2.2.20

Assumir a luta pelo 5º lugar

Esta história dos objetivos para esta época já deu várias voltas.
Recorde-se que Carvalhal recusou o cenário desde o início e mais tarde o Presidente veio dar-lhe razão.
Na semana passada, perspetivando o jogo com o Famalicão (numa entrevista a um site brasileiro), Matheus Reis afirmou: "será mais um jogo direto nessa nossa briga para entrar na zona de classificação da Liga Europa. Estamos concentrados e focados. Sabemos da importância do duelo com o Famalicão por ser uma partida dentro de casa"

Ou seja, o objetivo parece existir internamente.
E bem, acho eu:
- porque a nossa equipa ficou mais forte depois dos acertos de janeiro (o Guimarães perdeu Tapsoba, por exemplo);
- há finalmente elementos a subir de rendimento e a prometer uma segunda volta mais forte (Tarantini ou Diego Lopes, por exemplo);
- dos dois jogos que vi com o Famalicão, não fomos inferiores; o Guimarães não está bem.
- a equipa no seu global parece ter ultrapassado (de uma forma que eu não imaginava poder acontecer tão cedo) a crise provocada pela eliminação da Taça da Liga;

Derrotado é quem desiste e não quem luta pelo objetivo.
Vamos lá assumir esse objetivo de uma vez por todas? [só se me escapou alguma coisa, entretanto...]

PS - até CC já fala no assunto, sem o assumir diretamente.
(Foto: Facebook Rio Ave FC)

1.2.20

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Desde o início da época e mesmo quando o Famalicão abriu uma diferença pontual significativa para o Rio Ave FC nunca cheguei a acreditar que eram realmente melhores que nós.
A verdade é que no jogo de ontem, no final da primeira parte estava conformado e o meu pensamento era: “Estes gajos andaram sempre lá em cima, às vezes tiveram sorte, noutras foram ajudados, mas a verdade é que na hora da verdade, são mesmo melhor que nós.”
E a verdade é que eles fazem uma grande primeira parte e nós entramos de uma forma que nem consigo qualificar. Vergonhoso.
Com defesa insegura, meio-campo perdido e ataque pouco agressivo.
Erros infantis: F. Augusto tem os piores 45 minutos da época é verdade, mas tivemos sorte de só lhe ter acontecido a ele as jogadas em que perdeu a bola darem golo. Porque se somarmos as jogadas em que Tarantini, Diego, Matheus, A. Santos e Figueiras erraram de igual modo e o Famalicão falhou, estaríamos a falar de um massacre do género 4-0 ao intervalo… e era justo.

Ao intervalo Carvalhal mexeu, mexeu bem. Arriscou e saiu bem (como poderia ter saído mal). Mas fez bem: preferia perder por 5 e saber que se tentou chegar ao empate e à vitória do que perder por um ou por 2 sem nada para isso ter feito.

E na segunda parte F. Augusto subiu muito de rendimento. Diego começou a correr, o que, só por acaso, ajuda imenso… diga-se. Tarantini, apesar das dificuldades técnicas que são evidentes e que todos já sabemos há muitos anos, mantém uma capacidade de leitura de jogo e de compromisso que o seguram como titular indiscutível e que desta vez, após Mané ter desfeito a defesa adversária, culminou num golo do Capitão que bem o mereceu. A defesa apresentou-se mais subida, menos nervosa e mais agressiva e no ataque Gelson Dala tornou-nos muito mais rápidos, mais intensos, marcando até um dos golos.

Podíamos ter chegado à vitória, mas a verdade é que com as oportunidades que eles tiveram na primeira parte, o empate acaba até por não ser mau.

Discute-se muito o melhor em campo. Na primeira parte sem dúvida que Artur Soares Dias conseguiu enervar os jogadores do Rio Ave FC a marcar faltinhas em toquinhos contra nós e a deixar jogar quando carregavam nos nossos jogadores. Enervou F. Augusto, enervou Figueiras, o próprio Tarantini foi lá reclamar e isso arrastou-se à equipa toda.

