,

O próximo desafio na Taça da Liga está marcado para meados de novembro, com o Rio Ave a deslocar-se para defrontar o Torreense. 

19.10.25

O meu Rio Ave virou "SAD"




Há pouco mais de uma semana no último jogo do Rio Ave escrevia-se por aí: “Na estreia de Alexandrina Cruz como presidente da SAD do Rio Ave houve folha limpa”. A frase, que pretendia transmitir otimismo, serviu para criar um entusiasmo artificial, quase eufórico, depois de uma vitória frente ao Tondela. Bastou um resultado positivo frente a uma das piores equipas do campeonato para que alguns tentassem vender a narrativa de que “agora é que vai ser”.

Ao contrário de outros, não vou cair no ridículo de ligar os resultados desportivos a qualquer promoção de alguém. Todos sabemos que nada disso teve impacto real em campo. O que me preocupa verdadeiramente é outra coisa: é a forma como, nos últimos dois/três anos, muitos adeptos do Rio Ave baixaram drásticamente o seu nível de exigência para com o clube.

É certo que começamos a ouvir cada vez mais vozes de descontentamento — sinal de que há quem ainda pense pela própria cabeça e queira mais para o Rio Ave. Mas também sabemos que basta uma vitória na próxima jornada contra o Estrela para que, de repente, uma parte ruidosa da massa associativa — aquela ala que funciona quase como uma seita fiel à direção — tente instalar novamente a ilusão de que está tudo bem, que estamos no bom caminho, que é preciso tempo.

A verdade é dura, mas simples: este clube perdeu alma.
Dentro de campo, não há garra. Não há chama rioavista. Não há vontade de honrar a camisola. O futebol do Rio Ave transformou-se num conjunto de jogos sem identidade, sem coragem e sem respeito pela história que carregamos.

E se dúvidas houvesse, basta olhar para o jogo de hoje da Taça de Portugal: entrámos sem um único jogador português no onze inicial (só João Graça entrou na segunda parte). Dizem-nos que isto são “novos tempos”, que o futebol está diferente, que esta é a realidade. Para mim, desculpem, isto chama-se outra coisa: gestõ€s — e nem é preciso explicar melhor, porque todos percebemos.

O Rio Ave sempre foi um clube com identidade própria. Um clube que se orgulhou de crescer com base nos seus valores, no seu trabalho e nas suas gentes. Hoje, parece apenas um projeto vago, sem rumo, sem dir€ção e sem alma — entregue a quem o trata apenas como um negócio.

Por isso, quando ouvirem alguém dizer que criticar é ser negativo, respondam-lhe isto: exigir mais do Rio Ave não é ser negativo — é ser rioavista.

Hoje ganhou a melhor equipa.
A equipa mais portuguesa,
A equipa com menor orçamento,
A equipa que sente mais a sua camisola,

A equipa que teve mais vontade.

(Eliminados da Taça de Portugal por equipa da 4ª divisão) Vergonha

Não há como evitar: o Rio Ave não passou da primeira eliminatória que disputou na Taça de Portugal, frente a um adversário da quarta divisão. 

Não foi caso único (mais algumas equipas da primeira liga ficaram pelo caminho), mas mais uma vez é evidente que alguma coisa não está bem com esta equipa. 

Dos indiscutíveis, Sotiris só excluiu Miszta e Clayton, deixando inicialmente Ntoi e André Luiz no banco. Portanto, um Rio Ave quase na máxima força não ganhou ao Sintrense, sobretudo porque na segunda parte mostrou pouca atitude e profissionalismo, só acordando quando estava a perder 3-1. 

O treinador, mais uma vez, não soube ler o jogo e limitou-se a reagir. 

Para a derrota e eliminação muito contribuíram as más intervenções do guarda-redes Chamorro, mal no segundo e terceiro golos do adversário. 

No final, ficou a vergonha e o embaraço, sobretudo pensando no ordenadões que quase todos ganham e no facto de termos 1 vitória em 10 jogos!


