14.5.25

Uma excelente notícia sem dúvida, mas é legítimo colocarmos algumas perguntas

(imagem tirada a 16 de Novembro de 2020, no momento da demolição da bancada nascente)



Segundo garantiu, será feita uma intervenção na bancada poente para que o recinto cumpra os requisitos legais e possa voltar a acolher jogos oficiais do Rio Ave. Uma excelente notícia, sem dúvida. Um anúncio há muito ambicionado por todos os sócios, que se viram privados de ver a equipa em Vila do Conde no final desta época.

Mas é legítimo — e necessário — colocarmos algumas perguntas. Afinal, o que vai realmente ser feito na bancada poente?

Serão apenas remendos provisórios para cumprir os mínimos exigidos?
Será reposta a cobertura que já lá existia, com o mesmo alcance limitado que sempre teve?
Ou aproveitar-se-á este momento para fazer algo com mais ambição, uma intervenção mais profunda, que traga mais conforto, mais lugares cobertos e que pense, finalmente, nos sócios?

É importante que todos compreendam o alcance real da obra. Porque uma coisa é voltar a jogar em casa. Outra, bem diferente, é voltar a um estádio remendado, sem melhorias de fundo, apenas com o objetivo de “cumprir os mínimos” para receber os jogos. Isso seria curto. Seria, no fundo, mais do mesmo.

Segundo informações que recolhi, o seguro foi ativado — como era expectável —, mas o valor recebido pelo clube foi residual. Muito aquém das necessidades reais da intervenção.
Isto significa, naturalmente, que será o investidor a colocar o capital necessário para a execução da obra. E é precisamente aqui que começam as dúvidas.

Sob que condições será feito esse investimento?
O que está previsto?
Quem decide o quê?
Qual o nível de exigência da obra?

Percebe-se que Alexandrina Cruz tenha preferido não se comprometer com detalhes mais concretos. Afinal, sendo o investidor a pagar, será provavelmente ele a ter a palavra final sobre o que se faz ou não se faz.
Mas seria interessante sabermos com clareza o que vai ser feito no estádio.

Se é para regressarmos a casa, que seja um verdadeiro regresso.
Que se aproveite a ocasião para melhorar e modernizar.

12.5.25

Uma porta fechou-se… mas ainda há outra aberta




O sonho da subida direta à Primeira Liga Feminina ficou adiado. Este fim de semana, a nossa equipa sénior feminina deslocou-se a Guimarães para disputar a derradeira jornada da fase de apuramento de campeão frente ao Vitória SC. Era um verdadeiro tudo ou nada — e infelizmente, o desfecho não foi o que todos desejávamos. Derrota por 3-0 e o primeiro lugar escapou.

Com este resultado, o Vitória garantiu o título e a promoção direta. Já o Rio Ave segue agora para o playoff de acesso, onde terá pela frente o Famalicão — uma equipa com experiência neste tipo de decisões e que também disputou esta fase na época passada.

A eliminatória será jogada a duas mãos, com o primeiro jogo a realizar-se em Famalicão e o decisivo encontro a acontecer em Vila do Conde. O arranque está marcado para daqui a duas semanas. Tempo suficiente para recuperar, refletir… e preparar.

Sabemos que este resultado do fim de semana custou. Dói. É natural. O grupo deu tudo e merecia outro final nesta fase. Mas também sabemos que o futebol, tal como a vida, é feito de oportunidades — e ainda temos uma. Uma oportunidade real de concretizar o objetivo maior da época: a subida à Primeira Divisão.

Meninas, sei que estão cabisbaixas. É impossível não estar. Mas há duas formas de reagir a uma derrota: baixar os braços… ou levantar a cabeça e continuar a lutar.

Uma porta fechou-se. Mas outra abriu-se. E é por essa que temos de entrar — com garra, com união, com confiança.

Eu acredito. E vocês?

