29.2.20

(0-0 com o Belenenses) Noite desinspirada

Hoje parecia um daqueles jogos em que, por mais bola que tivessemos, o golo não iria aparecer.
É verdade que o Belenenses apenas quis empatar (dois autocarros!), mas todos nós esperávamos mais da nossa equipa.
Acho que foi uma noite desinspirada.
Para os jogadores e para o treinador.
Para os jogadores, sobretudo na frente, em que faltou discernimento para a melhor decisão. Mané foi um bom exemplo.
Mas Carvalhal também podia ter feito melhor, penso.
Primeiro com o onze, apostando em dois médios defensivos e com Tarantini à frente, deixando Dala no banco. A equipa não soube jogar com Tarantini, qyue se desmarcou muitas vezes mas só uma vez recebeu bola.
Via-se que o Belenenses não criava perigo, que a nossa equipa não estava a produzir o que se espera (o guarda-redes adversário não fez uma defesa!) e que o meio campo vivia apenas do fôlego de Filipe Augusto (o melhor em campo, para mim) mas Carvalhal só mexeu aos 60 minutos.
Muita falta fez Diego Lopes!
Dois pontos perdidos, sem margem para dúvidas.
O Rio Ave tem de encontrar antídotos para equipas que jogam para o pontinho.

PS - o Rio Ave marcou um golo que o VAR anulou. Foi o melhor jogo de Diogo Figueiras esta época e merecia esse golo


28.2.20

Tarantini: "Tenho uma vontade muito grande de continuar" (ATUAL:)

Os adeptos, penso, querem que Tarantini renove mais um ano.
O jogador revelou que também o deseja: "Tenho uma vontade muito grande de continuar".
Falta a proposta da Direção.

«O que falta? Falta levantar um título, viver a festa de ganhar um título por um clube como o Rio Ave. Ganhar títulos em clubes com outra dimensão é mais fácil. Foi um sabor amargo por termos estado tão perto e não termos conseguido naquele ano [n.d.r. final da Taça de Portugal]. Ainda não aconteceu, a esperança é sempre a última a morrer. Vamos continuar a tentar sempre até ao final.»

ATualizado a 29/2: Renovou por mais uma época!


27.2.20

Sonhos e Dependências

Enquanto se fala na luta pelo 5º lugar e até já se põe o 4º lugar ao barulho com bastante assiduidade, não só pelo prestígio como pelos benefícios que daí advêm, nomeadamente o acesso às competições europeias, ao mesmo tempo, esse mesmo prémio poderá estar lentamente a ser comprometido.

Com os resultados alcançados esta época pelas equipas portuguesas, qualquer dia temos 4 equipas em vez de 5 com acesso europeu.

Daí ser importante antes de tudo sonharmos mas estarmos cientes que a plenitude dos sonhos estará em parte dependente das 4 equipas que regularmente ocupam os 4 primeiros lugares.

Ou seja, por muito que nos custe, nas competições europeias, os adeptos dos clubes médios, clubes esses que dependem dos chamados clubes grandes, têm de querer as vitórias dos estarolas. São os pontos deles lá fora que nos dão esse acesso. Quer gostemos ou não, alguns dos nossos sonhos esbarram no insucesso europeu dos nossos representantes mais assíduos. 

E como tal insisto no meu ponto de vista: antes de querermos chegar aos outros temos de olhar para o que fizemos até aqui. Devemos ter a ambição, sim, mas querer crescer de uma forma sustentada.
Não devemos encarar um 6º lugar como um fracasso, se por exemplo, para o atingirmos tenhamos de fazer 51 pontos; assim como, daqui a 2 ou 3 anos, se Portugal só meter 4 equipas na Europa e ficarmos em 4º e o lugar da Taça não for dos 3 primeiros, e se fizermos 60 pontos também não pode ser um fracasso.

Contudo, reforço, o sucesso dos estarolas na Europa, permite-nos com mais facilidade, definir claramente um objectivo europeu, daí não perceber os regozijo de alguns dos nossos adeptos com o insucesso de todos eles, nem sequer de um ou de outro deles em particular. Porque eles perdem mas acabam por lá ir parar na mesma... já para nós, no futuro, poderá ficar bem mais difícil esse acesso... esse sonho.