Para mim o momento-chave foi o intervalo e Carvalhal, do lado do Rio Ave FC, foi o homem do jogo. Pela forma como recuperou uma equipa desfeita, desanimada e derrotada, para uma equipa aguerrida, ambiciosa e a lutar por um resultado que parecia sem retorno.
Dentro do campo o nosso guarda-redes, apesar de ter tido também alguns momentos de intranquilidade que não são habituais na primeira parte, não teve responsabilidade nos golos e manteve-nos com um resultado que nos permitiu ainda lutar pelo jogo. Apesar de ter passado despercebido na segunda parte, fruto da grande segunda parte da equipa, sempre que foi chamado respondeu como nos tem habituado: com segurança.
Estamos na luta.
PS1: Nuno Santos (nem tanto), Piazon e Taremi passaram despercebidos. Completamente ao lado do jogo. E nestes jogos, contra adversários directos é que quem é craque tem de aparecer.

PS2: Carvalhal só fez 2 substituições. Há claramente um desequilíbrio no plantel em relação ao meio-campo e Al Musrati continua a ser pouco, embora claro que é melhor chegar 1 que nenhum. Tarantini estava morto e não havia um "8" no banco. Nem há no plantel enquanto Jambor estiver lesionado.

Como ficou a equipa depois dos acertos

Ficou melhor, sem dúvida.
Entraram dois jogadores (um deles indiscutível) e não saiu nenhum titular.

Miguel Rodrigues (rescisão)
Dala (emp. Sporting
até final da época)
Joca (emprestado ao Leixões)
Al Musrati (emp.
Guimarães,
até final época)
Gabriel (emprestado ao Moreirense)

Ronan (emprestado Tondela)


Com Dala a equipa fica mais forte. E, mantendo-se Taremi (*), ficamos com uma frente de ataque bastante forte, incluindo opções no banco.

Os jogadores que sairam nunca se impuseram no onze e precisavam de mostrar o seu valor - o caso de Gabriel é exemplar.
O plantel ficou com 25 jogadores. (mas Jambor será uma carta fora). Ir aos sub23 será sempre uma hipótese.

Outras notas:
- se Nadjack regressar entretanto haverá quatro defesas direitos. Mesmo com Costinha nos sub23, haverá gente a mais. Falta saber quando regressa Nadjack
- Vitó devia ter saído (caso fosse possível, desconheço). Acredito que não jogará mais esta época.

(*) O Record diz hoje que o Rio Ave pedia 3,5 milhões por 30% do passe de Taremi. Seria um grande negócio. O Sporting não quis.

31.1.20

(2-2 com o Famalicão) 'Banho' na primeira parte, força na segunda. Aceita-se

Que má primeira parte da nossa equipa!
Passes perdidos, sem fio de jogo, a jogar muito para trás e lentos na disputa de bola.
O Famalicão marcou dois e podia ter marcado mais um.
Na primeira parte o guarda-redes adversário não fez uma defesa.
Ao intervalo, Dala e Mané (a fazer todo o corredor direito, uma vez que jogámos sem Figueiras) agitaram.
A equipa transfigurou-se e foi para cima do adversário.
Demonstração de força!
Marcámos dois e podiamos ter marcado mais.
Duas partes completamente distintas - mas como é possível jogar-se tão mal na primeira?
O empate aceita-se mas a nossa segunda parte foi melhor do que a primeira deles.
Ficou o Famalicão a rir-se, porque mantém os 3 pontos de vantagem.
Melhores em campo: Filipe Augusto (pelo que fez jogar, apesar de alguns passes mal medidos,a começar pelo que deu origem ao segundo golos deles) e Dala, pelo golo e pelo dinamismo.
(Taremi e Nuno Santos desinspirados)

PS - passatempos ao intervalo só fazem sentido se servirem para 'animar' o povo. Com iniciativas como as de hoje não vamos lá,.

Jogos de Bastidores - Querem-nos Afastar?



Este semana, além de encontrarmos um negócio curioso, em que um emblema empresta um jogador a um rival directo (Vitória SC e Rio Ave FC), houve outro acontecimento ainda mais caricato que passou despercebido a muitos envolvendo um terceiro clube a lutar pelos mesmos objectivos: O Famalicão.

Contudo, este episódio, ainda que indirectamente (espero eu), envolve novamente o Rio Ave FC.

Um Video-árbitro assumiu publicamente um erro perante um órgão de comunicação social:

"Foi um erro da minha responsabilidade", assumiu, a O JOGO, Cláudio Pereira, videoárbitro do Famalicão-Santa Clara deste domingo, a propósito do penálti que resultou no único golo da partida e permitiu aos açorianos levarem os três pontos do Minho. 


