30.4.26

Quando o Reis do Ave chega mais longe do que pensamos



O Reis do Ave voltou a bater records de views este mês de Abril e isso leva-me a partilhar convosco uma história que aconteceu há poucas semanas.

No penúltimo jogo em casa frente ao Alverca aconteceu-me algo simples, mas que me ficou profundamente marcado.

Estava no meu lugar habitual nos Arcos, a ver o jogo, quando fui abordado por um sócio que me queria conhecer e trocar algumas palavras. Chamava-se Tiago.



Disse-me que vive em Londres há 19 anos e que acompanha o clube muito à distância. E disse-me algo que me ficou gravado:

que estes canais, o blog e o rioavissimos, aquilo que vamos escrevendo e partilhando, é a forma que tem de se manter ligado ao Rio Ave.

Confesso: senti orgulho.

Mas não aquele orgulho vaidoso, de quem pensa “tenho seguidores”.

Outro orgulho.

Mais fundo.

O orgulho de perceber que isto tem utilidade. Que chega a alguém. Que aproxima.

Às vezes escrevo uma crónica, compilo uma estatística, partilho e uma curiosidade histórica, comento um jogo… e do lado de cá parece apenas mais um texto.

Mas depois surge um momento destes e percebe-se que, para alguém, pode significar muito mais.

Pode ser um elo.

Pode ser uma ponte.

Pode ser uma forma de matar saudades de um clube e de uma terra.

E isso muda a perspetiva de tudo.

Porque o Reis do Ave — e outros espaços independentes que vão falando do Rio Ave — são hoje, cada vez mais do que páginas ou plataformas de adeptos.

São pontos de encontro.

São memória.

São presença.

São ligação.

Conhecer o Tiago foi um episódio breve.

Mas deixou uma certeza grande.

Vale a pena continuar.

Vale a pena escrever.

Vale a pena gastar horas a investigar, recordar, analisar e publicar sobre um clube que tantas vezes parece ter pouca voz.

Porque se isso ajuda, nem que seja um adepto em Londres, França, Suíça ou Luxemburgo, a sentir-se um pouco mais perto de Vila do Conde, do Rio Ave…

então já valeu.

E muito.

Obrigado, Tiago.

Porque naquele momento talvez tenhas achado que estavas só a agradecer.

Mas, na verdade, foste tu que me lembraste porque é que tudo isto faz sentido.