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26.7.21

A Taça da Liga, essa curiosa competição

que muito tem sido desvalorizada em Portugal, excepto se, pontualmente, isso servir os interesses dos clubes com mais adeptos, trouxe-nos um curioso início de época.



Como quem não quer a coisa, à socapa trouxe para a nossa realidade dois factos que não gostamos. Um é recente e o outro é, intrinsecamente, eterno. 

Comecemos por este, o eterno: jogar com o Varzim. Não é partida de campeonato, mas serviu para os de lá da fronteira virem reclamar e encher-se de galões tão invisíveis como a personagem que H.G. Wells criou ainda no século XIX. Soberba à parte, lá jogámos e ganhámos nos penalties. Contra o Varzim, já se sabe, nem interessa jogar bem, nem saber como se ganhou desde que se ganhe. E o sentimento é reciproco, não haja aqui falsos moralismos. Mas o que há em jogar com o Varzim que não gostamos? Nada, a vantagem nos confrontos directos até é nossa, mas avivou a ferida de saber que vamos jogar na mesma divisão que eles, sabendo que estávamos acima e descemos. E isto faz a ponte para o segundo facto: Arouca.

Arouca marcou a nossa queda na 2ª Liga. Jogássemos com eles estando as ligas invertidas e a esta hora quase nem nos lembraríamos que os tínhamos defrontado na liguilha de manutenção. Assim teremos de novo o sal a ser esfregado nas nossas feridas, teremos, pelo menos os adeptos, bem fresca a imagem de uma mão cheia de golos sofridos. Eliminar o Arouca da Taça da Liga não será compensação, não vai servir de consolo nenhum pela descida, o que aconteceu não pode ser mudado. Vencer os beirões deve ser visto apenas como mais um passo de consolidação de uma equipa que quer voltar aos patamares mais altos do futebol nacional. Ver o jogo com uma "vingança" é pensar pequeno e o Rio Ave tem de ser maior que essas miudezas.

E por falar em miudezas, nota final. Profissionalmente passo grande parte do meu tempo na Póvoa de Varzim. Hoje cometi o enorme erro de não levar comigo pastilhas para a azia para distribuir por uma série de pessoas. Pelo que me disseram, as pastilhas estavam esgotadas na cidade e tive de levar com o mau humor que essa maleita provoca. Em Agosto não cometerei o mesmo erro. (sejam as pastilhas para eles ou para mim!)



Domingo é em Arouca

 

e não dá na TV. 

25.7.21

Ganhar ao Varzim é aquela coisa.

Nem gostei do jogo. Varzim a criar mais perigo, nós ainda um pouco presos de movimentos e de ideias. O jogo foi entretido, disso não me queixo e muito menos do resultado. Ganhar ao Varzim, seja em que circunstâncias for, é ganhar ao Varzim, é ter o direito de andar emproado, de peito inchado como se fosse final da maior competição de futebol do mundo. 
Nem é preciso dizer nada, basta a atitude meio vaidosa, meio arrogante, a má disposição dos adversários compõe o resto do ramalhete desta alegria de uma vitória sobre os rivais.

Algumas notas soltas:
- Kieszek foi o melhor jogador do Rio Ave na época passada, mas não estando cá agora parece termos encontrado um sucessor à altura.
- Em vários momentos achei Aderllan um pouco macio, até pouco concentrado. Depois marcou o golo do empate e senti que estava a ser injusto com o central. Espero que tenha mesmo só sido o meu mau feitio a falar alto. 
- Costinha agradou-me, espero que seja a afirmação definitiva do jogador.
- Vítor Gomes ainda não está entrosado e  até devia ter visto vermelho na falta que lhe valeu um amarelo, mas deu toda a ideia de que vai ser reforço importante. 
- Zé Manel e Gabrielzinho passaram ao lado do jogo. 
- Ronan...
- Do banco vieram muitas "estrelas". Corresponderam. Se ficarem por cá, Geraldes e Mané, espero que fiquem com compromisso. 

8.7.21

Varzim na Taça da Liga, a abrir a temporada

Ironia das ironias (ou não...) vamos começar a época contra os nossos vizinhos da Póvoa daqui a pouco mais de duas semanas. Ainda não é campeonato, mas derby é derby e não há nada melhor do que um jogo assim para activar desde logo o modo competitivo no plantel. É como sempre, o resultado só pode ser um: vitória do Rio Ave!