31.10.19

O que o jogo de ontem nos diz para sábado

Faltam dois dias para o jogo na Luz, importa mais falar do que correu bem ontem.

E a principal nota é que, à sexta tentativa, Carvalhal parece ter encontrado um defesa direito.
Ou seja, não é nenhum dos quatro laterais [embora Nadjack esteja fora] nem Monte, mas Mané.
Sinceramente gostei bastante da sua exibição.
Não sei se o jogador gosta daquela posição (muito desgastante, sendo que defender é bastante diferente de atacar), mas fez vários desarmes com sucesso e não virou a cara à luta.
Colocar Mané a defesa direito na Luz será ousado (até porque na verdade é um falso lateral direito), mas, do meu ponto de vista, se não formos à Luz para defender, não é de excluir esta hipótese.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

Jambor ou Filipe Augusto?
Dois jogadores muito diferentes, apesar de jogarem na mesma posição.
Filipe Augusto é um polvo, joga em todo o lado, é um dos dois melhores elementos do plantel.
Mas está claramente desinspirado.
Jambor é muito mais cerebral, mais lento, mas tem melhor passe.
Filipe Augusto é o titular, mas - a jogar assim - Jambor não deve ser descartado.

Taremi?
Até com uma perna às costas, Taremi é titular induscutível. 

PS - 20 cantos a nosso favor e nada. Quantos mais são precisos até que alguma coisa mude na forma de os marcar?

30.10.19

(1-1 com o Moreirense) Mas que primeira parte é esta????

Antes do Moreirense marcar já Kieszek tinha feito três grandes defesas.
Foi uma primeira parte por parte da nossa equipa em que faltou inspiração, acerto, confiança, ambição. Tudo!
Muitos passes falhados, alguma lentidão na organização, falta de ideias.
Ao intervalo Carvalhal podia ter tirado 7 ou 8 jogadores, mas ´só' tirou dois.
As entradas de Taremi e Jambor (Filipe Augusto está uma sombra do que pode e sabe) deram resultado (Mané jogou como falso lateral direito e fez bons desarmes) e o Rio Ave empatou.
A nossa equipa continuou a tentar mas foi a vez do guarda redes adversário, por três vezes, negar o golo.
Faltou acerto, mas pelo menos não faltou luta.
O empate aceita-se (pelas duas partes distintas), mas o Rio Ave foi, apesar de tudo, mais perigoso e quis muito mais ganhar (lamentável antijogo do Moreirense quase desde o 1º minuto).
Melhor em campo: Kieszek.

Em resumo: não sei o que vai Carvalhal dizer na conferência de imprensa, mas há qualquer coisa menos bem nesta equipa. Falta confiança e parece também faltar ambição aos jogadores.

P S - como se explica que estivessem adeptos do Moreirense na bancada reservada aos sócios do Rio Ave? Alguém que explique por favor, porque se lá estavam é porque tinham bilhetes para isso.

29.10.19

(sub23, vitória 0-1 em Guimarães). Dez golos falhados...

O leitor, se não viu o jogo, ficará na dúvida, mas a verdade é que o Rio Ave falhou tantos golos que, pessoalmente, perdi a conta.
Só Schutte mandou três bolas aos ferros!
Mérito também do guarda-redes adversário, que fez algumas boas defesas, tal como, aliás, Carlos Alves, por duas ou três vezes na primeira parte.
Junio e Joca (além de Vitó) estiveram no onze. Joca não fez a diferença, Junio cumpriu bem a função quer a defender quer a atacar e foi dos melhores.
Diogo Teixeira entrou e marcou.
(o que se passa com Damien Furtado que, nos 20 minutos que esteve em campo, não acertou uma?)
PS - Rio Ave muito melhor do que o Guimarães mas é preciso ver que o adversário, tendo equipa B, faz desta a equipa de evolução depois dos sub19. Já a nossa equipa é um misto de pós-sub19, equipa B e até equipa principal.

SAD: estar atento

Artigo muito interessante.
Dos clubes da primeira liga, apenas os três 'grandes' têm maioria na SAD, mais o Marítimo (Madeira...), Moreirense (fator-presidente) e Setúbal, porque ninguém quer o capital da SAD
(in O Jogo de 27/10//19)

Atualizado a 21/11/19: a SAD do Rio Ave apontada como bom exemplo

28.10.19

Taça de Portugal, Alverca , -e não é que seria o Sporting!