PS: Luís Castro, Pedro Martins e Nuno E. Santo, são juntamente com Paulo Fonseca, os treinadores portugueses na Liga Europa. Eram 8, caíram os 4 das equipas portuguesas. Os 3 primeiros relançaram ou começaram carreira no Rio Ave FC. Tanto Luis Castro como Pedro Martins entenderam que acima do Rio Ave FC existe ainda um clube entre nós e os 4 da frente: o Vitória.
E esse sim é o nosso grande rival. Devemos crescer mas passo a passo. Sermos melhores que ontem para chegarmos ao nível do histórico Vitória SC. Esse deverá ser o nosso passo neste momento.

"Quarto lugar é sonho real"

Como a peça de O Jogo de ontem lembrava, Carvalhal continua sem assumir o objetivo europeu.
Isso não impedirá o treinador de ser (legitimamente) o mais ambicioso de todos, sobretudo tendo em conta que certamente espera que o Rio Ave o ajude a regressar à ribalta internacional.
"Quarto lugar é sonho real" - dizia o jornal.
Eu, pelo meu lado, repito o que sempre escrevo: quem luta pelos objetivos, e o faz empenhadamente, nunca perde; perde é quem desiste de lutar.
A ambição desportiva é uma virtude e não um defeito, mas é preciso ter em conta que para isso acontecer Sporting ou Braga teriam de ficar atrás de nós - possível de acontecer, mas muito difícil, face à qualidade das duas equipas, sobretudo do Braga.
Assumir a luta pelo 5º lugar deve ser o objetivo imediato, frente, sobretudo, ao Guimarães.

25.2.20

Vitor, o 96

O Rio Ave tem quatro guarda-redes inscritos na Liga.
Além de Kieszek, Paulo Vítor e Carlos Alves, surge Vitor Luiz, um brasileiro de 24 anos (feitos o mês passado), que tem sido suplente nos sub23.
Victor veio para Vila do Conde na época passada e fez 9 jogos pela equipa B e um pelos sub23. Nunca o vi jogar, não tenho opinião.
Segundo esta notícia, assinou por uma época, com opção, que terá sido ativada.
Esta época ainda não jogou.

PS - por falar em jogadores dos sub23 inscritos na Liga de Clubes. Do ataque estão Jaime, Schutte, Namora e Leandro. Falta um... 

24.2.20

Gabriel (e outros emprestados)

Se não me falha nada, o Rio Ave tem nesta altura seis jogadores emprestados (da equipa principal, porque há alguns dos sub23).
Dos seis, o único que estou a seguir com real atenção é Gabriel.
Por várias razões: a começar pelo investimento que o Clube fez nele mas sobretudo porque acho que (é o único que) tem talento para voltar - já sabem, tenho todo o gosto em reconhecer que me enganei que afinal havia outros...
Gabriel tem sido titular no Moreirense (quatro jogos, mas só num fez 90 minutos), marcou no jogo de estreia e ontem fez as duas assistências que deram os dois golos.
Gabriel, no fim desta época, ainda tem mais duas de contrato, o suficiente para explodir!


Joca (emprestado ao Leixões)
Gabriel (emprestado ao Moreirense)
Ronan (emprestado Tondela)

Buatu (1 ano; Aves; Aves tem opção de compra)
Murilo (Paços)
Said (Lokeren +3); só fez 4 jogos até agora


23.2.20

O que fica da vitória em Tondela (ATUAL.)

Algumas coisas, em complemento ao que foi escrito logo após o jogo.

1) Al Musrati é um bom jogador, mas Filipe Augusto é melhor. Musrati é como Petrovic, mais posicional, com excelente visão de jogo, mas cria menos dinâmicas e não está 'em todo o lado'. Filipe Augusto é um polvo! Um jogo menos intenso da nossa equipa pode ser, pelo menos em parte, explicado pela ausência de Filipe Augusto. Lesionado? O site do nosso Clube entende que não merecemos essa informação... [ATUALizado a 24/2: o treinador referiu que tem um torcicolo]

2) Poderia ter Carvalhal metido Dala quando tirou Piazon (e meteu Mané)? Penso que a pergunta não é parva, mas a resposta não é fácil.

3) Há variações táticas na equipa, mas Carvalhal tem um onze perfeitamente definido. A exceção é o lado direito da defesa. Gostava de ouvir a explicação do míster.

