Janeiro não fechou sem a entrada de mais um processo judicial, desta feita no tribunal da Póvoa de Varzim.
1. Onsoccer Internacional - Gestão de Carreiras - é uma empresa que representa jogadores de futebol.
Valor reclamado: 112 716,73 €
'Reis do Ave' é, nesta altura, um blogue dos sócios do Rio Ave FC Daniel Silva (nº3883), Gualter Macedo (nº1603) e João Paulo Meneses (nº675).
Opiniões (e algumas informações) sobre o nosso Rio Ave FC!
Janeiro não fechou sem a entrada de mais um processo judicial, desta feita no tribunal da Póvoa de Varzim.
1. Onsoccer Internacional - Gestão de Carreiras - é uma empresa que representa jogadores de futebol.
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O treinador do Rio Ave, no final do jogo, responsabilizou o mercado de transferência pela falta de foco da equipa. Não sei se tem alguma razão, mas, a ter, essa será apenas uma pequena parte da explicação; o facto é que está à vista a incompetência do treinador e só espanta como é, com a bancada a pedir a sua demissão, ele ainda seja o treinador neste momento - o que eu esperava é que ele anunciasse que telefonou a Marinakis a dizer que não tinha condições para continuar.
O Rio Ave jogou tão mal como na Madeira, só não perdeu por 4-0...
O onze inicial já fazia suspeitar que as coisas não iriam correr bem (cinco defesas, quatro médios e apenas um avançado) e só a perder 2-0 fez a primeira substituição.
Insisto: talvez não seja o treinador mais incompetente que tivemos no Rio Ave mas é o mais 'cego', por se recusar a ver a realidade
(o vídeo não mostra, mas pela primeira vez a Direção do Rio Ave e a administração da SAD [Alexandrina Cruz e Luis Oliveira] foram bastante contestados pelos sócios)
Faltam poucos dias para fechar o mercado e há assuntos pendentes.
O lado esquerdo da defesa parece-me um deles. Omar está a regressar, Vroussai tem sido opção e há ainda Nikos. Gente a mais?
Zoabi precisa de sair para jogar. Precisa de mostrar o seu (eventual) valor e nós precisamos de ver esse valor. Não é que, com uma lesão, não possa ser opção no que resta do campeonato. A questão é que, até hoje, nos dois anos com a camisola do Rio Ave e 17 jogos disputados, não vimos nada.
Caso diferente é Liavas. Para os adeptos é o 'patinho feio' (Το άσχημο παπάκι ou Το μαύρο πρόβατο, em grego, para evitar equívocos de quem lê). Até pode ser injusto, como de certa forma foi com Pedro Amaral, mas dificilmente Liavas encontrará 'carinho' entre os adeptos nesta época. Além disso fez 19 jogos, mas só 5 vezes foi primeira opção para Sotiris, o que diz alguma coisa.
Há ainda os casos de Gual ou de Lobato, de que falei na semana passada.
Sotiris já pediu pelo menos * 4 vezes desculpas, após jogos do Rio Ave (ver a lista em baixo).
Haverá outro caso no mundo?
Os portugueses dizem: 'Na primeira quem quer cai; na segunda cai quem quer; na terceira cai quem é parvo/tolo". Já não há adágio para uma quarta vez...
Mas, para além do lado anedótico, há a questão séria para o nosso Clube: quatro pedidos de desculpas canibalizam-se uns aos outros e esvaziam o peso/responsabilidade do ato. Banalizou-os e já ninguém o leva a sério. Incluindo os jogadores?
Isto só é possível porque, como escrevi ontem, Sotiris, tendo linha direta para Mariankis, está aqui a fazer uma espécie estágio de aprendizagem. Por muitos erros que cometa, parece que nada lhe vai acontecer. Qualquer outro treinador, no seu lugar, já teria dado lugar a um treinador a sério. Qualquer outro treinador que se visse obrigado a pedir 4 vezes desculpa, já teria dado lugar a outro. Por sua iniciativa.
Sotiris vai ficar na memória dos Rioavistas nos próximos anos, mas não por boa razões.
A lista (*conto quatro vezes, correspondente a quatro jogos, porque, em mais do que um caso, Sotiris pediu desculpas na flash e na conferência de imprensa):
- Após a derrota frente ao Sintrense, da quarta divisão, o treinador pediu desculpas.
- 10 dias depois, após a humilhante derrota e nula exibição de ontem, frente ao Estoril: "Compreendo totalmente os adeptos. Foi justo que estivessem descontentes, porque o jogo não foi bom e o resultado foi pesado. Sinto essa responsabilidade e peço desculpa. Mas acredito que temos de manter a união, dentro e fora do balneário. Só juntos conseguimos ultrapassar momentos difíceis".