Foto:(Rio Ave FC)
SORTEIO DA TAÇA DE PORTUGAL
O Alverca que derrotou o Sporting na última eliminatória da Taça de Portugal será o nosso adversário na  4ª eliminatória, desta vez jogamos em casa o que é bom, mas já estamos avisados este Alverca vai ser difícil e não vai facilitar, termos que estar muito bem e jogar com os melhores se quisermos continuar em prova. Este ano podemos de facto chegar longe se continuarmos ter a sorte no sorteio, pois no mínimo mais 2 clubes da 1ª liga vão ficar de fora nesta fase!
O jogo do Rio Ave será a 24 de Novembro, mas ainda não tem hora marcada. Já os outros jogos estão agendados para o fim de semana de 23/24 de novembro.

Resultado completo do sorteio:

FC Porto (L) – Vitória de Setúbal (L)
SC Braga (L) – Gil Vicente (L)
Vizela (CP) – Benfica (L)
Pedras Salgadas (CP) – Canelas 2010 (CP)
Varzim (L2) – Loures (CP)
Leixões (L2) – Santa Clara (L)
Anadia (CP) – Beira-Mar (CP)
Sertanense (CP) – Farense (L2)
Paços de Ferreira (L) – Sanjoanense (CP)
Famalicão (L) – Académica (L2)
Ac. Viseu (L2) – Feirense (L2)
Moreirense (L) – Mafra (L2)
Sp. Espinho (CP) – Arouca (CP)
Sintra Football (CP) – Marinhense (CP)
Rio Ave (L) – Alverca (CP)
Chaves (L2) – Belenenses (L)

Moveis de Porcelana, 0-0

Foto(Rio ave FC)
Retive da antevisão do nosso treinador ao jogo do Paços  de que iriamos ter um Rio Ave muito Forte, e não iriamos abdicar da nossa identidade...
Fui a Paços de Ferreia com + 2  reis” cheios de entusiasmo, e depois de passar 3 semanas sem ver o Rio Ave jogar(não vi o jogo da taça)…  Ver ao  vivo, ao lado da claque e atrás da baliza é outra coisa, mas, sinceramente não gostei, achei que o Paços foi sempre mais equipa do que nós, podiam ter marcado por varias vezes, achei até que tivemos muita sorte em alguns lances, embora também em alguns períodos percebeu-se a superioridade do Rio Ave. Já na televisão, e depois de rever o jogo na totalidade, (ás vezes dá-me para isto), percebi que afinal o jogo da nossa equipa não foi assim tão mau, contudo a finalização foi muito fraca, ambas as equipas tiveram medo de partir a loiça de porcelana do 0-0, jogaram em demasia no erro do adversário, para eles (treinadores) quem marcasse ganhava o jogo, foi sempre essa a sensação com que fiquei.Se por um lado se entende essa atitude por parte do Paços, que jogaram unicamente na exploração das costas do Rio Ave(contra ataque previsível, conhecendo o PEPA, e que quase dava resultado)eles temeram-nos, e usaram o risco zero, que lhes garantia pelo menos o "pontinho", por outro, este Rio Ave tinha que ter maior capacidade ofensiva, a pressão alta era fraca, raramente ganhamos a bola em zonas altas para depois conseguirmos finalizar, e o nosso bloco esteve demasiadas vezes baixo(estranho). Pior do que tudo  isto, pela primeira vez esta época vi “pontapé” para a frente, em desespero, principalmente na 1ª parte, como arma tática do nosso 1º momento de jogo, não contei as vezes, mas eu e o JPM reclamamos com esta situação pelo menos 3 vezes, resultado disto foi que passamos a entregar a bola ao adversário com muita facilidade, dai o equilíbrio estatístico na posse de bola, o que não é normal na nossa equipa. Pareceu-me que CC queria atacar a profundidade como estratégia para este jogo, que foi confundida com pontapé para a frente... a qualidade dos nossos passes em profundidade deixou muito a  desejar, a bola apenas entrou uma única vez na 1ª parte nessas condições e foi de facto quando obtivemos a melhor oportunidade para marcar.
Sem querer ser muito exaustivo, porque já muito se falou deste empate, apenas quero deixar a minha ideia, pareceu-me que sem o querer CC  alterou a nossa “Identidade” em função do adversário, e "comprou para este jogo os mesmos móveis de porcelana do Pepa", o que claramente limitou o nosso jogo, passamos a jogar como eles, e não o seu contrário. Neste jogo a equipa só ficou melhor, quando "colocamos os nossos moveis de “madeira” no sitio certo", na 2ª parte melhoramos bastante, mas não o suficiente para finalizar bem.
Foi pena que numa das últimas jogadas do encontro, não tenhamos faturado, seria obviamente tudo diferente, mas esta coisa de mudar a identidade seria sempre criticável, porque não gostei…acho que tememos o adversário em demasia e isso pode constatar-se  muito bem na TV, olhando atentamente  o posicionamento da equipa. Jogou encolhida em muitos momentos do jogo e sem qualquer capacidade de pressão em zonas altas do terreno, para além da dificuldade que a equipa teve  na ligação do seu jogo ofensivo, a bola não chegava aos decisores, e todos sabemos que Taremi não rende nada de costas para a Baliza... Enfim, quais as razões para isto? Dá outro post…pois neste especto, acho que os jogadores que estiveram bastante abaixo do exigível, tiveram 90% de responsabilidade.