4) Treinador do Tondela a tentar enganar os adeptos locais, depois de um jogo em que o Rio Ave foi claramente melhor e teve muito mais ataques: "O futebol foi cruel connosco. Não há justiça no futebol, é quem marca mais golos. Vamos com a sensação de que merecíamos mais, mas nos últimos minutos não podemos permitir que nos escapem os três pontos desta maneira."

5) ... e ficam os 400 jogos de Tarantini de caravela ao peito. Não vai ser fácil, nas próximas décadas, igualar este feito. Todos os Rioavistas deveriam ter em casa uma camisola com o nome de Tarantini. No futuro vai valer!

22.2.20

(1-2 em Tondela) Dala não deixou Manuel Mota ser protagonista

Embora a vitória tenha sido pela margem mínima, o Rio Ave criou oportunidades suficientes para ganhar por mais. Só Taremi teve três lances de golo.
Felizmente Dala estava inspirado e não desperdiçou as duas oportunidades que teve, trazendo justiça e, sobretudo, não deixando que Manuel Mota, o árbitro, fosse o protagonista.
Na primeira parte, braço na área do Tondela não deu grande penalidade; na segunda, lance muito duvidoso (Al Musrati pisa adversário, mas primeiro corta a bola) resultou no penalti que deu o golo do Tondela.
São critérios, mas hoje claramente desfavoráveis para nós (André Vilas Boas viu vermelho no banco; o primeiro da sua carreira como diretor desportivo?). Não admira, Mota é um árbitro fraco, que segue o jogo sempre no meio campo, longe das jogadas.
Sem Filipe Augusto (lesionado? estava na bancada) o Rio Ave surgiu hoje menos impetuoso, mas - insisto - a fazer o suficiente para marcar. Mas os golos só apareceram quando Dala entrou.
Dala voltou a dizer a Carvalhal que tem de ser titular!
Melhor em campo: Dala, embora seja justo destacar Matheus Reis e Nuno Santos.
PS - Diogo Figueiras foi suplente, Monte foi o defesa direito. Monte foi empenhado mas não esteve inspirado nos cruzamentos e não fez melhor do que Figueiras. Prá semana é Figueiras titular e Monte suplente?

(sub23, 3-1 ao Braga) Show de Bruninho

1ª jornada da fase final, vitória por 3-1 ao Braga.
O jogo foi quase sempre dominado pelo Rio Ave, que fez uma primeira parte demolidora.
Destaque para Bruninho: fez dois golos, à ponta de lança, e é ele quem remata de fora da área (a sua grande valia) para defesa do guarda-redes adversário no primeiro golo de Costinha.
Acredito que a Direção esteja atenta a este jogador para lhe proporcionar condições de aparecer na primeira equipa na próxima época.
Se o destaque é, justamente, Bruninho, quero aqui referir o golo de Costinha. Porque, mais uma vez, Costinha surge a marcar na pequena área adversária.
Não há muitos defesas direitos no futebol português com esta capacidade!

21.2.20

Pés no Chão


Depois de termos perdido uma oportunidade flagrante de ganharmos ao Sporting, num jogo onde sem dúvida nenhuma, o grande fomos nós, é necessário não entrar em euforias e perceber que 3 pontos contra o SCP valeriam tanto como 3 pontos que necessitamos de conquistar em Tondela.
Ou seja, o facto de estarmos a crescer, não pode ser motivo para embandeirar em arco pois na verdade os outros também estão.
Podia mencionar o Braga e continuar a falar no Sporting mas neste momento parece-me muito mais realista perceber que há duas equipas a lutar pelo título (Porto e Benfica), duas a lutar pelo 3º lugar (Braga e Sporting) e três a lutar pelo último lugar de acesso à Liga Europa: Rio Ave FC, Famalicão e Vitória. E se um destes 3 poderá ser um outsider a ficar em 4º lugar, também não poderemos pôr de parte o Santa Clara na mesma situação de outsider mas para a luta pelo 5º.
Se é verdade que estamos bem, não podemos deixar de pensar que o Vitória também está a crescer apesar de ter perdido Tapsoba. O substituo que já lá tinham é nem mais nem menos que Frederico Venâncio. O Famalicão está a perder fulgor é verdade, mas a margem que traz da primeira volta é uma importante almofada e o facto de não estar tão bem não quer dizer que esteja mal. Além disso também se reforçou.
Posto isto, se no início da época considerava o Vitória o principal candidato ao 5º lugar à nossa frente, após as mexidas do mercado de Inverno (com Musrati e Dala e sem saídas de titulares), neste momento considero que somos os principais favoritos a esse lugar juntamente com eles,  deixando o Famalicão ligeiramente abaixo e lá está, o Santa Clara (porque se reforçou cirurgicamente) ou até o Boavista (porque tem um grande treinador) num terceiro plano como outsiders.
Contudo, volto a afirmar, na minha opinião, mesmo ficando em oitavo, se fizermos 51 pontos não devemos considerar uma época falhada.
Como tal, os pontos que deixamos fugir em casa no domingo temos de ir buscar a Tondela sem falta.