5j Moreirense, 3- Rio Ave, 1 13 setembro: "Sofremos um golo no primeiro minuto. Não há desculpa para isso. (...) não tivemos o compromisso suficiente para nos mantermos focados para recuperar a desvantagem.Temos de nos 'olhar ao espelho' e assumir as responsabilidades por esta derrota, a começar por mim".
Nacional, 4 - Rio Ave, 0 «Temos de pedir desculpa aos nossos adeptos»
Os sub-19 começaram da melhor fase a fase de apuramento do campeão ao receberem e vencerem o Gil Vicente por 2-1.
A nossa equipa, no final da primeira parte chegou à vantagem fruto do golo de Matheo Chaigne.
Aos 73 o Gil iria igual o marcador graças a uma grande penalidade mas já perto do fim, aos 87 minutos, Luís Rasgado marcou o segundo do Rio Ave permitindo que os três pontos ficassem em Vila do Conde.
Com esta vitória, o Rio Ave segue começa esta fase em 2º lugar, com os mesmos pontos que o primeiro classificado (Leiria) que venceu o Famalicão por 0-3.
A equipa sénior feminina deslocou-se este fim de semana à Madeira para defrontar o Marítimo e saiu derrotada por 1-2.
A equipa Madeirense entrou melhor na partida com um golo madrugador (21min) sendo que a equipa do Rio Ave empatou logo a seguir por Sydney Shepherd (aos 25min).
No entanto a equipa do Marítimo ia chegar à vitória à passagem do minuto 73 via grande penalidade.
Com este resultado, o Rio Ave mantém-se no penúltimo lugar, com os mesmos pontos que o último classificado.
Mais uma derrota, mais um jogo em que o Rio Ave esteve apático e mais um jogo em que Sotiris pediu desculpas no final [atenção: estou a escrever logo após os 90m, sem saber se isso aconteceu ou não; ATUAL: «Temos de pedir desculpa aos nossos adeptos»].
É verdade que tudo correu bem ao Nacional, mas isso não explica tudo, num jogo em que entrámos a perder: sem Mizsta (lesionado?), Vacas tem de ser muito fraco para ser suplente de Chamorro!
Na primeira parte, ainda que sem entusiasmo e sem empenho, podíamos ter marcado. Na segunda, logo após os madeirenses terem feito o 2-0 no recomeço, o jogo acabou para nós.
No banco, Sotiris continua a comportar-se como um estagiário que está a fazer 360 horas de formação. Por muitos erros que cometa, nada lhe vai acontecer. Apenas os resultados no final da época serão a sua avaliação. Mas, qualquer outro treinador, no seu lugar, já teria dado lugar a um treinador a sério.
Sotiris é responsável pelas escolhas (Liavas, por exemplo, não tem condições para jogar na primeira liga portuguesa; Spikic nada acrescenta: Bezerra ou Medina não fariam melhor?)
Nota final para um jogador que já aqui recebeu vários elogios mas que hoje voltou a comprometer: Brabec não ganha uma bola de cabeça e essa incapacidade deu mais um golo ao adversário (pelas minhas contas, é o terceiro esta época). Ter um central assim é muito arriscado.
A continuar assim, vai ser uma segunda volta muito difícil.
Quem acompanha a minha escrita sabe que nutro um gosto especial pela modalidade de futsal. Não é um interesse recente, nem circunstancial. Apesar de não conseguir marcar presença em todos os jogos, acompanho a equipa com regularidade há várias temporadas, com atenção, envolvimento e, acima de tudo, preocupação.
Fui um dos sócios que, em assembleia geral, fez questão de lembrar uma antiga direção de que o futsal não poderia simplesmente ser eliminado sem que os sócios se pronunciassem. Acompanhei a modalidade em todos os seus ciclos: desde o terceiro lugar na Primeira Divisão, passando pelas épocas mais duras que nos empurraram até à Terceira Divisão, até às temporadas mais recentes que culminaram no regresso ao escalão máximo.
É precisamente por este percurso — vivido de perto — que acompanho o futsal do Rio Ave com especial cuidado. E apesar de reconhecer que, no plano estritamente desportivo, a equipa sénior atravessa atualmente uma fase muito positiva, não consigo olhar com total tranquilidade para o caminho que está a ser trilhado pela atual direção.
No início da temporada, aquando da apresentação do orçamento em assembleia geral — cerca de 600 mil euros — escrevi que, com esse nível de investimento, seria expectável que o Rio Ave lutasse por um lugar no Top-8 do campeonato. A realidade veio confirmar essa análise e tudo indica que esse objetivo está perfeitamente ao alcance.
Assistimos a uma grande reformulação do plantel no início da época, algo perfeitamente normal após uma subida de divisão. Agora, nesta reabertura de mercado, voltamos a ver a direção apostar em reforços de qualidade, elevando ainda mais o nível competitivo da equipa sénior. Nada contra esse investimento. Pelo contrário: é positivo ver uma equipa ambiciosa e capaz de competir.