A despedida do maior responsável desta paixão que tenho pelo nosso Rio Ave


Na próxima sexta-feira, o nosso capitão, Vítor Gomes, jogará pela última vez com a camisola do Rio Ave. Termina assim a carreira de um jogador que, mais do que atleta, é símbolo do nosso clube. E para mim, muito mais do que isso: é um dos grandes responsáveis pela paixão que tenho pelo Rio Ave Futebol Clube.

Tinha eu 14 anos quando o Vítor foi meu companheiro de carteira no 9.º ano. Já gostava do Rio Ave, é certo, mas foi ele quem me fez disputar esse gosto, aprofundar esse sentimento. Todas as segundas-feiras, o Vítor contava como lhe tinha corrido o fim de semana desportivo. Para um miúdo como eu, era o melhor início de semana possível. Ouvir o meu amigo falar dos seus jogos nas camadas jovens era inspirador. E claro, havia sempre o interesse em saber como tinha corrido a equipa sénior, onde jogava o irmão do Vítor, o Zé Gomes.

Aliás, foi mesmo o Vítor que me deu a primeira camisola do Rio Ave — a do irmão, autografada por ele. Essa camisola, com que festejei o regresso à Primeira Liga em 2022, nunca me foi devolvida após um pedido que fiz a um familiar seu para que o Vítor a autografasse também (quando estavam no relvado). O familiar, no meio dos festejos no relvado, entregou a camisola ao Vítor e nunca mais a vi. Talvez seja justo assim: pertence ao capitão.

Naquela altura, o Vítor era a vedeta da turma. Jogava no Rio Ave, era internacional, uma promessa do futebol português. Mas nunca teve a mania que outras promessas — com carreiras bem menos longas — vieram a demonstrar. Queria ser apenas mais um rapaz a terminar o 9.º ano. E, com a minha ajuda nos testes (que ele me perdoe esta inconfidência), lá o conseguiu.

Os caminhos afastaram-nos, naturalmente. Ele seguiu a carreira no futebol, eu continuei os estudos. Mas o mais admirável no Vítor é que, mesmo com o passar dos anos, sempre que nos cruzámos — com ele no Rio Ave ou noutro clube —, parava, cumprimentava, conversava. Nunca me esqueceu.

O Vítor representou o Rio Ave durante cerca de duas décadas. Saiu algumas vezes, mas voltou sempre. Voltou quando o clube mais precisou — quando caímos para a Segunda Liga — e voltou como capitão, ajudando a levar-nos de novo para o lugar a que pertencemos.

O Vítor fez muitos jogos, é verdade. Mas mais do que os jogos, foi a forma como os jogou. Como nos representou. Com orgulho, com respeito, com identidade. Algo que, nos dias de hoje, vai faltando no balneário.

É pena que termine a carreira. Não porque ainda tenha muito para dar dentro de campo (acredito até que sim), mas porque fora dele representa tudo aquilo que o Rio Ave deve ser.

O Vítor é e será sempre um símbolo. Começou a sua caminhada no Rio Ave em criança. Termina-a agora, no mesmo sítio onde tudo começou. Há algo de belo nisto.

Não sei se o Vítor continuará ligado ao clube, mas sei que merece uma homenagem à altura. E por isso, deixo um apelo à presidente do clube: que promova algo mais simbólico, mais próximo da nossa casa. Um momento na sede do clube, por exemplo. Porque o Vítor merece mais do que uma despedida longe, a meio da semana.

Obrigado por tudo, capitão. Por tudo o que fizeste dentro e fora do campo. E por teres sido o empurrão inicial desta paixão que tenho pelo nosso Rio Ave.

Obrigado, Vítor.

O adeus de Vítor Gomes

Vai terminar a carreira no último jogo desta época.

Por mim seria titular. Merece.

Freire não contava com ele desde o início da época, mas acredito que Vítor foi muito mais importante do que se julga, sobretudo tendo em conta a entrada massiva de jogadores estrangeiros (e as dificuldades nas duas equipas técnicas, sobretudo na última, em falar inglês). 

Em campo, quando jogou, e apesar dos últimos anos marcados pelas lesões, deu sempre o máximo.

Não acredito que vá acontecer, mas Vítor Gomes seria um bom diretor desportivo ou noutra função na SAD. Por isso esta pode não ser a última maré, Vítor!