Isto não deixa de ser curioso que aconteça quando o Famalicão atravessa a pior fase da temporada e no momento em que o jogo seguinte é contra um rival directo que vem de uma sequência brilhante e com possibilidade de os igualar na tabela classificativa: o Rio Ave FC. E há mais: após o jogo com o Rio Ave FC o Famalicão jogo com o Vitória SC, o outro grande adversário pelo 5º lugar final.

O erro de facto existe. É inequívoco e o Famalicão foi prejudicado. Nem discuto isso.
Agora, o que é estranho é que um árbitro atropele os regulamentos falando publicamente de um momento de um jogo que nem sequer era muito mediático e que portanto aconteceu num lance que não nos entrou pela casa dentro de 5 em 5 minutos como acontece com os lances que envolvem os 3 estarolas, não podendo o árbitro sequer alegar que já não podia ouvir nem ver mais vezes o erro que cometeu, ou que se sentiu pressionado a fazê-lo. Ou... será que sentiu?!?

Mais: não vi nenhum árbitro nem vídeo-árbitro assumir publicamente erros bem mais graves que envolveram o Rio Ave FC e que nos prejudicaram também com subtracção de pontos.

Portanto, não está em causa o assumir do erro que é evidente.
Está em causa diferença de postura, o não cumprimento com os regulamentos e a dualidade de visibilidade que um árbitro quis dar a um lance, quando não foi dado por ele nem por outros colegas a ênfase a outros erros em lances bem mais graves e muito mais "descarados".

Espero que isto não condicione o árbitro nomeado e que é o árbitro mais experiente e para a grande maioria o melhor árbitro português da actualidade: Artur Soares Dias.

PS: Vi um director do Rio Ave FC falar nisto no seu Facebook pessoal. Nada contra e até fez bem. Mas depois da reacção de Carvalhal e de ASC no jogo da Taça da Liga e de não aparecer ninguém da arbitragem a assumir publicamente o erro, isto era assunto para ser abordado num meio oficial do clube, nem que fosse em tom de piada no Facebook Oficial do RAFC.

30.1.20

O mercado fecha amanhã... (ATUAL.x2)


Carvalhal já tem o médio que pretendia e ainda veio Dala - acautelando a saída de Taremi?
Em vésperas do ' mercado' fechar, as dúvidas andam à volta do iraniano.
Pelos vistos há quem, em França, pague 3 milhões, mais do que o Sporting. Mas o Benfica parece também estar na corrida.
Como escrevia ontem o Carlos Francisco, é aproveitar agora que o jogador está em alta e outras oportunidades assim poderão não surgir muito mais vezes. Três milhões é um bom valor, mas o Rio Ave quer cinco.



PS1 - oportunidade também para resolver a situação de Miguel Rodrigues, que tinha contrato até 2022 mas não contava para Carvalhal. Rescindiu.

PS2 - Hassan, de quem o Rio Ave tem 50% do passe, voltou a ser emprestado pelo Braga (Grécia).

ATUALizado:
Damien Furtado para o Casa Pia, por empréstimo (o verdadeiro Rio Ave B!)
- Joca vai por empréstimo para o Leixões

- Atualizado a 31/1: Gabrielzinho emprestado ao Moreirense
- Rio Ave inscreve Ruben Gonçalves (sub23) na Liga. Faz a mesma posição do reforço Al Musrati,

29.1.20

Oficial: Vitória empresta Al Musrati

A- Não conheço o jogador.
B- Fica o negócio peculiar no futebol português. Negócio, ainda por cima empréstimo, entre clubes com objectivos semelhantes.

Das três uma:
1) ou o Vitória não vê o Rio Ave FC como candidato à Europa e não considera isto um risco desportivo;
2) ou o Vitória e o Rio Ave FC perceberam que colaborando e tornando-se mais fortes conjuntamente, mais rapidamente chegam a um nível do Braga e veremos isto mais vezes;
3) ou estamos perante duas direcções com uma total elevação e que percebem que se um lado não conta com um jogador, não é por isso que vai "matar" o jogador e não fazer dinheiro com ele, o que acontece por exemplo com os grandes clubes italianos... há muitos anos.