Nota Final: Mister não tenha medo de abusar da nossa identidade, o mister já provou que ela é boa, constatamos é que por vezes esta não resulta.Acho que adianta perceber porquê que de vez em quando não resulta:
 
Temos posições ocupadas  com "moveis de porcelana"... e isso não é bom, traz sempre muita insegurança á equipa, torna-a bastante mais frágil,  talvez também alguns elementos da nossa equipa estejam abaixo do exigível (a paragem também pode explicar a falta de ritmo)... a questão é saber se temos outros em melhor nível...
 
Sorte para quarta feira!

Algumas ideias sobre o plantel

O Rio Ave não está - nesta fase - tão forte como todos gostariamos (e até falo mais em termos exibicionais do que de resultados) e ontem, a propósito do que disse Taremi, apontei aqui alguns dos motivos.
Mas há algo que deve ser acrescentado, sem prejuízo de um balanço mais definitivo daqui a algumas jornadas: o valor coletivo do plantel.
É verdade que há alguns jogadores que não estão a render o que sabem e podem mas, sejamos honestos, isso acontece em algum momento com todos os jogadores.
O problema é que o plantel parece não dar garantias em termos de alternativas a esses jogadores.
É como se tivessemos um bom onze, mas um banco com poucos recursos.
Além de Mané, quantos jogadores vemos que possam entrar e fazer a diferença?
Conseguirá Carvalhal potenciar melhor os jogadores disponíveis?


27.10.19

"Apenas falta mais confiança" (Taremi)

Mehdi Taremi dá hoje uma entrevista de duas páginas a O Jogo.
Uma análise interessante sobre a equipa e o Clube:
"O Rio Ave está entre as quatro ou cinco melhores [equipas portuguesas]. A verdade é que temos uma boa equipa, um bom treinador e excelentes condições. Penso que apenas falta mais confiança para estar num nível mais alto".

Numa frase, Taremi diz muito.
O Rio Ave tem jogadores de qualidade que estão a render menos do que se esperava. Nomes? Nuno Santos ou Diego Lopes, por exemplo. Filipe Augusto, Tarantini, Bruno Moreira e o próprio Taremi não estiveram ao seu nível em Paços de Ferreira.
Este não é o único 'problema' da equipa nesta altura (alguma instabilidade tática e o subrendimento de pelo três dos seis reforços também não ajudam), mas acredito que talvez seja o principal.

26.10.19

(0-0 em Paços de Ferreira) E não foi mau de todo...

Paços mais perigoso, acutilante e pressionante, Rio Ave mais desinspirado.
Primeira parte fraca da nossa equipa (primeiro ataque aos 8 minutos, primeira oportunidade aos 25m...).
Na segunda houve mais acerto e equilibrámos, mas sem dominar.
Nuno Santos teve o melhor lance do jogo, mas...
O empate é bom para nós, porque o Paços foi a equipa que mais fez para vencer.

Dito isto, alguma coisa está menos bem na nossa equipa.
Matheus fez muita falta (que diferença...) e continuamos mancos no lado direito (para que não haja dúvidas: para mim, a opção de Monte a lateral fragiliza a equipa).
Diego Lopes raramente veio buscar jogo para fazer a ligação entre setores. O Rio Ave procurava futebol direto (vertical) para o ataque, mas raramente corria bem.
Tarantini não conseguia, através dos passes, colar a equipa.
No ataque, desinspiração total (incluindo Taremi, que se voltou a lesionar), raramente a bola chegou a Bruno Moreira e quando chegou...
Melhor em campo: Aderllan, exibição irrepreensível.