 

17.10.25

Conhecer um pouco mais o nosso adversário: Sintrense




O Rio Ave FC defronta este fim de semana o Sintrense em jogo a contar para a Taça de Portugal. 
À primeira vista, trata-se de um adversário modesto, mas convém não o subestimar: a equipa de Sintra chega a esta fase da prova depois de uma eliminação surpreendente do Vizela, atual segundo classificado da Liga 2.

O Sport União Sintrense, fundado em 1911 (28 anos mais velho que o Rio Ave FC), milita atualmente no Campeonato de Portugal, o equivalente à quarta divisão nacional. Na presente temporada, ocupa o 7.º lugar da Série D, encontrando-se a apenas dois pontos da linha de despromoção.

A formação de Sintra apresenta um plantel jovem, com uma média de idades de 24,89 anos, e aposta maioritariamente em jogadores portugueses, embora conte também com três cabo-verdianos, dois brasileiros, um guineense, um australiano e um uruguaio.

Na época passada, o Sintrense teve uma participação curta na Taça de Portugal, tendo atingido a 3.ª eliminatória, onde acabou por ser afastado pelo FC Porto, numa derrota por 0-3. Curiosamente, o vencedor deste jogo, defrontará o vencedor entre o FC Porto e o Celoricense.

Apesar das diferenças entre as duas equipas, o Sintrense já demonstrou capacidade para competir com adversários de escalões superiores, pelo que o Rio Ave terá de encarar este desafio com seriedade e respeito. 

A Taça é, como se costuma dizer, terreno fértil para surpresas — e o Sintrense já mostrou esta temporada que sabe aproveitá-las.

16.10.25

Marinakis desistiu do modelo anterior e entregou o poder de decisão da SAD a Alexandrina Cruz

Antes de mais, e para evitar interpretações indesejadas, faço notar que este texto pretende ser apenas uma análise, sem comentários. Tem algumas especulações, mas, quanto a comentários, que cada um que faça os seus.

Na minha opinião, o novo Conselho de Administração da SAD do Rio Ave FC revela muito mais do que aquilo que à partida parece.

Existem três administradoras executivas. Alexandrina será provavelmente a única a tempo inteiro em Portugal, o que significa que tudo (tudo, mesmo) passará por ela. Lina Souloukou está em Inglaterra e falam regularmente ao telefone, quanto a Anna Rabuano nada se sabe (a não ser que é uma financeira), mas acho pouco provável que venha viver para Vila do Conde. Mesmo que isso acabe por acontecer, Alexandrina terá a primeira e última palavra, já que vai demorar muito até que a administradora financeira perceba a realidade do Rio Ave e de Portugal em geral. Ou seja, Alexandrina será não só Presidente da SAD mas na prática CEO e COO (diretora de Operações).

Sobre Rabuano: trabalhou com Lina na AS Roma entre 2023 e 2024, onde continua até hoje, como administradora financeira. Oficialmente ainda não se despediu, mas não acredito que a AS Roma a deixe conciliar com o Rio Ave. O mais provável é que viaje para Nottingham, para fazer parte da equipa de Lina (a CEO ).

Os outros dois administradores (não executivos) também são indicados por Alexandrina. Um, Luis Oliveira, por ser vice-presidente do Rio Ave, e o outro, Pedro Macieirinha, por ser o advogado do Rio Ave, alguém que (no universo Marinakis) apenas a Presidente conhece a fundo. Ou seja, três dos cinco administradores.

Mais importante, e voltando ao início, o que este novo Conselho de Administração significa, na minha leitura, é que Marinakis desistiu do modelo de governação anterior (e que, reconheça-se, foi um desastre) e optou por um novo, já não à distância, mas liderado por quem está em Vila do Conde. 

Veremos como corre. Eu espero que corra tudo bem.