Quero sinceramente acreditar que o ponto 3) é a base do negócio, sendo que o ponto 2) não deve ser descartado e são possivelmente cumulativos.

Taremi como Vinicius... Soluções


Falou-se esta semana no interesse do Bordéus e do Sporting em Taremi.
Deja vu? O ano passado por esta altura ficamos sem Carlos Vinícius, tal como Taremi, o jogador em destaque na primeira volta do Rio Ave. Hoje está onde está.
A realidade é que com a saída de Vinicius o clube encaixou uma verba interessante com um jogador emprestado além de ter viabilizado a entrada de Rúben Semedo, que viria a ser absolutamente decisivo para os 25 pontos conquistados na 2ª volta.
Na altura fazia falta um central… andávamos a jogar com Buatu…

Hoje fazem falta médios. Não foi em Guimarães o primeiro jogo que não tivemos médios no banco e às vezes, quando temos, são suplentes para a posição “10”. Não há no plantel alternativa a F. Augusto nem a Tarantini. Jambor lesionou-se e Vitó não conta para Carvalhal – isto é clarinho como a água.
Posto isto:
O Sporting não quer passar de 1 milhão.
O SCP quer Taremi. O Rio Ave FC precisa de médios.
O Sporting tem Geraldes e Matheus Oliveira que não sabe o que fazer com eles.
As relações são necessariamente boas: Mané veio a custo 0 com 50% do passe. Há o empréstimo de Dala.
Portanto.
Para ter Taremi por 1 milhão em dinheiro terão de acrescentar “produto”.
E se viessem:
- O tal milhão de euros mas por 75% do passe de Taremi +
-Dala passava em definitivo para o Rio Ave FC com o SCP a manter 50% do passe +
-Geraldes de igual forma – definitivo com 50/50 +
-Mateus Oliveira (que não joga há 1 ano quase, mas que não me esqueço do que fez no Estoril e no Vitória) emprestado com opção de compra do Rio Ave no final da época (250mil para ficar como os outros: 50/50).
Isto equivaleria a cerca de 3,5 milhões por Taremi, mas que os reforços conhecem o nosso campeonato, sendo que um deles já cá jogou e portanto ficaríamos com um plantel com 2 jogadores de qualidade por posição: isso na época passada foi vital.

Menos que isto, 3,5milhões, neste momento, é pouco.

PS: É preciso não esquecer que Taremi assinou por 2 anos. Só restam 2 janelas para que o possamos negociar. Daqui a 1 ano, o jogador pode negociar livremente.

PS2: Após informação enviada pelo Eurico Seabra, Mané terá custado 750mil por 50% do passe, o que consta no Relatório e Contas do SCP.

Guimarães empresta médio '6' (Al Musrati)

A Bola: O médio Al Musrati vai jogar no Rio Ave até ao final da temporada cedido pelo Vitória de Guimarães. O jogador líbio, de 23 anos, não estava a ser utilizado por Ivo Vieira e o Rio Ave, que precisava de um médio, chegou a acordo para um empréstimo de seis meses
(foto: A Bola)

"Vila do Conde e o Rio Ave" - a opinião do presidente da Associação de Adeptos

Pedimos ao João Borges que contribuísse.
Ele deixou-nos estas ideias, que, naturalmente, agradecemos:

-Começo por dizer que é um problema social generalizado por todo o país e não apenas do Rio Ave. Há excepções, poucas, casos do Vitória de Guimarães, Braga com as últimas conquistas (sendo que já antes era um dos clubes Portugueses com mais adeptos que as recentes conquistas fizeram massificar), principalmente as faixas etárias mais jovens. No caso do novo fenómeno, o Famalicão, quem é da minha geração e acompanhou o Rio Ave em anos idos, e basta recuar por exemplo aos anos 90, facilmente se recordam de o Rio Ave lá jogar e sentir-se em casa. Famalicão tem a maior casa do Benfica do Norte e tem paredes meias com o seu estádio a casa do F.C. Porto de Famalicão, sendo que, ainda na recente deslocação dos famalicenses ao Dragão saíram do mesmo local autocarros com adeptos para apoiar o Famalicão e outros da casa do Porto para apoiar o F.C. do
 Porto. Um problema social, claro está.

- Os média que debitam horas a fio temas, a maioria desinteressantes, de apenas 3 clubes contribuem para o foco dos jovens se centrar nos 3 clubes do costume. No Rio Ave isso não é excepção.