Vais ficar na memória de muitos Rioavistas! 



 

Vai acabar o campeonato sem o proprietário da SAD assistir a um jogo?

Vale o que vale, mas para mim faria todo o sentido que Marinakis, pai ou filho, tivessem assistido a um jogo do Rio Ave.

Tiveram uma época inteira para o fazer e não o fizeram. Vale o que vale, porque é simbólico, mas todos na SAD (jogadores, funcionários, etc) gostariam de ter visto o dono interessar-se. 

A menos que aconteça algo verdadeiramente surpreendente, o campeonato acaba sem que isso aconteça.

Vale o que vale, mas penso que revela alguma coisa sobre o envolvimento do investidor no projeto.

Pelo que sei Marinakis pai terá estado em Vila do Conde uma vez (a 10 de janeiro). O filho, que é o dono da SAD, nunca.

 

Petit e Freire agradecem que Marinakis não tenha vindo a Vila do Conde 😁, não fosse o investidor decidir ir ao relvado confrontá-los à frente de todos. Uma explicação sobre o que aconteceu no zerozero

 

11.5.25

Marinakis compra o Vasco da Gama? Actualizado!

PEÇO DESCULPA AOS LEITORES, TRATA-SE DE NOTICIA FALSA (Gualter Macedo)
Fiz a verificação dos factos, e percebi existe aqui muita vontade de resolver os problemas financeiros do Vasco, e muitos lançam videos e mensagens nas redes sociais  falsas, assumo que fui vitima deles, e após fazer a devida verificação dos factos percebi que são falsos, daí o meu pedido de desculpas.

Acordo fechado? Marinakis Compra o VASCO da Gama, clube Brasileiro.
 Muitos canais do YouTube de adeptos do Vasco dão o negócio como fechado. Algumas fontes revelam ainda que a noticia já circula em fontes como BBC, Telegraph, CNN Brasil e Globo e de facto pude constatar que todos eles já se referem ao negócio entre Marinakis e o Vasco.

 Uma grande aposta do Grego, e tudo indica, que após negociações intensas chegou a cordo com o clube Brasileiro, clube este que está em pré-falência, e segundo nota oficial do clube entrou na passada 2ª feira em plano de recuperação.(onde é que eu já vi isto)

 Já várias vezes abordei a questão de Marinakis querer comprar um clube Brasileiro. O Vasco foi desde o inicio o clube pretendido mas foram muitas as vezes que o acordo caiu porque os valores pedidos pela SAF(equivalente á nossa SAD) do clube foram exorbitantes. Mas, eis que se deu um volte-face, segundo as noticias do Brasil e do Reino Unido, o grupo 777 partners (americanos) que controlam o Vasco, entraram em crise nos USA, e entram no mercado para vender as suas participações, nomeadamente as do Vasco. Marinakis passou assim a ser o candidato maior para a compra do clube do Rio de Janeiro..

 Não se sabe ainda os valores em concreto, mas o reporter que dá voz á reportagem do YouTube, fala em 1.5 mil milhões de dólares(1.324 mil milhões de Euros - acho demasiado).

 Com esta compra, Marinakis passa a deter Olympiacos, Nottingham, Rio Ave FC, e Vasco da Gama, este último, sem dúvida, o seu maior negócio. Marinakis compra um grande clube do Brasil, e um histórico campeão.

 Finalmente a reprimenda que Marinakis deu ontem a NES, não foi apenas para ele, foi também para Inglês ver. Mas uma coisa é certa, o lado menos irracional de Marinakis foi visível. Também pudera, perder o 4º lugar desta forma, é perder mais de 50 milhões de euros, dá cabo da paciência de qualquer humano.

10.5.25

(3-3 no Nacional) Equipa que adormece dois pontos oferece...

O Rio Ave marcou cedo na Madeira e, quando o adversário tentou equilibrar, fizemos o 2-0. Sem surpresa, fruto de uma boa primeira parte, ainda apareceu o terceiro (Tiknaz a destacar-se com dois golos).