Seis jogos, a grande mudança

Há um Rio Ave antes e depois da última derrota (frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, embora esse jogo a nossa equipa tenha mostrado qualidade).

O Rio Ave é a equipa menos batida nas últimas seis jornadas e tem o segundo melhor ataque.

Antes o Rio Ave tinha alguns bons momentos, mas globalmente as exibições eram desinspiradas e frouxas.
Sinal disso, não apenas os resultados (quando ganhávamos era por 1-0...) mas as exibições individuais raramente passavam do sofrível.

Um sinónimo da mudança é Diogo Lopes.
Tem marcado (três golos nos últimos jogos cinco jogos), tem sido decisivo e tem brilhado (mesmo deslocado da sua posição. Ou por causa disso?)

Outros jogadores como Aderllan, Tarantini, Nuno Santos e Piazon também simbolizam bem este excelente momento de forma, que pode, inclusivamente melhorar. Na defesa ainda há espaço para crescer e Filipe Augusto ainda não atingiu o pico. Mesmo Taremi ainda vai brilhar mais intensamente.
(foto: Facebook Rio Ave)



20.2.20

ASC: castigado... e teimoso!

Há dois meses viviamos todos o sobressalto da eliminação da Taça da Liga.
Carvalhal disse o que disse.
ASC disse que o disse e o Conselho de Disciplina acaba de suspender o Presidente por 30 dias, tendo-o multado em 1.836 euros, devido a críticas à arbitragem do jogo com o Gil Vicente.

Mas dois meses depois o que aconteceu é merecedor de reflexão (e de espanto!):
1) A equipa está melhor do que nunca, joga finalmente um futebol alegre e com atitude e está a ganhar jogos como ainda não o tinha feito. Há quem ache coincidência (ou seja, a equipa iria melhorar em qualquer cenário, mais cedo ou mais tarde) e há quem ache que estas melhorias se devem precisamente ao que se passou (ou seja, que os próprios jogadores quiseram mostrar a Carvalhal que ele deveria ficar). Não estou por dentro, não sei, mas sei uma coisa: para quem, como eu, pensava que a equipa se iria ressentir negativamente da instabilidade é uma excelente surpresa!

2) ASC é, até ver, o grande 'vencedor' deste processo: podia ter facilitado a saída de Carvalhal e o Rio Ave recebia algumas centenas de milhar, mas foi teimoso e quis manter o treinador. Contra a opinião de alguns. A sua teimosia deu resultados. Outro teria pensado assim: entre o cenário hipotérico de ter mandar o treinador embora e ter de o indemnizar, mais vale aproveitar o convite do Bragantino e ainda ganhar algum.
ASC pensou diferente, foi teimoso e fez muito bem!

18.2.20

Racismo

Em março de 2017 o Rio Ave foi multado em 536 euros por "cânticos de cariz racista dirigidos pelos seus adeptos contra Renato Sanches, na altura jogador do Benfica, no encontro disputado em abril de 2016.
A propósito do que se passou com Marega, este caso tem vindo a ser citado e o nome do Rio Ave associado.
É pena, mas é a realidade. Não há como fugir, temos de assumir as responsabilidades e aprender com os erros. Penso que isso se conseguiu.
Aliás, segundo julgo saber, o Rio Ave tratou este caso exemplarmente, uma vez que o próprio Conselho de Disciplina reconheceu que o Clube vilacondense fez uma "confissão integral e sem reservas" - ao contrário, penso, do que está a acontecer com vários dirigentes do Guimarães, que dão uma no cravo e outra na ferradura.