-Centrando-nos mais no nosso Clube, após os dourados anos 80, houve uma politização do desporto,
nomeadamente no Rio Ave, sendo que o clube serviu de arma de arremesso contra o executivo municipal. Quem se acercava do clube pela via política não sentia o clube e outros que o sentiam afastaram-se. Na verdade, desde que o Clube cortou o cordão umbilical com o executivo camarário cresceu sem precedentes, caso para perguntar se a anterior aliança trouxe mais benefícios ou prejuízos?

-Falta mística!! Este é um tema fraturante, que muita gente não gosta que se toque na ferida. Muitos dos dirigentes que foram passando no Clube tornaram-se sócios apenas no momento em que se candidataram aos cargos. Ou seja, muitos deles nunca tinham ligado patavina à agremiação Rioavista até serem convidados a integrarem os órgãos sociais. Não era, nem é, o clube deles. Serão estas pessoas as indicadas para elevar o nome do Clube e servirem de exemplo para a conquista de novos sócios? Serão essas pessoas que vão fazer com que os sócios do Rio Ave tenham apenas e só um clube no coração?

- Condições no Estádio. Há quem dentro do clube diga que mesmo melhorando as condições do Estádio as assistências não melhoram. Bem, se olharmos para os jogos de início de campeonato e fim, com condições de tempo mais amenas e compararmos com os dias de temporal, acho que fica na cara dos mais distraídos a evidência. Para além disso, não foram poucas as intervenções do nosso Presidente a congratular-se por agora termos condições dignas receber quem nos visita (falando dos
camarotes). E condições dignas para os sócios e adeptos, há?

-Formação. Cada vez há menos Rioavistas na formação e os que há já não são tratados com o carinho de outrora. Hoje em dia entrega-se a braçadeira de capitão a qualquer um, o tempo de casa nada conta, o ser Rioavista muito menos. A braçadeira de capitão pode até ser dada a um tipo que grita pelo Benfica ou Porto no balneário. Dezenas/centenas de sócios desistiram da sua filiação por problemas mal resolvidos na formação. Incompreensível a atitude, mas não deixa de ser um facto.
O facto dos atletas serem de longe também contribui para as baixas assistências. No meu tempo toda a gente ia ver a equipa sénior jogar.

- Falta ambiente no Estádio. O Rio Ave está longe de ser o clube que menos adeptos leva ao Estádio na Liga Portuguesa. O Moreirense que recentemente conquistou uma taça da Liga ou o Aves que venceu a taça de Portugal levam menos adeptos que o Rio Ave. O preocupante é a falta de atmosfera que existe no nosso estádio. Um clube com adeptos que vivenciaram décadas de futebol de primeira, não têm cultura futebolística de adepto. São simples espectadores, que normalmente só se manifestam nos golos ou para se insurgirem contra o árbitro (e nem para isso servem!).
(foto: facebook Associação Adeptos))

28.1.20

O que fica da vitória em Guimarães

1) Desde logo o 5º lugar. Transitório neste momento, mas o 5º, como o Record destaca na sua capa de hoje. Vencendo o Famalicão na sexta-feira, fica mais perto.


2) Desta vez o VAR funcionou a nosso favor. Corretamente. Por 10 centímetros. Não é só criticar quando acabamos prejudicados. Não foi o Benfica que teve um lance anulado este fim de semana por 4 centímetros? Outra coisa diferente é se é correto tomar decisões por poucos centímetros. Eu acho que não. Carvalhal tem razão.
3) Nunca fui jogador de futebol, por isso tenho dificuldades em perceber o que leva um jogador como Matheus Reis a cometer uma falta penalidade tão flagrante? Agarra o adversário durante vários segundos na grande área...

4) Os números são claros: 18 remates para eles, 6 para nós.  72% de posse de bola para eles. Fomos inteligentes e tivemos sorte. Como disse o míster no final, não cabe na cabeça de ninguém pensar que o Rio Ave (ou qualquer outra equipa) ganharia em Guimarães sem sofrer.

5) Dois golos em dois minutos!

6) Três defesas (Junio, Monte e Amaral) e três avançados (Dala, Mané e Moreira) no banco.

27.1.20

Rio Ave vence em Guimarães por 2-1

Fomos do inferno ao Paraíso, por 10cm, 
e matamos o “Burrego” de Guimarães!