Obviamente que se esperava uma reação do Nacional. Pelo treinador que tem e porque estava a jogar em casa. O Rio Ave adormeceu. O Nacional empata no primeiro minuto da segunda parte e ainda cresce mais. Petit mexe na equipa (meio campo), mas sem resultados. O Nacional ataca cada vez mais e Petit a dormir (meteu um terceiro central aos 90+6!, quando o empate já tinha acontecido chegou, No final eles ainda podiam ter feito o 4-3.

O Rio Ave foi mais perigoso e consistente em todo o jogo, mas cada uma das equipas dominou uma parte, pelo que se aceita o empate. Duas grandes penalidades ficaram por marcar para o nosso lado (e, aceito, uma para o lado do Nacional)

Kostoulas fez autogolo, num lance que é uma repetição de um outro da primeira parte e que quase dava também autogolo. O jogador tem de corrigir essa abordagem, rapidamente.


 

“Vamos jogar em casa na próxima época”: a promessa deixada no jantar de aniversário por Alexandrina Cruz




No jantar que assinalou os 86 anos do Rio Ave FC, a presidente Alexandrina Cruz garantiu aquilo que todos os rioavistas esperam ouvir há muitas semanas: na próxima época, o Rio Ave voltará a jogar em casa.

Depois de um fim de temporada longe do Estádio do Rio Ave FC – com todos os constrangimentos, deslocações, perda de identidade e distanciamento dos adeptos que isso acarretou –, a promessa foi feita de forma clara:

“Quero aqui garantir que as obras da bancada ficam resolvidas até ao início da próxima temporada. Vamos jogar em casa na próxima temporada. Fizemos um estudo prévio para garantir que conseguíamos o licenciamento da bancada antes de qualquer intervenção.”

Durante o mesmo discurso, Alexandrina Cruz anunciou também melhorias na academia do clube, nomeadamente ao nível dos relvados utilizados pela formação. As suas palavras foram:

“Teremos novos relvados para a formação na academia.”

Não ficou totalmente claro se estas últimas melhorias estarão prontas já na próxima época.

Já à saída do jantar, ouvi de uma figura ligada ao clube mais alguns detalhes sobre as intenções para o futuro próximo. Segundo me foi partilhado, está a ser equacionada a aproximação do relvado à bancada poente, o que poderá melhorar significativamente a experiência dos adeptos no estádio. Além disso, toda essa bancada deverá passar a ter cobertura, um desejo antigo de muitos sócios e um passo importante para tornar o estádio mais confortável e funcional.

Contudo, ao contrário da garantia dada pela presidente relativamente ao regresso ao estádio, estas intervenções na bancada poente ainda não têm calendário fechado. A intenção da CEO do grupo de Evangelos Marinakis, Lina Souloukou, manifestou essa vontade mas, para já, essa promessa não está formalmente assumida.
>

Jantar de Aniversário: Uma sala cheia mas poucos Sócios

Acabo de regressar do jantar de aniversário do Rio Ave FC. Voltei com o mesmo orgulho de sempre por fazer parte deste clube, agora no seu 86.º aniversário. Mas regressei também com um sentimento de tristeza.

Durante anos, critiquei (como muitos outros) a exclusão dos sócios destes jantares comemorativos. A decisão de reabrir este momento aos associados foi, como escrevi na altura, uma boa medida – justa e merecida. Por isso mesmo, era com expectativa que esperava por esta noite. Uma sala cheia, um ambiente festivo, o reencontro com a tradição.

Mas bastou olhar com atenção à volta para perceber o vazio escondido por trás da sala cheia: descontando dirigentes, atletas, treinadores, convidados institucionais e representantes políticos, apenas 31 sócios do Rio Ave marcaram presença.

Sim, leu bem: trinta e um.

E é aqui que surgem duas reflexões importantes.

Primeira: durante anos, muitos sócios fizeram questão de criticar a exclusão deste evento. Era uma reivindicação legítima. Mas agora que o momento voltou a ser aberto, onde estavam esses sócios? Será que a crítica era genuína ou apenas ruído de ocasião? A reabertura não foi acompanhada pela resposta que merecia.