 

15.10.25

O desaparecimento de Karem Zoabi



Karem Zoabi chegou ao Rio Ave FC na época passada, proveniente do Hapoel Katamon, com o selo de jovem promessa e rótulo de avançado de futuro. Contudo, passado mais de um ano, continua a ser um jogador envolto em incógnitas: qual é realmente o seu potencial? O que pode acrescentar ao plantel? Está a ser bem gerido?

A verdade é que Zoabi nunca foi uma verdadeira alternativa a Clayton. Na época de estreia, realizou 13 jogos oficiais, quase todos com entradas nos minutos finais. Foi titular apenas em encontros da Taça de Portugal, contra equipas de escalões inferiores ou quando Clayton esteve castigado. Fora isso, teve ainda 6 jogos pelos sub-23. A ideia que ficou foi clara: o jovem avançado não estava ainda preparado para disputar um lugar na equipa principal.


Um ano depois… continua parado

Se a época passada já tinha sido curta em oportunidades, a situação esta temporada é ainda mais preocupante:
  • 0 minutos na equipa principal
  • 0 minutos nos sub-23
  • Apenas figurou uma vez na ficha de jogo da equipa principal

Com apenas 19 anos, Zoabi está numa fase decisiva para a sua evolução. Um avançado jovem precisa de jogar, errar, aprender, corrigir, ganhar confiança. O tempo passa e o jogador arrisca-se a entrar numa espiral perigosa: perder competitividade, perder ritmo, perder motivação.

Se o treinador principal não conta com ele, então é preciso encontrar uma solução rapidamente. Existem duas alternativas óbvias:

  • Reintegrá-lo nos sub-23, onde pode somar minutos e continuar a evoluir;
  • A aposta pode passar até pelos sub-19, onde, pela idade, ainda é elegível e poderia assumir um papel de destaque.

É preferível um jogador fazer 70 a 90 minutos semana após semana num contexto competitivo inferior do que passar 90 minutos sentado no banco… ou pior, na bancada. Manter Zoabi parado é desperdiçar um ativo do clube e, pior ainda, prejudicar a carreira de um jovem que ainda vai a tempo de crescer.


14.10.25

Sobre a nova atualização: Alexandrina Cruz com Poderes Executivos na SAD




O que era uma incompatibilidade teórica e ética, transformou-se numa situação mais grave com a recente divulgação do novo Conselho de Administração da Rio Ave SAD. 
Não basta Alexandrina Cruz ser Presidente da Rio Ave SAD (o detentor da maioria do capital social da SAD) e, simultaneamente, Presidente do Rio Ave FC; agora, sabemos que detém poderes executivos na SAD.

Esta concentração de poder é inaceitável e destrói qualquer resquício de separação de interesses. A Presidente do Clube, que é suposto zelar pelo património e pela defesa intransigente dos sócios e da instituição, passa a ser a principal gestora e decisora operacional da entidade que deve pagar ao Clube e que tem, por natureza, uma lógica de mercado e lucro.

A Incompatibilidade Prática e Operacional

Com poderes executivos na SAD, a Presidente tem a responsabilidade de maximizar o desempenho financeiro e desportivo da SAD. Ao mesmo tempo, como Presidente do Clube, tem o dever de negociar em nome do Clube, por exemplo:

  • Ainda há uns meses houve um desconto feito por parte do clube à SAD relativamente à renda anual. Qual é a sua avaliação relativamente a este desconto feito por Alexandrina Cruz à SAD?
  • Utilização de Infraestruturas (com o novo terreno): Irá a decisora executiva da SAD assinar um contrato oneroso com o Clube, que ela própria representa na outra "cadeira" ou perdoará qualquer aumento de na renda anual?

A resposta é evidente: não há negociação, há apenas uma decisão única. Os interesses do Clube deixam de ser defendidos por uma voz independente e passam a ser submetidos à lógica executiva da SAD.