O Rio Ave surge a jogar num bloco muito alto com forte pressão sobre abola, mas o jogo nos primeiros  20´ não teve balizas nem oportunidades! Depois vieram as oportunidades e os golos do Rio Ave. Aos 24´ o árbitro  marca penalty contra o Rio Ave, ainda que Tapsova tenha feito falta sobre Kieszek, a verdade é que  antes Matheus Reis puxa a camisola  de Tapsova, e até chega a ser expulso, seria penalty, e o INFERNO para nós… mas desta vez o vídeo árbitro anula tudo, porque Tapsova parte para o lance 10 cm  fora de jogo. Decisão difícil mas acertada.
Depois veio o PARAÍSO, 2 golos  em 2 minutos, 37´e 39´, Diego Lopes faz o 1-0 e assiste no 2º para Matheus Reis macar o 2-0, ficando D.Lopes ainda na 1ª parte, com o titulo de melhor em campo. Os 2 golos, surgem de recuperações em zonas muito altas, e ambas são um hino ao futebol, com a bola a circular por vários jogadores, com destaque para o toque de calcanhar de Piazon num deles!

No reatamento o Guimarães faz 2 substituições, arrisca e passa a jogar em 4-4-2, com 2 pontas de lança fixos. Consegue  grandes oportunidades aos 54´, 72´ e 78´. estava muito mais pressionante, conseguia mais cantos e remates de fora da área, e jogava claramente no meio campo adversário. Com tanto caudal ofensivo o Vitória consegue reduzir por Tapsova que faz 2-1, ficou a sensação de fora de jogo, mas Piazon coloca Tapsova em Jogo, golo limpo. 
O Rio Ave por sua vez, baixava as suas linhas, e passa a jogar em contra-ataque, num deles Taremi quase faz o 3-0.

Em resumo, gande 1ª parte da nossa equipa, grande jogo de Diego Lopes, onde se destacaram também, Matheus Reis, Filipe Augusto e Tarantini!  Na 2ª parte coube ao Guimarães as despesas do jogo que foi sempre bem controlado pela nossa equipa. 

Finalmente conseguimos vencer em Guimarães, e que vitória, pois vencemos ao nosso adversário directo, e passamos a somar 28 pontos na viragem do campeonato,  o que é fabuloso!

 

Mais opiniões sobre o divórcio de Vila do Conde com o Clube (mentalidade, estádio, formação, etc)

Continuamos a recolher opiniões dos Rioavistas sobre aquilo que aqui chamámos 'o puxão de orelha de Pedro Martins' sobre a falta de ligação do Concelho de Vila do Conde ao Rio Ave FC.
As opiniões que se seguem foram recolhidas no nosso Facebook e podem ser lidas na íntegra aqui.


António Terroso Um clube de sócios mal agradecidos, os mais exigentes, os mais inconsoláveis, e maioritariamente os que menos fazem pelo mesmo. (...)
Hoje o estádio, amanhã o ASC, depois os jogadores, os dirigentes, a seguir o gajo ao lado na bancada, o roupeiro, o jardineiro.....bah pá. (...) Podíamos de facto ser um Clube mt maior, mas os Rioavistas não querem, e doa a quem doer, essa é a mais pura das verdades.


Nuno Miranda Já somos demasiados... Os 2000 verdadeiros rioavistas que existem chegam e sobram. Tudo o mais que existe e outros que possam aparecer apenas desvirtuam aquilo que é ser rioavista (seja no estádio, seja no facebook...).

Luxinho Ribeiro O paradoxo de haver cada vez melhores resultados desportivos e financeiros e no entanto a massa adepta continuar constante deve ser alvo de uma análise profunda. As quotas dos sócios são baixas e praticamente oferecem bilhetes para os jogos e mesmo assim o estádio raramente ultrapassa os 2000. Os Vilacondenses estão desligados do clube por algum motivo. Na minha opinião o facto de termos cada vez menos Vilacondenses na formação, a localização do estádio e as condições do estádio são os principais motivadores deste afastamento. Nem consigo encontrar outros motivos lógicos, mas deve haver!