Segunda: mesmo com o recorde de entrada de sócios no período pré-eleitoral – mais de 1600 novos sócios – a presença continua residual. E isso, infelizmente, só confirma algo que venho escrevendo há algum tempo: o Rio Ave tornou-se um clube cada vez mais elitista, distante da base associativa, desligado da comunidade que o fez crescer. A tal "ligação forte" entre clube e sócios esfumou-se com o tempo, e estas ocasiões, que deviam ser de união, servem apenas para nos lembrar o fosso que se abriu.

Talvez esta ausência massiva de sócios numa noite simbólica deva fazer refletir a senhora presidente e a sua direção. Talvez o problema não seja apenas de desinteresse, mas de identidade. Os sócios não sentem que este Rio Ave lhes pertence. E isso, num clube com esta história, é profundamente preocupante.

Voltar a abrir as portas foi o primeiro passo. Mas recuperar a alma de um clube exige mais do que isso. Exige escuta, inclusão e humildade para perceber que, sem os sócios, não há Rio Ave que resista ao tempo. 

9.5.25

Tudo se decide em Guimarães: Rio Ave discute subida à Primeira Divisão (Feminino)




Chegou o momento da verdade. Este fim de semana, a equipa sénior feminina do Rio Ave FC tem encontro marcado com a história. Em Guimarães, frente ao Vitória SC, será decidido quem conquista o primeiro lugar da fase de apuramento de campeão da 2ª Divisão Nacional — e, com ele, a tão desejada subida direta à Primeira Liga Feminina.

Depois de uma época longa e exigente, chega-se à última jornada com tudo em aberto. O Vitória SC parte em vantagem, com dois pontos de diferença sobre o Rio Ave. Assim, qualquer resultado que não seja uma vitória vilacondense garante às vimaranenses o título e a subida direta.

Só a vitória interessa, e é com esse objetivo que as nossas atletas vão entrar em campo: conquistar os três pontos, terminar em primeiro lugar e garantir o acesso direto à elite do futebol feminino nacional.

Caso o jogo termine empatado ou com triunfo do Vitória, o Rio Ave terminará no segundo lugar, o que ainda assim permitirá disputar o playoff de acesso frente a uma equipa da Primeira Liga que luta pela permanência. 

É, por isso, uma final. Uma decisão. Um jogo que vale muito mais do que três pontos: vale um sonho, vale um marco histórico, vale o reconhecimento de todo o trabalho feito ao longo da época.

Em nome do esforço, da dedicação e da paixão de toda a estrutura, jogadoras e equipa técnica, este é o momento de acreditar. A subida está a uma vitória de distância.

Força, Rio Ave!

8.5.25

Presidente do Besiktas diz que Rio Ave exerceu a opção de compra de 5M€ por Demir Tiknaz para o vender de seguida




O Rio Ave vai fazer a sua maior venda de sempre.

Serdal Adalı, presidente do Besiktas em conferência de imprensa disse que "O Rio Ave vai levantar a opção de compra do Demir Ege Tıknaz (5Milhões de Euros). Chegaram a acordo com outro clube para o vender. O Rio Ave vai vender o Demir Ege Tıknaz por 10 milhões de euros. Infelizmente, esse dinheiro não nos vai chegar imediatamente. Eles distribuíram o pagamento ao longo do tempo".


7.5.25

Uma equipa de 30 milhões?

No final do jogo com o Amadora, o treinador deles disse, entre outras, estas duas coisas: "O Rio Ave foi melhor, tem um grande plantel e jogadores de qualidade" e "Pelo investimento, deveriam lutar por mais, mas atingiram o objetivo."

Afinal de que investimento estamos a falar?

Na AG de outubro, Alexandrina Cruz revelou que seriam 26 milhões (17 seriam orçamento da SAD, 6 em passes de jogadores e os restantes 3 para outro tipo de despesas).

Logo ali ficou claro que o Rio Ave teria o 5º ou 6º plantel mais caro da primeira liga.

