Destaques

Noticias Oficiais Rio Ave

13.3.26

Um mês e meio depois, que impacto estão a ter Clayton e André Luiz no Olympiakos?



É praticamente consensual entre os adeptos do Rio Ave que as saídas de Clayton e André Luiz, no mercado de janeiro, foram prejudiciais para a equipa. Estamos a falar de dois jogadores que, juntos, eram responsáveis por perto de 70% dos golos do Rio Ave no campeonato, números que por si só explicam a importância que tinham no funcionamento ofensivo da equipa.

As transferências foram muito contestadas na altura, não só pelo momento em que aconteceram, mas também pela forma como deixaram o plantel claramente fragilizado. Ainda assim, na Grécia, a chegada dos dois jogadores ao Olympiakos foi vista com expectativa, existindo a ideia de que poderiam acrescentar qualidade imediata à equipa.

Passado pouco mais de um mês, começa a fazer sentido fazer uma primeira avaliação:
terão sido, para já, uma mais-valia para o Olympiakos?

No caso de André Luiz, desde a sua transferência o clube grego realizou 9 jogos. O extremo participou em 7 desses encontros, mas foi titular apenas em 2, somando até ao momento 0 golos e 0 assistências. Tem sido utilizado com alguma regularidade, mas ainda longe de assumir um papel decisivo na equipa.

Já Clayton tem tido ainda menos espaço. Desde que chegou, o Olympiakos disputou 8 jogos, mas o avançado brasileiro participou apenas em 4. Num deles entrou já depois dos 90 minutos e, nos restantes, foi sempre utilizado a partir da segunda parte, nunca antes dos 64 minutos. Também aqui, o registo é claro: 0 golos e 0 assistências.

Perante estes números, é justo dizer que, para já, nenhum dos dois jogadores se afirmou como aposta forte no Olympiakos, muito menos ao ponto de justificar a forma como saíram do Rio Ave, sobretudo no caso de Clayton, que era a principal referência ofensiva da equipa.

Naturalmente, é cedo para tirar conclusões definitivas, mas a verdade é que, neste momento, a mudança não parece estar a ser particularmente positiva para os jogadores — especialmente para Clayton — pelo menos do ponto de vista desportivo.
Financeiramente poderá ter sido um passo em frente, mas dentro de campo, o protagonismo que tinham em Vila do Conde está ainda longe de se repetir na Grécia.

E olhando para o que aconteceu desde janeiro, fica a sensação de que o Rio Ave perdeu muito…
e que o Olympiakos, para já, ainda não ganhou assim tanto.

12.3.26

Eu nunca vi tal (uma equipa sem avançados no banco)

 Atentem por favor a esta lista de suplentes:

Exato, não há qualquer avançado. 
Mais, saíram os dois extremos (com o resultado a zeros) e entraram dois médios. Segurar o resultado?

Segunda, em Tondela, Tamble no banco (por razões médicas) e mais uma vez nenhum extremo.

Ou seja, se um deles se lesiona, o treinador tem de fazer remendos (Vroussai a extremo, para Sotiris, é um remendo), em vez de convocar os extremos que tem no plantel. Ou, como o Daniel, hoje, sugere, ir buscar alguém aos sub23 (Sawané ou Dudu), até como sinal de que, estando a jogar bem, este jovens podem chegar à primeira equipa - se não chegam, para que servem os sub23?

Já agora, espero que um dia se venha a saber porque é que Lobato (um jogador em que muitos depositavam esperanças) nunca jogou e Medina, um jogador bastante caro, também não é opção.
 

Sawané não pára de marcar nos sub-23... Merece ser aposta?





Nas últimas jornadas tem sido evidente que Marc Gual deixou de ser opção. Não há qualquer informação de que o jogador esteja lesionado ou inapto, e até nas redes sociais é possível vê-lo a manter a rotina normal, o que leva a crer que a sua ausência das convocatórias se deve apenas a opção técnica. Tudo indica que Sotiris não confia no avançado para ser solução nos jogos.

Situação semelhante vive Zoabi. O jogador tem tido utilização muito reduzida desde que chegou, somando apenas 6 jogos esta temporada pelo Rio Ave e um total de 93 minutos no campeonato. Em várias partidas tem ficado mesmo fora da convocatória, sendo enviado para a bancada, o que reforça a ideia de que também não entra nas contas do técnico grego.