António Terroso Desenganem-se meus amigos, as obras no estádio, irá fazer muito pouca diferença, o nosso problema é mesmo.... MENTALIDADE

26.1.20

(Futsal: vitória por 6-0 ontem) Excelente atitude

Depois da pesada derrota no Boavista, há três jornadas, a equipa conseguiu três vitórias, por resultados expressivos, embora seja importante dizer que esta série B é muito assimétrica, com três equipas muito boas e quatro ou cinco equipas muito fracas.
Ontem o adversário (S. Pedro de Fins) era fraco, por isso o resultado não era o mais importante: fui ao Pavilhão para tentar perceber a atitude da equipa, muito mais porque faltam duas jornadas para o derby com o Caxinas e há três pontos a separar.
Saí do Pavilhão muito bem impresssionado.
Na primeira parte a nossa equipa foi demolidora (5-0).
Uma atitude ganhadora, impositiva, altamente pressionante, liderada por Balão, o melhor, para mim.
(foto: Facebook Rio Ave FC)


PS - Se continuar em segundo, o Rio Ave será apurado para a fase final, porque é o segundo com mais pontos. O problema é que o Boavista (3º) está a quatro pontos e uma derrota com o Caxinas pode complicar o segundo lugar. Não perder com o 1º classificado é fundamental para os objetivos imediatos.

25.1.20

Ainda as palavras de Pedro Martins - mais algumas ideias

Não deixámos cair o 'puxão de orelhas' de Pedro Martins e estamos a tentar reunir opiniões.

Aqui ficam algumas, dos nossos leitores no Facebook:

Artur Jorge Fernandes (...) Tanto os Vilacondenses em geral como as maior parte das empresas do concelho apoiam pouco ou nada o Rio Ave. Comparar o poderio do Braga e do Vitória a nível do apoio das gentes e das empresas dos seus concelhos com as do Rio Ave estamos a um nível muito inferior.

Bruno Miguel Silva Vieira Apenas problema cultural do país!


Luis Vilela A CIDADE E O CONCELHO NÃO MERECEM O CLUBE QUE É O RIO AVE .
Um clube como o Rio Ave , o mais representativo de Vila do Conde não pode ter só +_ 6.000 sócios .
Um cidade com +_75.000 habitantes ( concelho incluído ) deveria ter no mínimo
 10.000/12.000 sócios .



(o autor deste texto apagou-o entretanto, e não consegui fixar o nome, mas julgo que merece atenção) 1° - Porque, durante muitos anos, o RAFC foi um Clube político, mais para servir os interesses políticos locais! E, ainda que, desde que este Presidente está no Clube, o RAFC tenha deixado de ser o tal Clube político, a história na cabeça de milhares de Vilacondenses não se apaga em tão poucos anos, não sai assim da mente...
2 - Na minha opinião, se analisar estritamente os resultados Desportivos, Financeiros e Património do Clube, este é o melhor Presidente da história do RAFC! Por isso, já disse a vários Vilacondenses que eu não sei do que estão à espera para realizar uma grande homenagem ao António da Silva Campos e ao mesmo tempo nomear este Presidente do RAFC como o melhor em toda a sua história!?
Estão à espera de quê? Sou contra homenagear uma Pessoa depois da morte pelo que foi em VIDA!... Ainda que eu espere que o ASC dure muitos anos, é tempo de lhe fazer essa Justiça!
3 - Assim sendo, se concordarmos com o meu ponto de vista do ponto anterior, o 2, como é possível que, mesmo assim, com tão bons resultados Desportivos, Financeiros e de Património do Clube, os Vilacondenses, pessoas e empresas da terra, não aderirem em larga escala no apoio ao Clube e não vão ao estádio ver os jogos? (...) Ou seja, quem como eu durante muitos anos acompanhou e apoiou o Rio Ave FC e deixou de acompanhar, quem como eu estudou e aconpanhou durante alguns anos o fenómeno de alguns Clubes terem tantos adeptos nos seus jogos e estádios, como o Leixões, Paços de Ferreira, Braga, Guimarães e Varzim, tendo eu também estudado e acompanhado o trabalho de marketing e organização dos jogos das seleções de Portugal, terá de concordar e dar razão de que, quando o Rio Ave FC, com este Presidente, mudar e melhorar nas 3 alíneas do meu ponto 3, certamente o Rio Ave FC passará a ser o 7° melhor Clube de Portugal e passará a ter facilmente o mínimo de 5 mil sócios no estádio em todos os jogos!...