Entretanto, em janeiro vieram diversos jogadores, incluindo 9 para os sub23, mais a compra do passe de Clayton e a contratação de André Luis. As contas dispararam.

Em junho teremos AG e provavelmente a Presidente vai dar-nos números atualizados, mas as minhas fontes garantem que os 30 milhões (total) já foram ultrapassados.

Neste valor, destaque para os ordenados de alguns jogadores (Omar, Panzo, Petrasso, por exemplo) com contratos nunca antes vistos por cá (quando fez o primeiro contrato de 20 mil euros/mês, ASC nem dormiu...), a rondar os 800 mil euros brutos por época *. Ao nível do Braga, por exemplo.  Não admira que estes e outros nomes estejam na lista de vendas...

Por tudo isto, tenho de dar razão a Faria e, no fundo, a todos os que entendem que, com este investimento, ter garantido a manutenção a duas jornadas do fim é uma desilusão.

A confirmarem-se este valores, fomos a 5ª equipa com maior orçamento. Faz pensar duas vezes. Alô Atenas... 

* se os jogadores tinham estes contratos antes de virem para Vila do Conde, parece-me óbvio que não aceitassem reduzi-los. Aumentar os jogadores até pode ter sido uma estratégia para os convencer a vir para o Rio Ave.


 

 

6.5.25

Caro José Faria, moral não é um casaco que se tira e põe





O jogo de ontem entre o Rio Ave e o Estrela da Amadora terminou com vitória clara da nossa equipa, mas infelizmente também com confusão no final da partida, envolvendo elementos das duas estruturas técnicas e dirigentes de ambos os clubes. Um triste episódio para um jogo que devia ter ficado apenas marcado pela confirmação da nossa permanência na Primeira Liga.

Também foi interessante assistir depois à conferência de imprensa do treinador do Estrela da Amadora, que decidiu vestir a pele de moralista e vir dar lições de ética, conduta e fair-play aos jogadores e dirigentes do Rio Ave, como se ele próprio não tivesse estado no centro da confusão minutos antes.

É curioso como a memória é curta para alguns. Todos nos lembramos bem do que aconteceu na primeira volta, quando o Estrela da Amadora, orientado por este mesmo senhor, passou grande parte do jogo a tentar cortar o ritmo com sucessivos arremessos de bolas para dentro do campo, numa atitude que em nada honra a verdade desportiva. A ética e o brio profissional pareciam estar de férias nesse dia — e também nas reações que se seguiram.

Reprovo totalmente o comportamento de alguns elementos da nossa estrutura que ontem deram uma imagem lamentável ao envolver-se nas confusões após o apito final. Não há desculpas nem branqueamentos possíveis.

Mas não me venham, por favor, com lições de moral de quem só se lembra da moral quando lhe dá jeito.

Se a coerência fosse um requisito obrigatório para se ser treinador da Primeira Liga, José Faria não treinaria um clube da primeira divisão.

Rio Ave em destaque na 32ª Jornada



Ontem a sensação entre os sócios e adeptos do Rio Ave FC foi praticamente unânime: fizemos um bom jogo e fomos justos vencedores frente ao Estrela da Amadora.

Hoje, a plataforma Playmaker, uma das melhores fontes de estatísticas no futebol nacional (na minha opinião), veio confirmar com números aquilo que todos sentimos nas bancadas e em casa: o Rio Ave destacou-se na 32.ª jornada da Liga Portugal.





Para quem acompanhou o jogo, estas estatísticas não surpreendem. O Rio Ave controlou o jogo, criou oportunidades e garantiu uma vitória que selou a tão desejada manutenção na Primeira Liga.






5.5.25

Manutenção Garantida!




O Rio Ave recebeu e venceu este sábado o Estrela da Amadora por 2-0, numa partida que valia muito mais do que três pontos. Os golos de Clayton e Martin Neto selaram um triunfo justo, que garante matematicamente a permanência na Primeira Liga na próxima temporada.

Bastava um ponto para assegurar a manutenção… mas a equipa conseguiu os 3.

