Há jogadores que são o motor invisível de uma equipa. Aqueles que, com um posicionamento impecável e uma capacidade de passe que parece desenhada a régua e esquadro, dão o equilíbrio necessário para os outros brilharem. Hoje, o nosso guardanapo de café foca-se num dos médios mais influentes da história recente do Rio Ave FC: Filipe Augusto.
O Equilíbrio Vindo da Bahia
Natural de Itambé, Filipe Augusto chegou a Vila do Conde ainda muito jovem - 19 anos - , vindo do Bahia, e rapidamente se percebeu que estávamos perante um talento especial. Com um pé esquerdo de especial, tornou-se o "pêndulo" da equipa. Foi um dos pilares nas campanhas memoráveis que levaram o Rio Ave às finais das Taças e à estreia europeia.
A sua qualidade era tão evidente que despertou o interesse dos "grandes", levando-o a passagens pelo Valência (Espanha), Braga e Benfica. No entanto, foi sempre em Vila do Conde que Filipe Augusto pareceu encontrar o seu porto de abrigo, regressando em diferentes fases da carreira para reafirmar o seu estatuto de líder. No total, somou mais de 130 jogos de caravela ao peito (139), tornando-se um símbolo do clube na última década.
Despedida definitiva do Rio Ave
No final de 2020/2021, depois da terrível descida de divisão do Rio Ave, decidiu procurar novos horizontes e rumou à Arábia Saudita para jogar no Damac FC. Ficou por lá apenas uma temporada sendo que nas duas épocas seguintes jogou no Cuiabá, terminando a ligação ao clube brasileiro depois de mais uma descida de divisão (Cuiabá desceu da primeira divisão para a segunda).
Em 2025 assinou pelo Qindgao Hainiu (clube chinês).
E agora... por onde anda?
Hoje tem 32 anos, e depois de uma experiência na China, assinou em Fevereiro por o Khorfakkan (equipa dos Emirados Arabes Unidos) onde joga com o Aylton Boa Morte (sobrinho do Boa Morte) que há umas temporadas jogava no Portimomense.