Duas notas mais:
- pessoalmente repudio qualquer forma de racismo e acho que Marega fez bem em sair, para chamar a atenção. Lamentável o comportamento da equipa de arbitragem (não só do árbitro, mas dos restantes elementos), que alega que nada ouviu, quando hoje é público que os insultos começaram muito antes;
- a forma como Luis Godinho e seus colegas trataram este caso mostra a hipocrisia que existe nestes casos: há mais situações, mas ninguém faz nada até ao momento em que não pode deixar de atuar. Daí o mérito do ato de Marega.

17.2.20

Agora, sim, Carvalhal tem dor de cabeça para escolher os onze

Depois da exibição de Al Musrati, ficamos com a certeza de que temos mais uma opção válida para aquele lugar.
É verdade que parece ser um jogador com características diferentes de Tarantini (bastante mais posicional), mas dá todas as garantias.
Sobre Dala não vale a penas falar. É provavelmente dos jogadores mais queridos da massa associativa e um jogador acima da média.
Ou seja, os dois reforços de janeiro vieram claramente enriquecer a equipa.
A estes ainda se junta Lucas Piazon que despontou já em janeiro (frente ao Marítimo) e, ainda por cima, se tem mostrado goleador!
Ou seja, não só há opções de qualidade no banco como Carvalhal tem pela primeira vez de pensar no onze (até agora eram basicamente os mesmos...).
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - Nadjack treina no relvado há duas semanas. Mais algum tempo e estará a cem por cento. Acho que merece uma oportunidade, para tentar mostrar se faz melhor do que Diogo Figueiras, um jogador que melhorou bastante face a alguns jogos da primeira volta (só podia), mas que - é a minha opinião - continua a não se afirmar nos momentos decisivos, sobretudo de ataque, talvez por falta de confiança.

16.2.20

O que fica do empate (derrota...) frente ao Sporting

1) Muitos adeptos ficaram com a sensação de derrota no final do jogo. Alguns jogadores também...
2) Carvalhal reconhece que se atrasou a mexer na equipa. "Pressenti que íamos sentir o golo. Ia entrar o Nélson Monte. Porque pressenti? Porque estou a ver o jogo e o comportamento dos jogadores e pressenti que íamos sofrer o golo por ali. Não fui a tempo, foi uma questão de 30 segundos se calhar" (manter uma linha de dois pivôs defensivos perante um adversário com menos um e apenas um central foi má opção, parece-me; além disso, estava à vista que DFigueiras não podia mais; tem 'culpas' no golo adversário);
3) Carvalhal continua sem assumir a luta pela Europa. («Liga Europa? Não assumimos candidatura nenhuma. O nosso lema é disputar jogo a jogo. Sofremos uma grande transformação no plantel, foi feito um trabalho de base e dissemos logo que o objetivo seria sempre jogo a jogo para ganhar sempre. Tem sido essa postura ousada desde o início. Temos feito grandes jogos. Penso mais no caminho do que no destino.») Discordo mas respeito. Mas dizer que "estamos cá para animar o campeonato" é poucachinho...
4) Escrevi no final do jogo que foi o pior Sporting de que me lembro nos Arcos. Silas: 'foi o pior jogo desde que cá estou'. Como não aproveitámos?
5) Penalti por marcar a favor do Rio Ave (braço de Luis Neto). Falha grave do árbitro e do VAR que não pediu análise.(no Estádio não me apercebi e só esta manhã fui ver o lance)

15.2.20

(1-1 com o Sporting) Para mim foi uma derrota

Conquistámos um ponto, mas saí do Estádio com a sensação de que perdemos o jogo.
Perante o Sporting mais fraco de sempre nos Arcos, fomos melhores, criámos oportunidades, mas na segunda parte como que adormecemos. Principalmente depois de Coates ser expulso, a equipa ficou receosa e Carvalhal não atuou no banco.
O Sporting empatou (com Borevkovic, o elemento mais intranquilo da equipa) e nos minutos finais só houve emoção, sem razão.
Empate muito injusto, mas que penaliza quem pareceu demasiado confiante (repito, na segunda parte, porque na primeira nada a há a pontar).
Melhores em campo: Al Musrati (para jogo de estreia esteve muito bem e vê-se que tem qualidade; precisa de melhorar no passe em profundidade) e Filipe Augusto (o mais determinado da equipa).
PS - os nossos adeptos criticaram o árbitro e Carvalhal até viu um amarelo. Mas, mesmo que tenha havido algum erro (não tenho opinião no lance do amarelo por alegada simulação de Taremi), não foi pelo árbitro. Bem assinalado o penalti de Borevkovic sobre Bolasie