O Silêncio Cúmplice da Direção do Clube

É particularmente revoltante a passividade da restante Direção do Rio Ave FC. Perante um cenário de conflito de interesses de tamanha dimensão, o silêncio dos restantes membros é ensurdecedor. Onde está o compromisso destes dirigentes para com os sócios que os elegeram? O seu dever é questionar e exigir a separação de cargos para salvaguardar a autonomia do Clube. Ao não o fazerem, tornam-se cúmplices de uma situação que coloca os interesses da instituição em risco.


Completo o novo Conselho de Administração da SAD: Alexandrina é mesmo administradora executiva

[As minhas dúvidas sobre o facto de AC ser administradora executiva ficaram aqui] 

Dos três administradores executivos, provavelmente apenas Alexandrina estará em permanência em Vila do Conde, o que lhe dará realmente (todo?) o poder de decidir. Mais corretamente, deve dizer-se 'das três administradoras executivas', já que são três mulheres, certamente um caso único a nível mundial!

Como não consta da lista, pode concluir-se que Beristain já saiu: "Fará ainda parte, como administrador executivo, do Conselho de Administração," dizia o Rio Ave em julho 2025 - ou seja, durou três meses!)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO:

Nome: MARIA ALEXANDRINA DA SILVA COSTA CRUZ
Cargo: Presidente e Administradora Executiva


Nome: ANNAMARIA RABUANO (Trabalhou na AS Roma, com Lina Souloukou, mas a sua contratação não foi anunciada até agora)
Cargo: Administradora Executiva


Nome: EVANGELIA SOULOUKOU
Cargo: Vogal e Administradora Executiva


Nome: LUÍS PEDRO GUEDES RIBEIRO LOPES MACIEIRINHA (Pedro Macieirinha tem sido o advogado do Rio Ave nos últimos meses, mas a sua ligação já vem desde 2021)
Cargo: Vogal

 Nome: LUÍS FILIPE ALMEIDA DE OLIVEIRA
Cargo: Vogal

5ª folha salarial mais elevada da Primeira Liga?

 Através do site Capology, um dos mais citados quando se trata de salários de jogadores (ainda que, em muitos casos, se trate de valores não confirmados), chegámos à conclusão de que o Rio Ave tem a 5ª folha salarial mais elevada da Liga.

(clicar para aumentar as imagens) 


 

 

Entre os elementos do plantel, Omar Richards destaca-se.

A lista completa aqui
 

Miszta quebra ciclo na baliza do Rio Ave





O resultado da última jornada frente ao Tondela (3-0) trouxe uma curiosidade que passou despercebida à maioria, mas que merece destaque: o guarda-redes Cezary Miszta alcançou uma marca pessoal inédita desde que chegou ao Rio Ave.

O guardião polaco, que soma 34 jogos no campeonato com a camisola rioavista, conseguiu pela primeira vez manter a baliza inviolada em dois jogos consecutivos.

Em agosto, tinha chamado a atenção para um dado curioso — até então, Miszta tinha sofrido golos em 26 dos seus primeiros 29 jogos no campeonato, evidenciando uma tendência difícil de contrariar. No entanto, os dois últimos encontros inverteram esse padrão, demonstrando não só uma melhoria defensiva da equipa, como também o bom momento individual do guarda-redes.

Mais do que uma estatística, este registo pode representar um sinal de estabilidade e confiança para o setor defensivo do Rio Ave, que tantas vezes tem sido alvo de críticas ao longo das últimas temporadas.


12.10.25

Futsal 5-1 ao Caxinas: vitória sem contestação

A diferença entre as duas equipa ficou bem evidente ao longo do jogo. O Caxinas até teve os dois primeiros lances de perigo, mas a partir daí o Rio Ave mostrou mais qualidade, coletiva e individual.

Foram 5, podiam ter sido mais.

Nota para o facto de o nosso guarda-redes Moreira ter sido expulso a meio da partida, mas o seu 'suplente' esteve à altura.

Góis voltou a fazer das suas e é cada vez mais um caso sério, mostrando que valeu bem o esforço de querer recontratar. Nota muito positiva para a exibição de Dinis.