Perante este cenário, sobra praticamente apenas Tamble como referência para a posição de ponta-de-lança. Blesa pode atuar na posição 9, mas trata-se de uma adaptação e não de uma solução de raiz. Ao longo de um jogo, sobretudo quando é preciso mudar alguma coisa, torna-se importante ter uma alternativa no banco para essa posição.

Se Gual e Zoabi não convencem a equipa técnica, talvez faça sentido olhar para os sub-23. Nos sub-23 há um jogador que tem dado nas vistas nas últimas semanas: Mamadou Sawané. O jovem avançado senegalês soma já 7 golos esta temporada, sendo que 6 deles foram marcados nos últimos 8 jogos. Curiosamente, até meados de dezembro era maioritariamente suplente, mas desde que começou a ter mais minutos tem correspondido com golos.

Poderia ser interessante dar uma oportunidade ao jovem. Nem que fosse para começar no banco e ganhar contacto com a equipa principal, o Rio Ave ficaria com mais uma solução para lançar durante o jogo.

Perante as dificuldades ofensivas que a equipa tem sentido em alguns momentos, talvez não fosse descabido olhar para os sub-23 e experimentar levar Mamadou Sawané a jogo.

10.3.26

Van Der Gouw: chegou, agarrou o lugar… e agora?


O mercado de inverno trouxe muitas mudanças ao plantel do Rio Ave. Saíram vários jogadores, entraram outros tantos.

Entre as várias contratações, o destaque mais evidente tem sido, de forma geral, Bezerra. É provavelmente o reforço mais vistoso, aquele que mais facilmente chama a atenção de quem vê os jogos. Tem qualidade, tem irreverência e tem sido um dos jogadores mais participativos na manobra ofensiva, apesar de ontem ter falhado uma grande penalidade que podia ter tornado o jogo mais tranquilo.

Mas nem sempre quem mais dá nas vistas é quem tem sido mais decisivo.

Há um reforço que merece um destaque especial pela forma como chegou e assumiu de imediato um papel de enorme responsabilidade: Ennio Van Der Gouw.

O guarda-redes holandês entrou na equipa num contexto exigente. Aproveitou a lesão de Miszta e as prestações pouco seguras de Chamorro para ganhar espaço, mas o que podia ter sido apenas uma solução temporária transformou-se rapidamente numa aposta firme de Sotiris.

Desde que chegou, Van Der Gouw tem sido titular, tem transmitido segurança e, jogo após jogo, tem justificado a confiança do treinador. Ontem voltou a ser decisivo, com intervenções importantes que ajudaram a segurar um resultado que era fundamental para o Rio Ave.

Aliás, para mim e também para vários órgãos de comunicação social digitais, foi mesmo o melhor jogador em campo. E não é a primeira vez que o nome do holandês surge associado aos destaques da equipa desde que chegou.

Num momento em que o Rio Ave precisava de estabilidade, encontrou-a, curiosamente, na posição onde parecia haver menos dúvidas tendo Miszta disponível.

E isso levanta agora uma questão interessante.

Com o regresso de Miszta às opções — ontem já voltou ao banco — será que Van Der Gouw vai manter a titularidade?

Sotiris tem aqui uma decisão delicada.
Por um lado, Miszta era o titular antes da lesão e é um guarda-redes que de forma geral demonstrou confiança.
Por outro, Van Der Gouw entrou, respondeu, agarrou o lugar e tem sido um dos jogadores mais consistentes da equipa nas últimas semanas.

No futebol, diz-se muitas vezes que quem entra e rende não deve sair.
Mas também sabemos que as decisões no nosso clube, nas últimas duas temporadas, nem sempre são lógicas.

Para já, fica o registo:
no meio de um mercado cheio de mudanças, há um reforço que chegou sem fazer muito barulho… e que tem sido dos mais importantes dentro de campo.

E isso, neste momento da época, vale muito.

Obrigado Blesa: único a marcar desde as saídas de Clayton e André Luiz




Depois de sete jornadas sem conhecer o sabor da vitória, o Rio Ave voltou a somar três pontos ao vencer no terreno do CD Tondela. O golo decisivo foi apontado por Jalen Blesa, uma das contratações do mercado de inverno.

O avançado espanhol chegou em janeiro, ao mesmo tempo que Tamble, com a responsabilidade difícil de ajudar a colmatar as saídas de Clayton e André Luiz, dois jogadores que tinham grande peso na produção ofensiva da equipa. Desde então, Blesa já leva dois golos apontados com a camisola do Rio Ave.