Este era o requisito mínimo para a época — permanecer no principal escalão do futebol português — e foi cumprido. Não há como fugir à realidade: não foi uma temporada fácil, nem sempre bem conseguida, mas no final o objetivo principal foi alcançado.

Mais à frente haverá certamente tempo para fazer um balanço mais profundo da época, destacar o que correu bem, o que falhou e o que deve ser melhorado. Mas hoje é dia de festejar.

É oficial: o Rio Ave continuará entre os grandes do futebol português em 2025/2026.

(Rio Ave vence Amadora 2-0) Pró ano cá estamos

Na antepenúltima jornada o Rio Ave garantiu a permanência na primeira divisão. Bastava um ponto, vieram 3 de Paços de Ferreira, num jogo em que o Rio Ave, sem jogar bem, teve mais intensidade e mais ataque do que o Amadora.

Vitória justa, frente a um adversário que se mostrou quezilento, sobretudo na primeira parte, e  muito apostado no empate.

Clayton voltou a fazer a diferença e Tiknaz mostrou qualidade, tal como a defesa em geral.

Numa época em que a equipa nunca conseguiu jogar bem (exceção, a vitória sobre o Braga), a boa noticia é que pró ano há mais. Que seja melhor.

 


PS - triste final, cheio de quezílias, em que até deu para ver João Amaral, o super-discreto diretor desportivo do Rio Ave. 

1.5.25

Sucessor de Petit vem da Grécia, garantem fontes ligadas ao Olympiakos

Uma página de adeptos do Olympiakos, geralmente bem informada sobre o que se passa neste clube, está a avançar que o atual adjunto do clube grego (e treinador que conseguiu a Youth League do ano passado), Sotiris Sylaidopoulos, "está a ser considerado para treinador principal do Rio Ave".

A página diz também que Sylaidopoulos será o sucessor natural do atual treinador principal, o espanhol José Luis Mendilibar, mas que, como este vai continuar, será melhor para o adjunto ganhar experiência como líder do que continuar como nº 2.

Sylaidopoulos já tinha sido apontado ao Brentford e Brighton.

Pessoalmente considero bastante viável a informação, ou não fosse o Rio Ave, cada vez mais, o Olympiakos B... Por outro lado, acho que ninguém estará satisfeito com o trabalho realizado por Petit, a começar pelo próprio.
 


Uma decisão à altura do momento




Num momento decisivo da temporada, em que a equipa principal de futsal do Rio Ave FC luta pelo objetivo da subida à Primeira Divisão, a direção do clube tomou uma decisão que merece ser enaltecida: oferecer o transporte aos sócios que queiram acompanhar a equipa nos jogos fora de portas.

Depois de o ter feito na última jornada, o clube volta a disponibilizar transporte gratuito para os adeptos nesta jornada.

Estas iniciativas são importantes a vários níveis: aproximam os adeptos da equipa e criam um ambiente mais favorável nos pavilhões adversários.


Marinakis - Nottingham - Uefa Champions League - Fundos e mais Fundos

Não admira que Marinakis não consiga resolver os problemas do Rio Ave conforme (e bem quanto a mim) apontou o JPM e o DN nos últimos posts.

Desta vez é a confusão com a participação do Nottingham e do Olympiacos na champions League na próxima época.

Segundo o Jogo:  " Para contornar este problema, Marinakis, que também detém a maioria da SAD do Rio Ave, comunicou à “Companies House” que já deixou de ter “controlo significativo” sobre o grupo NF Football Investmentes Limited. No entanto, segundo a “Sky Sports”, o grego terá apenas colocado todas as ações num fundo para que pudesse deixar de ter domínio sobre a gestão do Forest."

 A continuar assim meus amigos é caso para dizer eles são fundos por todos os lados.

  Noutra latitude, do Brasil, vem a noticia dada em conferência de imprensa pelo presidente do São Paulo Júlio Casares onde este revela o modelo de negócio que está a construir com Marinakis. - Simples: querem ter o maior entreposto de "scouting" de talento do Brasil, e com esta estratégia acredito que o Rio Ave pode e deve ser profundamente afectado. 