Com esta exibição e com este resultado, os Rioavistas (que lotaram a parte do Pavilhão que era da sua 'responsabilidade', como se percebe pela foto) só podem esperar coisas boas desta equipa a partir de agora. 

Foi uma festa do futsal em Vila do Conde, mas apenas os de verde e branco puderam rir no final. 


 

10.10.25

Nomeação de Alexandrina Cruz: antes de formar opinião, leia este exemplo de incompatibilidade


Na passada sexta-feira, fomos confrontados com a notícia de que a Presidente do Rio Ave FC, Alexandrina Cruz, foi também nomeada Presidente da Rio Ave SAD.

Na altura, escrevi um texto a exigir a sua demissão imediata da presidência do Clube, por considerar esta acumulação de funções uma incompatibilidade absoluta.
Foi um artigo que disputou imensa curiosidade entre o universo Rioavista, prova disso são as mais de 2500 visitas que o nosso blog recebeu sobre este assunto.
As reações nas redes sociais dividiram-se: uns entenderam que, perante este cenário, a Presidente deveria colocar o cargo à disposição, outros viram esta nomeação como algo positivo, alegando que poderia facilitar a comunicação entre Clube e SAD.

Independentemente das opiniões, há um facto que não muda para mim: isto é uma incompatibilidade total, sem espaço para interpretações.

Um trabalhador vende parte de uma empresa a outra entidade, e depois é nomeado Presidente da empresa compradora?
Onde está a independência?
Onde está a separação de funções?
Onde está a defesa dos interesses do Rio Ave Futebol Clube e dos seus sócios?

Mas deixemos, por momentos, o caminho que levou a este desfecho — previsível, diga-se — e olhemos para os casos concretos que mostram, de forma inequívoca, a gravidade da situação.

Imaginemos a seguinte situação:

1. A questão da renda e da tempestade “Martinho”

Na sequência da tempestade “Martinho”, a Direção do Clube, presidida por Alexandrina Cruz, decidiu aplicar um desconto na renda mensal paga pela SAD ao Clube.
Esse desconto será refletido nos relatórios e contas da época anterior e da atual (no mínimo). Isto foi-nos informado pela própria na assembleia de Junho.

A justificação apresentada aos sócios na Assembleia foi clara:

“As rendas do estádio não foram cobradas à SAD a 100%, devido à intempérie, pois o estádio ficou inutilizável — seria ilógico cobrar algo que não poderia ser usado.”


2. O terreno cedido pela Câmara Municipal

Em julho passado, a Câmara Municipal de Vila do Conde cedeu ao Rio Ave FC um terreno de 17 mil metros quadrados.
Pouco depois, o Clube cedeu esse mesmo terreno à SAD para usufruto, entidade arrendatária do Estádio dos Arcos.

Traduzindo em números:
A SAD, que pagava 15 mil euros anuais ao Clube pelo uso das instalações, passou a usufruir de mais 17 mil metros quadrados — sem que se saiba se o valor da renda foi atualizado.


3. E agora?

A pergunta impõe-se:
Irá a Presidente do Rio Ave FC exigir à SAD — presidida pela mesma pessoa — um aumento da renda anual?

Como é que esse processo se desenrolará?
Veremos Alexandrina Cruz, na qualidade de Presidente do Clube, a propor um aumento?
E, logo de seguida, na qualidade de Presidente da SAD, a rejeitá-lo?

Irá defender duas posições opostas, em duas cadeiras diferentes, na mesma sala?

Poderá surgir o argumento de que a SAD está a investir valores significativos nas infraestruturas e que, no futuro, essas mesmas infraestruturas reverterão para o clube.
Mas será que o acordo parassocial foi tornado público, de forma a garantir que essa salvaguarda está realmente assegurada?