14.2.20

"Eu tinha medo era de jogar neste campo contra estes gajos, são loucos, aqui ninguém ganha" (ATUAL)


Álvaro Costa fala (entre outros assuntos) da sua ligação ao Rio Ave:

"(...) E fui dos poucos que pode dizer ‘eu vi o José Mourinho a jogar’.
MF – No Rio Ave.
AC – Sim, aconteceu mesmo. Não jogava nada, ah ah ah. Isso foi no princípio dos anos 80, o Rio Ave ficou em quinto na primeira divisão. A equipa entrava em campo sempre atrás de um rapaz surdo mudo, que transportava uma tabuleta que dizia qual era o jogo do dia. E entrava de forma oblíqua, pela bandeirola de canto. Só o Brito, o Baltemar Brito, não o fazia. Por superstição, suponho. Eu via os jogos no meio dos índios, dos insurretos. Em alguns jogos o Rio Ave diminuía o tamanho do campo, acrescentava uma areia dura nas linhas. No final dos anos 70 há um Rio Ave-Benfica antes de um Bayern-Benfica. O jogo de espionagem do Bayern é esse no Campo da Avenida e o Rio Ave ganhou 1-0, golo do Pires. Lembro-me de ter ficado perto do alemão e de o ouvir a falar aos jornalistas no fim. ‘Medo do Benfica? Eu tinha medo era de jogar neste campo contra estes gajos, são loucos, aqui ninguém ganha’. Havia uma pressão gigante, a atmosfera era de futebol argentino. Ir ao futebol era uma experiência circense, cheio de figuras típicas. Cheguei a ver jogos com adeptos em cima da linha lateral. E jogava-se. A micro-Bombonera.


(foto retirada do trabalho da Globalnews)
Mourinho: ""Como lidaria com o Mourinho jogador? Oferecia-o..."

13.2.20

Já não há dúvidas, o Rio Ave vai lutar pelo apuramento europeu

Ainda não é oficial, porque Carvalhal vai ter de se pronunciar sobre o assunto, mas nesta altura já não restam dúvidas de que a equipa tem a Europa como ambição.
Depois de Matheus Reis e de Nuno Santos, agora é a vez de Filipe Augusto assumir o objetivo (em entrevista a O Jogo), isto quando já é certo que o 5º lugar dá acesso.

(nesta mesma entrevista Filipe Augusto revela que o seu maior objetivo é jogar pela seleção brasileira)


12.2.20

Futsal: é preciso ganhar os dois jogos que faltam

Ganhar seria muito melhor, mas o empate frente ao Caxinas deixou-nos no segundo lugar, a duas jornadas do fim. O mal menor.
O Rio Ave depende de si, mas tem o Boavista a apenas dois pontos (perdemos e empatámos com eles...). Ou seja, temos de vencer os dois jogos que faltam para assegurar a entrada na fase que vai escolher as equipas que sobem de divisão.

Duas contratações de última hora (Dinis e Denisson, que já se estrearam) parecem mostrar uma aposta ainda mais clara na subida de divisão.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - ausente de Vila do Conde, tentei acompanhar o desenvolvimento do jogo pelo canal adequado, o Facebook do nosso Clube. Desesperei. Apenas às 20h43 o Rio Ave colocou informação online...

11.2.20

Discurso: à Carvalhal ou à Nuno Santos


Vitória nas Aves tão clara e justa que nem há nada a dizer.
Com esta vitória temos a possibilidade de na próxima jornada chegar ao terceiro lugar, visto que jogamos contra quem lá está e o outro que está lá também, joga contra o primeiro.

E aqui há algo interessante para discutir: a maior parte dos adeptos querem um objectivo definido para um lugar: o 5º (que poderá amanhã ficar definido que dá acesso a uma prova europeia se o Porto for com o Benfica à final da Taça de Portugal).