Os três últimos jogos da nossa equipa, embora para competições diferentes, mostraram um Rio Ave mais frágil do que se espera.

25.10.19

(sub23: Rio Ave ,1 - Leixões, 1)

Só vi a última metade da segunda parte; falo por isso do que vi:
1) O Rio Ave fez mais do que suficiente para ganhar, perante uma equipa satisfeita com o empate e que na parte final raramente apareceu no ataque;
2) Apesar disso, há alguma falta de intensidade no futebol Rioavista; há vontade mas as pernas nem sempre respondem com aquela garra que caracteriza as equipas de Pedro Cunha;
3) Nuno Namora jogou a central e deu conta do recado.
(os manos jogaram juntos, há muito que não os via)

24.10.19

O efeito Taremi

Mehdi chegou ao Rio Ave e o seu efeito foi o de um furacão. A certo momento parecia que o Rio Ave se resumia a ser um “Mehdi + 10” tal a dependência que a equipa parecia ter do futebol prático e objectivo do avançado iraniano. Uma lesão veio serenar um pouco a euforia e reorganizar o colectivo dentro de campo.

Mas afinal, em termos práticos, qual a contribuição de Mehdi para estes 11 jogos do Rio Ave de 2019/2020?

Jogos: 7 (2 da Taça da Liga, 4 da Liga, 1 da Taça de Portugal; 4 fora e 3 em casa). Vencemos 4, empatámos 1 e perdemos 2;
Titular 3 vezes (2 Liga, 1 Taça da Liga);

Substituído na Liga contra o Aves;

4 vezes suplente utilizado (1 Taça da Liga, 2 vezes na Liga, 1 Taça de Portugal). Quando entrou estávamos a perder 2 jogos, a empatar 1 e a vencer 1. No final desses jogos perdemos 2 e vencemos 2. Foi em Condeixa que entrou com o jogo empatado, sendo que acabámos por vencer. No entanto só marcou 1 golo no encontro que já vencíamos (Oliveirense, Taça da Liga). Ainda assim não só o balanço de pontos é positivo, mas também o de golos. Depois de entrar em campo o Rio Ave marcou 3 golos e sofreu apenas 1;

Golos: 4 (1 Taça da Liga, 3 Liga);

Marcámos 12 golos enquanto esteve em campo nos 7 jogos em que participou. Nesses 7 encontros fizemos 16 golos no total (temos 23 marcados no total das 3 competições). Nunca marcámos golos depois de Mehdi ser substituído;

Com ele em campo sofremos 4 golos num total de 7 golos sofridos nas 7 partidas em que jogou (no total das 3 competições são 13 sofridos). Antes entrar como suplente utilizado sofremos 2 golos e depois de sair como titular substituído sofremos 1 golo.

23.10.19

Matheus Reis (e Pedro Amaral)

Quantos apostariam no início da época que Matheus Reis seria um dos indiscutíveis de CC?
De tal forma assim é que é um dos 20 jogadores de todo o campeonato com mais minutos (Filipe Augusto e Kieszek são os outros representantes do Rio Ave).
E a verdade é que Matheus secou um dos reforços, Pedro Amaral, que basicamente ainda não teve a sua chance.
Essa oportunidade pode estar mais perto: Matheus é um dos jogadores da Liga com mais amarelos (4), mais a expulsão na Taça.

(resta acrescentar que Matheus terminou a época passada na bancada, para onde foi remetido por Daniel Ramos: Afonso Figueiredo e Coentrão foram os titulares e nos últimos três jogos Matheus nem convocado foi).

22.10.19

Porque faz sentido falar agora de eleições

Em novembro do próximo ano teremos eleições.
Falta muito, eu sei, mas há duas razões que me levam a falar agora do assunto.
1) Os estatutos dizem que um sócio pode votar após um ano de quotas pagas. Espero que não esteja em preparação uma entrada massiva de sócios apenas para apoiar um determinado candidato, porque isso desvirtua a (minha) ideia de eleições. O Rio Ave tem mais de 4000 sócios, mas sabe-se que não votam mais de 200 ou 300 nas eleições. Vamos ficar atentos.
2) A nova bancada será a obra mais estrutural desde a construção do Estádio. Mas imaginemos que aparece um candidato a propor (explicando como) um estádio novo. Daqui a um ano será tarde. Falar agora seria mais sensato.