  Acredito que já na próxima época, alguns contentores de jogares vindos do Brasil, e com menos de 23 anos comecem a chegar a Vila do Conde.

 Entretanto uma fonte muito próxima do clube, mas que não consegui confirmar junto da SAD porque a Sad não responde a E-mails ou esclarecimentos, dizia eu, essa fonte deu conta de que Miszta,  Panzo, Omar, Richards, Aguilera, Olinho, e Clayton foram dados como vendáveis. Os empresários já andam a entregar propostas aos jogadores. A Sad conta ainda emprestar ou dispensar mais 6 jogadores. No total fala-se que vão sair do clube entre 10 e 12 jogadores.

 O plano da SAD é facturar 25 milhões de Euros em Junho.

 Ora não admira que se veja falta de empenho nos últimos  jogos!!!! Os jogadores já estão a jogar em outras Ligas. 

30.4.25

Terminou a (má) época dos sub-23



Chegou hoje ao fim a época 2024/25 para a equipa de sub-23 do Rio Ave. A formação sub-23 encerrou a sua participação na Liga Revelação com uma vitória por 1-0 frente ao Mafra, numa partida que serviu apenas para subir do último ao penúltimo lugar (em igualdade pontual).

Apesar do resultado positivo, esta foi uma época marcada por muitos obstáculos. A chegada de inúmeros jogadores vindos de outras realidades voltou a ser uma constante, o que evidencia a falta de continuidade e ligação com os escalões de formação do clube. Um escalão como os sub-23 deveria ser, em grande parte, alimentado por atletas formados internamente — algo que não se verificou novamente.

O Rio Ave terminou a temporada em penúltimo lugar na série dos derrotados, com os mesmos pontos do último classificado, o que espelha bem o desempenho da equipa ao longo da competição.

Pedro Cunha, que regressou ao clube no início da época passada, completou a sua segunda temporada consecutiva à frente da equipa. Quando foi anunciado o seu regresso, a sua ligação anterior ao clube gerou alguma expectativa (pelo menos para mim). No entanto, os resultados nestes dois anos não corresponderam. Em nenhuma das temporadas conseguiu o apuramento para a fase de campeão, e ambas terminaram com o Rio Ave na segunda metade da tabela na série dos derrotados. Para além disso, não se registaram progressos visíveis em termos de integração de jogadores na equipa principal.

Com a crescente influência de Evangelos Marinakis na estrutura do clube, tudo indica que a próxima temporada trará mudanças profundas no futebol rioavista — e é possível que Pedro Cunha esteja de saída. 

Saiu-nos a fava; o azar de ter a pior SAD do futebol português

Fui contra (a forma como foi constituída) a SAD, mas, uma vez aprovada, o seu sucesso é o nosso sucesso.

Foi isso que respondi a um amigo, nosso leitor e também do jornal Terras do Ave, para onde escrevo, que me dizia que ocupo demasiado tempo a falar da SAD. 

Repito o que lhe disse: se o sucesso  da SAD é determinante para o sucesso do Rio Ave, o seu insucesso também se reflete, só que negativamente.

Por azar, já não bastava termos o pior estádio da primeira liga (agora nem isso...) e também temos a SAD mais estranha e mais mal gerida da primeira liga e isso preocupa-me. 

Sim, há uma dose de responsabilidade do investidor no que tem sido o percurso desportivo muito fraco desta equipa. Não acreditam? Aqui vai um exemplo desconhecido da maioria: quantos investidores ligam no final do jogo da primeira jornada a despedir o treinador (sim, frente ao campeão Sporting…)? Felizmente alguém convenceu Marinakis a pensar melhor e Freire continuou, mas todos estarão de acordo que isto não é maneira de liderar uma equipa. As intromissões constantes na construção da equipa são outro.

E mais ainda: Marinakis teve tempo suficiente para preparar a substituição do administrador destituído, mas já vão duas semanas e, com Toshav fora de Portugal, ninguém manda. 

Tenho a certeza de que se Marinakis gerisse assim a empresa de barcos já tinha ido à falência. 

Até arrepia…