De acordo com declarações da própria Alexandrina Cruz, numa assembleia geral, a SAD pode renovar o contrato de exploração dos terrenos por períodos sucessivos de cinco anos, sem limite para o número de renovações.
Isto significa que, caso assim o entenda, a SAD poderá continuar a explorar os terrenos — que pertencem ao clube — por tempo indeterminado.

Em termos práticos, poderemos vir a ter a SAD a explorar mais de 17 mil metros quadrados sem que o clube veja um único euro adicional de renda, e sem que, no futuro, as benfeitorias realizadas revertam efetivamente para o Rio Ave FC.

Por outro lado, importa questionar: irá a Presidente do Clube exigir a si própria, enquanto líder da SAD, que o Rio Ave FC tenha mais espaço disponível para as suas escolinhas, numa altura em que faltam campos para tantos jovens interessados?
E se a SAD se opuser, Alexandrina Cruz dirá “não” ao seu novo empregador?


A verdade é que esta duplicidade de funções é insustentável (pouco interessa se é ou não executiva - fontes minhas dizem que não).
É um conflito de interesses evidente, que coloca em causa a autonomia, a transparência e a defesa dos interesses do Rio Ave FC.

Mais grave ainda é a passividade com que a restante Direção do Clube assiste a tudo isto, como se fosse algo normal.
Não é normal.
Não pode ser visto como positivo.
E muito menos pode ser aceite em silêncio.

Como é que o Clube lutará pelos seus interesses quando quem o representa é a mesma pessoa que lidera a entidade que pode ter interesses opostos?

O Rio Ave FC merece uma liderança independente, transparente e unicamente comprometida com o Clube e com os seus sócios.
Por isso, Alexandrina Cruz deve apresentar mesmo a sua demissão do cargo de Presidente do Rio Ave FC.
Não sei se lhe passará pela cabeça pedir um voto de confiança na próxima Assembleia, mas todos sabemos como é que a sala das assembleias se enche em momentos decisivos - seria atirar areia para os olhos, seria mais um teatro.

Deve mesmo apresentar a demissão.

Tudo o resto é fazer de conta.

9.10.25

Derbi histórico em Vila do Conde: Rio Ave e Caxinas frente a frente na Primeira Divisão de Futsal




Este fim de semana faz-se história. Pela primeira vez, o Rio Ave FC e o Caxinas vão defrontar-se num jogo da Primeira Divisão de futsal.

Não sei se haverá muitos casos semelhantes, mas não deixa de ser verdadeiramente notável que uma freguesia — e também cidade — com pouco mais de 6 km² tenha duas equipas a competir no principal escalão nacional. É algo que diz muito sobre a força do futsal em Vila do Conde.

O jogo está marcado para sábado, às 17h30, no Pavilhão de Desportos de Vila do Conde, e acredito que teremos casa cheia. Será interessante perceber por qual das equipas a gente de Vila do Conde vai puxar — se pelo histórico Rio Ave ou pelo consolidado Caxinas.

Por se prever um ambiente vibrante e uma forte afluência, deixo uma sugestão à direção do Rio Ave: que sejam adotadas medidas preventivas para garantir que nenhum sócio do clube fique à porta, em detrimento de adeptos adversários, salvaguardando naturalmente a quota mínima de bilhetes destinada ao Caxinas.

Acima de tudo, espera-se um grande espetáculo de futsal, vivido com rivalidade saudável, respeito mútuo e paixão pela cidade. Afinal, este é um daqueles jogos em que, independentemente do resultado, Vila do Conde sai sempre a ganhar (e que seja o Rio Ave) 

8.10.25

SAD e Clube podem e devem ser complementares; mas nem sempre isso vai acontecer. Por isso...

Volto a um tema incómodo que nos últimos dias agitou o universo Rioavista: a nomeação da Presidente Alexandrina Cruz para presidente da SAD.

Apesar da esmagadora maioria das reações (redes sociais) ter sido para congratular a Presidente, dois dos nossos textos (os mais críticos, por sinal, aqui e aqui) tiveram uma soma de mais de duas mil leituras no blogue, o que dá mais do que os adeptos que estiveram domingo a ver o jogo com o Tondela😅.