21.10.19

Diogo Figueiras

Dos seis reforços, há um que não aparece - mesmo neste jogo da Taça de Portugal (dos seis só falharam Kieszek e Aderllan, mas por opção do míster, que quis dar lugar a outros).
O outro que não esteve na Taça foi Diogo Figueiras, percebendo-se hoje que a titularidade frente ao Tondela foi um erro, com consequências, até, para o próprio jogador.
Em Condeixa, quando se admitia que fosse um jogo bom para Figueiras regressar, Carvalhal  optou por não apresentar lateral, pondo Mané a fazer a linha (honestamente, não me parece ter sido uma opção vencedora).
O que se passa com Figueiras, que nem no banco esteve, em Condeixa?

PS - curioso é que não joga Figueiras nem Costinha.

20.10.19

O difícil trabalho de Pedro Cunha

Basta estar na bancada para perceber que para muitos adeptos Pedro Cunha não está no top da popularidade.
Respeito, mas, sinceramente, não percebo.
E tenho dificuldades em aceitar.
Não quero falar do passado, porque há milhares de treinadores que saíram dos seus clubes depois de terem feito coisas brilhantes (basta um mau início de época...), falo por isso do presente.
Tenho para mim que esta é a época mais difícil de sempre desde que Pedro Cunha é nosso treinador, mais difícil ainda do que liderar a equipa na distrital da AFPorto (onde se sabia que não podiamos subir de divisão).
O problema da equipa, como se viu mais uma vez na primeira parte do último jogo, não é de falta de qualidade no plantel mas provavelmente de falta de 'ambição' dos jogadores.
Quantos acreditam que podem chegar realmente à primeira equipa do Rio Ave?
Ainda mais significativo, depois do que aconteceu este verão com as não-saídas de Jaime, Tiago Pinto, Schutte, Leandro, entre outros: quantos acreditam realmente que podem vir a fazer uma carreira profissional [ou seja, falo de crise de autoconfiança de vários jogadores]?
Um exemplo: Carlos Alves foi considerado o segundo melhor guarda-redes da Liga Revelação e (a menos que me escape alguma coisa) não arranjou um clube da segunda liga ou do Campeonato de Portugal, ele que tanto precisa de jogar com regularidade a outro nível (podia falar de outros, como Tiago André).
É contra tudo isto que Pedro Cunha tem todos os dias que lutar.
Contrariar o 'destino' e puxar pelos miúdos, fazê-los sonhar que é sempre possível e que depende muito deles.
Não vejo outro treinador que pudesse fazer melhor neste contexto difícil. E, com tudo isto, o Rio Ave é quarto classificado, embora a 12 pontos do primeiro.
(foto: Facebook Rio Ave FC)


19.10.19

(Taça de Portugal: 0-1 em Condeixa) Foi mais frango assado do que leitão...

Ganhámos, era o mais importante, está tudo dito, venha o próximo adversário.

(ainda estão aí?)
Mas dizer apenas isto é pouco, como pouco foi o futebol do Rio Ave.
Ganhámos, fomos a melhor equipa, mas sofremos perante um adversário da terceira divisão e que está nos últimos lugares do seu campeonato.
Ao contrário do que foi dito, Carvalhal não apresentou o melhor onze (o melhor onze do Rio Ave tem de ter Filipe Augusto), mas não o critico por dar oportunidades a outros. É verdade que jogadores como Jambor (tão intranquilo, tantos passes falhados no final) ou Piazon estiveram abaixo do que se espera, mas não foram só eles.
O míster já disse que houve problemas com os três avançados, mas qualquer Rioavista esperava mais.
Afinal o sintético foi o maior problema?

Uma nota final para o sistema tático; Carvalhal voltou a jogar com três defesas, sem lado direito e com dois defesas esquerdos.
O míster sabe muito da bola, mas não me parece que tenha resultado.
(o cruzamento de Mané, uma das raras  coisas boas deste jogo; foto: Facebook Rio Ave FC)


18.10.19

Liga Revelação: Rio Ave vence 2-1 o Portimonense

Uma vitória muito sofrida, conseguida já no final dos descontos (Leandro falhou uma grande penalidade mas Hugo Pinho emendou para o fundo da baliza), mas que premeia o querer da equipa, sobretudo na segunda parte.
O Portimonense é uma boa equipa, com elementos de valor, e vendeu cara a derrota.
A vitória caiu para o lado de quem mais a procurou.