Ainda assim, não posso deixar de notar que este esforço financeiro parece assente, em grande parte, em receitas extraordinárias. E isso levanta uma questão inevitável: o que acontece se, por qualquer motivo, essas receitas deixarem de existir?
O problema maior, contudo, não está na equipa sénior. Está na falta de visão estrutural. A aposta é claramente de curto prazo e praticamente exclusiva na equipa principal. As camadas jovens continuam sem um projeto consistente, sem planeamento e sem uma estratégia que permita, a médio prazo, alimentar o plantel sénior com talento formado em casa.
Hoje, o clube vive essencialmente do que a comunidade vilacondense — leia-se, os pais — consegue oferecer. Não existe um plano que permita, daqui a alguns anos, termos um plantel sénior complementado, pelo menos em parte, por jogadores formados no clube.
Olhando para o quadro competitivo da formação, o cenário é, sem rodeios, pouco digno da dimensão do Rio Ave FC. Ao contrário do que acontece com uma das maiores referências formativas da cidade — o Caxinas — nenhuma das nossas equipas compete em campeonatos nacionais. Opta-se por manter equipas nos campeonatos distritais, chegando ao ponto de uma delas disputar a segunda distrital.
Já escrevi sobre este tema no passado e, honestamente, tinha esperança de que ao longo dos três anos deste mandato a situação fosse sendo corrigida. Até agora, isso não aconteceu. A opção tem sido pelo caminho mais fácil: investir dinheiro na equipa sénior, garantindo competitividade imediata, sem enfrentar o trabalho mais duro, exigente e demorado que é reorganizar e valorizar a formação.
Esse trabalho é, sem dúvida, mais complexo. Mas não tenho dúvidas de que os frutos colhidos seriam mais sólidos, mais sustentáveis e mais duradouros.
O Rio Ave tem história, dimensão e responsabilidade para fazer melhor. O presente é animador. Mas o futuro constrói-se com bases — e essas continuam, infelizmente, por lançar.
Sotiris já usou 28 jogadores até ao momento, ou seja, todos menos o guarda-redes Vacas e o extremo Lobato.
Uma das consequências deste plantel tão vasto é que nenhum jogador dos sub23 teve oportunidade de se mostrar.
Um plantel assim tão grande apenas para uma competição é certamente um problema. E, por isso, dois jogadores já regressaram aos locais de origem dos empréstimos (Bakoulas e Éric). Veio Bezerra e ficam 29. Mesmo assim muita gente (11 no campo, 8 no banco, 10 não têm oportunidade, incluindo os eventuais lesionados).
Por tudo isto acredito que mais alguns vão sair (já aqui falei de Lobato, 'tapado' por Spikic, Medina e agora Bezerra - falta saber se André Luiz sempre sai e, saindo, se vem alguém para o seu lugar).
Tem-se falado em Gual e faz sentido. Parece o caso típico de um jogador que não se adaptou. Lomboto também deixou de ser opção. Omar parece estar de regresso à competição, pelo que Nikos deve passar para o banco. Zoabi é outro caso a quem faria bem sair para mostrar o seu valor, até porque Sawané, dos sub23, pede uma oportunidade.
Aguardemos. Mas a resolução do caso-Hélder Sá foi uma boa medida e um bom indicador. A situação era má para o jogador e para o Clube. Ainda falta o marroquino Rehmi, que aos 23 anos não se pode dar ao luxo de apenas treinar.
O Benfica não só fez uma primeira parte arrasadora como terá feito um dos melhores jogos (45 minutos) neste seu campeonato. O Rio Ave nem respirou. O resultado ao intervalo era de 0-2, mas - honestamente - podiam ter sido mais. Ainda assim, custa sofrer um golo tão absurdo como aquele que Ndoi marcou para os da Luz.
No segundo tempo o Benfica descansou, a pensar no jogo europeu (decisivo para eles), e nós fomos crescendo. Podíamos ter marcado.
Mas a derrota é completamente justa, perante uma equipa muito mais forte (na primeira volta também o era) que jogou muito bem (o que não aconteceu na primeira, daí o empate).
Abbey foi o melhor em campo.
Rafael Lobato é jogador da equipa principal, mas não teve um minuto em campo.
No penúltimo jogo dos sub23 foi titular e nos 4-0 em Alvalade esteve no banco.
Parecia que a sua estreia poderia estar mais próxima.
Mas não, no jogo de hoje dos sub23 (derrota com o Farense) foi suplente utilizado (de livre direto, mandou aos ferros).
É caso para perguntar se nem dá para ser titular na equipa de sub23, quando jogará?
Mais: não só há outro extremo a rivalizar, Medina (hoje jogou a titular) como chegou Bezerra.
Posso estar a ver mal, mas assim o jogador está 'a andar para trás'; emprestem-no para ele se mostrar e ganhar confiança.
(imagem do Rio Ave tirada depois do apito final) No passado sábado escrevia neste espaço sobre a necessidade de os Arcos voltarem a sentir a...