Se por um lado, o treinador do Rio Ave FC não quer ouvir falar na Europa nem nos lugares que dão acesso e quer objectivos por pontos: os 25+25 (quer na segunda volta fazer no mínimo o que fez na primeira), não deixa de ser curioso que um jogador titular, Nuno Santos, venha esta semana falar mesmo antes do jogo do Aves afirmando que quer lutar pelo 3º ou 4º lugar.

Em que ficamos?

Apesar de perceber a ambição dos jogadores e a fome dos adeptos, racionalmente identifico-me mais com a “teoria” de Carvalhal.

Como já escrevi mais que uma vez, creio que o objectivo do Rio Ave FC devem ser os 51 pontos, pois foi a maior pontuação conseguida nos últimos 10 anos (mesmo quando eram 16 equipas a média de pontos não daria para os 51 num campeonato a 18). E com 51 pontos para mim o objectivo estaria conseguido dessem eles para o 3º ou para o 8º lugar.
E acho que deve ser esse o objectivo porque na minha óptica para amanhã sermos melhor que os outros, temos primeiro de hoje ser melhores do que aquilo que nós próprios éramos ontem.

Nos últimos 10 anos estamos cheios de casos de equipas que fazem uma época brutal e depois desaparecem: seja no campeonato como Arouca, Nacional, Paços (que até terminou em 3º), por exemplo; ou até terem ganho uma Taça como a Académica ou o Aves (que deve descer este ano).

Ou seja, parece-me muito mais razoável que o objectivo para os próximos 5 anos seja sempre fazer igual ou melhor do que aquilo que melhor conseguimos nos últimos 10 anos, que são os 51 pontos (curiosamente é o equivalente a metade dos pontos em disputa na Liga e a uma média de 1,5 pontos por jogo). Depois, nos próximos 5, subir paulatinamente para os 55 como objectivo. Parece-me mais sensato do que andar uma ou duas épocas iludidos e depois acordarmos como um Arouca, uma Académica ou um Nacional, por aí perdidos.

Prefiro um crescimento sustentado, passo a passo, em que se houver uma queda seja de um degrau, do que andar aos saltos no trampolim e depois de eventualmente quase chegar ao céu, bater com estrondo no chão.
Creio que isto não retira ambição ao Clube, apenas torna essa mesma ambição mais controlada.
A queda brutal numa época apenas, pode fazer regredir o crescimento em 5 ou 6 anos.
No fundo, é preferível ter um euro de lucro quase certo, do que arriscar ter 2 podendo perder 5.

PS: o que se andaria a dizer se um jogador do Rio Ave num jogo contra um grande, tivesse um dia como o central do Aves em que fez 2 penalties e 1 auto-golo… (fica para reflexão).

Tarantini de fora. E agora?

Sem Tarantini, parece-me que Carvalhal tem duas opções, uma mais conservadora e outra mais atrevida.
A conservadora é meter Al Musrati no onze, como a imprensa tem vindo a sugerir.
Vejo, contudo, uma dificuldade.
Se não estou enganado, o jogador é mais '6' do que '8', joga mais posicionalmente do que área-a-área (como Tarantini, que tanto está a ajudar na defesa como aparece na área adversária).
Com Al Musrati, jogariamos com um duplo pivô defensivo. É mais seguro e cauteloso.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

O outro cenário é - parece-me - mais ambicioso: Piazon no lugar de Tarantini, Diego no seu lugar tradicional e a frente de ataque com Nuno Santos, Mané e Taremi (Dala está emprestado pelo Sporting, não pode jogar). A desvantagem que vejo neste sistema é que implicaria uma dupla alteração (o recuo de Piazon e a deslocação de Diego Lopes face aos últimos jogos; Atualizo a 12/2: Diego Lopes é o melhor artilheiro da equipa neste melhor ciclo da temporada de Carlos Carvalhal no campeonato: quatro vitórias e um empate. Nos últimos cinco jogos, o número dez do Rio Ave apontou três golos em outros tantos desafios que terminaram com a conquista dos três pontos: Boavista (2-0), V. Guimarães (2-1) e Aves (4-0). Marcaria da mesma forma na posição habitual ou é resultado da mudança?).