Ou seja, embora a reação-tipo tenha sido 'parabéns e beijinhos', há mais a dizer.

E por isso aproveito o momento para deixar duas ideias:

- o ideal é que Clube e SAD andem sempre em sintonia. Mas sabemos que isso é impossível. É ao Clube que compete defender os interesses dos sócios e não à SAD. Se a SAD não está mito preocupada com a falta de transmissão do jogo da Taça de Portugal cabe ao Clube 'apertar' a SAD. É um exemplo muito pequeno, eu sei, mas mostra como Alexandrina Cruz pode vir a ficar numa corda bamba, sem saber para que lado cair. Por isso acho que seria de evitar (dei outros exemplos mais relevantes aqui, por isso não os repito agora).

- Acredito convictamente em que se, na época em que o então presidente do Rio Ave FC decidiu gastar o que tinha e sobretudo o que não tinha para subir de divisão, tivesse havido oposição, vozes a alertar para os riscos e consequências, o Rio Ave não teria falido e não seria obrigado a vender a sua SAD a este investidor – até o poderia ter feito, mas noutras condições. Mas não. Todos ou quase todos, a começar pela então vice-presidente e a acabar em sócios anónimos como eu, ficámos calados e o resultado foi o que se viu. E se falo disto agora é apenas por, nesta altura, vivermos exatamente uma situação que exige que as dúvidas sejam expostas. Alto e bom som. Sem medo. Lamento por isso que juristas com história de ligação ao Rio Ave estejam em silêncio, em vez de alertarem para as dúvidas ético-legais que deveriam ser devidamente discutidas. O mesmo silêncio do passado. Depois não venham com estórias...


 

 

7.10.25

Rúben Góis: o motor ofensivo do Rio Ave FC (Futsal)




Quatro jornadas, quatro golos. Todos com a mesma assinatura: Rúben Góis.

A importância do pivot na equipa de futsal do Rio Ave é, neste momento, inegável.

Por um lado, os números refletem a influência que o jogador tem no ataque do Rio Ave — é ele quem carrega o peso dos golos e quem, em muitas ocasiões, dá vida às manobras ofensivas da equipa. Por outro, esta dependência acaba também por expor uma fragilidade: o Rio Ave vive demasiado do talento e da inspiração de um só jogador.

Quem acompanhou Rúben Góis na época passada já sabia do que era capaz. Os números falavam por si: golos (28 - 25 pelo Rio Ave e 3 pelo Leões de Porto Salvo ), assistências e uma capacidade de decisão fora do comum para o escalão em que jogava. Era, sem dúvida, um jogador de primeira divisão à espera da oportunidade certa.

Agora, com o Rio Ave de regresso ao principal escalão, Góis confirma todo o seu valor. A diferença de nível não o intimidou — pelo contrário, parece ter reforçado a sua confiança. As suas exibições têm deixado boas indicações e demonstrado que o futsal português continua a produzir jogadores de enorme qualidade.

Contudo, e olhando para o coletivo, fica o alerta: uma equipa não pode depender exclusivamente de um nome, por melhor que ele seja. O sucesso na Primeira Divisão exige soluções variadas, alternativas de golo e uma maior diversidade ofensiva. E eu acredito que a nossa equipa tenha essa diversidade ofensiva no plantel.

André Luiz eleito Jogador da Semana pela GoalPoint

 

A plataforma GoalPoint, já bem conhecida de todos os adeptos e amplamente reconhecida no panorama futebolístico nacional, destacou esta semana um jogador do Rio Ave FC.

André Luiz foi eleito Jogador da Semana da Liga Portugal, após a excelente exibição que rubricou na última jornada, coroada com um golo.

Fica o registo e a partilha dos dados estatisticos do jogador este fim de semana com todos os nossos leitores — que continuem a vir mais distinções como esta!