13.3.26

Um mês e meio depois, que impacto estão a ter Clayton e André Luiz no Olympiakos?



É praticamente consensual entre os adeptos do Rio Ave que as saídas de Clayton e André Luiz, no mercado de janeiro, foram prejudiciais para a equipa. Estamos a falar de dois jogadores que, juntos, eram responsáveis por perto de 70% dos golos do Rio Ave no campeonato, números que por si só explicam a importância que tinham no funcionamento ofensivo da equipa.

As transferências foram muito contestadas na altura, não só pelo momento em que aconteceram, mas também pela forma como deixaram o plantel claramente fragilizado. Ainda assim, na Grécia, a chegada dos dois jogadores ao Olympiakos foi vista com expectativa, existindo a ideia de que poderiam acrescentar qualidade imediata à equipa.

Passado pouco mais de um mês, começa a fazer sentido fazer uma primeira avaliação:
terão sido, para já, uma mais-valia para o Olympiakos?

No caso de André Luiz, desde a sua transferência o clube grego realizou 9 jogos. O extremo participou em 7 desses encontros, mas foi titular apenas em 2, somando até ao momento 0 golos e 0 assistências. Tem sido utilizado com alguma regularidade, mas ainda longe de assumir um papel decisivo na equipa.

Já Clayton tem tido ainda menos espaço. Desde que chegou, o Olympiakos disputou 8 jogos, mas o avançado brasileiro participou apenas em 4. Num deles entrou já depois dos 90 minutos e, nos restantes, foi sempre utilizado a partir da segunda parte, nunca antes dos 64 minutos. Também aqui, o registo é claro: 0 golos e 0 assistências.

Perante estes números, é justo dizer que, para já, nenhum dos dois jogadores se afirmou como aposta forte no Olympiakos, muito menos ao ponto de justificar a forma como saíram do Rio Ave, sobretudo no caso de Clayton, que era a principal referência ofensiva da equipa.

Naturalmente, é cedo para tirar conclusões definitivas, mas a verdade é que, neste momento, a mudança não parece estar a ser particularmente positiva para os jogadores — especialmente para Clayton — pelo menos do ponto de vista desportivo.
Financeiramente poderá ter sido um passo em frente, mas dentro de campo, o protagonismo que tinham em Vila do Conde está ainda longe de se repetir na Grécia.

E olhando para o que aconteceu desde janeiro, fica a sensação de que o Rio Ave perdeu muito…
e que o Olympiakos, para já, ainda não ganhou assim tanto.