A primeira parte foi muito dividida e o adversário mostrou-se mais atrevido e assertivo.
O nosso meio campo esteve desinspirado (Diogo Teixeira claramente uns furos abaixo do que pode e sabe) e não é por acaso que Pedro Cunha mudou os três titulares em quatro substituições.
Na primeira parte apenas Bruninho criava perigo, mas acabou por ser o primeiro a sair (deixando em campo Furtado, por exemplo).
Na segunda parte, houve mais garra e isso fez a diferença.
Melhor em campo: Tiago André (não é o mesmo Tiago André da época passada, mas se a equipa tivesse, vá lá, metade da sua garra seriamos sempre mais fortes)

Três jogos de preparação (dois empates e uma vitória)

Nesta longa paragem competitiva (que só não foi maior, porque tivemos Taça da Liga), o Rio Ave fez três jogos de preparação.

Começou por empatar a 4 golos em Famalicão (Matheus Reis, Carlos Mané, Ronan e Nuno Santos apontaram os golos), num jogo que marcou o regresso de Joca à competição e que pemitiu a Junio Rocha voltar à linha direita (Figueiras foi suplente).

No dia seguinte recebemos o Feirense. Carvalhal chamou ao onze os jogadores menos utilizados e houve ainda alguns sub23 na equipa. 1-1 final, com Bruno Moreira a marcar o nosso golo {os três jogos foram à porta fechada, mas deste ainda houve menos informação).

Finalmente na passada quarta-feira fomos vencer o FC Vizela por 3-0. Mais uma vez, um misto de jogadores menos utilizados com alguns dos sub23 (o site fala no defesa João Pedro e nos médios Leandro e Rúben Gonçalves). Ronan marcou os 3 golos, com duas assistências de Lucas Piazon (Tarantini fez a outra).
(Ronan, 2 jogos, quatro golos)

17.10.19

O impressionante Tarantini


O nosso capitão pode até nem ser o jogador em maior destaque neste início de época, mas aquilo que ainda vai fazendo impressiona-me.

Há poucos dias Tarantini fez 36 anos, mas continua a ser figura de proa deste Rio Ave de 2019/2020. Está connosco há 12 anos, soma 382 jogos e 35 golos. Só não marcou golos em 2011/2012.

Hoje por hoje é o segundo mais utilizado, esteve em todos os jogos e é o 4º melhor marcador. Já se começou a tratar da renovação de contrato?

16.10.19

Mais eficazes e menos faltosos

Os 10 jogos até agora disputados foram todos organizados pela Liga de Clubes. A Liga no seu site divulga sempre as fichas dos jogos e partilha alguns dados estatísticos dos jogos. Compilados esses dados temos que:
calcar na imagem para aumentar
- temos mais posse de bola, rematamos mais vezes que os adversários e somos mais eficazes;
- ficamos a perder no número de cantos conquistados. Neste particular tem grande influência o jogo da Taça da Liga em Alvalade onde não conquistámos nenhum canto e o Sporting 9. Ainda assim, vencemos esse jogo.

Disciplinarmente também somos mais certinhos:


menos faltas e menos cartões, sejam eles de que cor forem.

15.10.19

Golos para muitos gostos.

Mas não para todos.
calcar na imagem para aumentar
- 8 jogadores a marcar golos. Talvez Filipe Augusto seja presença surpreendente, mas como só marca de penalty e já tivemos 6 a favor, 5 batidos por ele, o facto está explicado. De resto, tivesse marcado o que falhou nas Aves e era líder isolado dos marcadores;

- 12 golos de pé esquerdo; vale o que vale, mas também se explica porque 4 desses são de penalty e marcados pelo canhoto Filipe Augusto; de cabeça somos deficitários e temos alguns dos atletas mais altos da Liga Nos;

- a grande maioria dos golos acontecem em situações de bola corrida. Mas em situações de bola parada também estamos melhores que os adversários pelo elevado número de penalties a favor de que já beneficiámos. Em livres directos temos muito espaço para melhorar. No ano passado tínhamos Schmidt e Galeno como especialistas, mas este ano parece não haver quem possa fazer a diferença nesse aspecto;

- marcámos o mesmo número de golos nas primeiras e nas segundas partes (11), mas é nas segundas que mais sofremos (7 contra 6 das primeiras partes);

- nos intervalos de tempo em que dividimos os jogos, o Rio Ave só ainda não marcou entre o 10º e 20º minuto das primeiras partes.