Curiosamente, esses dois golos, marcados em cinco jogos, fazem dele o único jogador do plantel a faturar desde as saídas de Clayton Silva e André Luiz. Desde a vitória frente ao Casa Pia, a 4 de janeiro — partida em que foram precisamente Clayton e André Luiz a garantir o triunfo — nenhum outro jogador conseguiu marcar pelo Rio Ave, além do avançado espanhol.

Este dado ajuda a perceber bem as dificuldades ofensivas que a equipa tem sentido nas últimas semanas. A produção atacante já tem sido curta, mas arrisca-se a dizer que teria sido praticamente inexistente sem a chegada de Blesa neste mercado de inverno.

Obrigado Blesa!

9.3.26

Finalmente 3 pontos! Rio Ave vence em Tondela




Nos primeiros 45 minutos tivemos um domínio da posse de bola do Rio Ave (quase de 60%) mas sem materializar em perigo na baliza do Tondela.

Primeiro remate do Rio Ave (muito longe da baliza) foi feito por Spikic aos 19min. Deu a ideia que a ideia de jogo do Tondela era oferecer a bola ao Rio Ave e jogar mais em transição. Apesar do Rio Ave ter muita bola, não criou jogadas de perigo.

A primeira equipa equipa a criar perigo foi o Tondela aos 30 min por bola parada (grande defesa do Ennio).

Aos 32 minutos, blesa mandou a bola ao poste depois de um cruzamento fantástico de Bezerra.

O Tondela aos 35 mandou uma bola a trava, com um grande desvio de Ennio (o melhor jogador do Rio Ave - decisivo nestes dois momentos cruciais).

Já perto do fim da primeira parte, o Rio Ave dispôs de uma grande penalidade mas Bezerra mandou a bola à trave.

Resultado justo face às oportunidades criadas pelas duas equipas.

Na segunda parte, o Tondela entrou com outra estratégia e subiu linhas e quis assumir mais o controlo do Jogo. Logo aos 52min, criou mais uma grande oportunidade de golo (nova bola ao poste - a quarta da partida).

Até aos 70min, o Rio Ave não criou qualquer oportunidade de golo no entanto blesa marcou o primeiro da partida assim que teve a primeira oportunidade (falha do defesa do Tondela).

Até ao fim, vimos um Tondela mais lançado para o ataque permitindo espaços ao Rio Ave.

O resultado justo talvez fosse o empate. O Rio Ave não jogou suficiente para vencer o jogo no entanto nesta fase o mais importante são os pontos e esses vieram para os Arcos.


MVP: Ennio
Menção honrosa para Ryan Guilherme: parece que tem mais do que qualidade para assumir uma posição no meio campos (seja no lugar de Ntoi ou Nikitscher)

Outra vez a escrever o mesmo - Hoje temos um jogo importante


Parece sina. Nas últimas semanas tenho escrito várias vezes que o Rio Ave tem pela frente jogos importantes. Pode soar repetitivo, mas a verdade é que os resultados que temos somado — seis derrotas consecutivas e, na última jornada, apenas um empate — fazem com que, semana após semana, seja impossível escrever outra coisa que não seja sobre a importância do jogo seguinte.

E desta vez não é diferente.

O Rio Ave desloca-se a Tondela para defrontar o atual penúltimo classificado, num jogo que pode ter consequências diretas na classificação. Em caso de vitória do Tondela, somos ultrapassados e caímos para o penúltimo lugar. Uma situação que, no início da época, muitos considerariam impensável.

A realidade é que estamos numa luta pela permanência, e cada jornada que passa confirma-o.

Nesta última jornada, praticamente todos os nossos adversários diretos pontuaram:
o Santa Clara somou três pontos, Nacional, Casa Pia, Estrela da Amadora e Alverca pontuaram 1 ponto, e apenas o Arouca saiu derrotado. 

Os números são particularmente preocupantes quando se olha para o rendimento recente.

Nos últimos cinco jogos, o Rio Ave é a equipa com menos pontos conquistados — apenas um.
Nos últimos dez jogos, volta a ser a equipa com menos pontos — cinco.
Se alargarmos a análise para quinze jogos, apenas o AFS tem menos pontos do que o Rio Ave.
E olhando para as últimas vinte jornadas, só AFS e Santa Clara apresentam registo inferior.

Estes números dizem tudo. Demonstram, sem margem para discussão, qual tem sido o rendimento pontual do Rio Ave desde cerca da décima jornada do campeonato.

É verdade que, nos últimos dois ou três jogos, a equipa até mostrou sinais de melhoria na qualidade de jogo. Mas no futebol, por mais que se valorize a exibição, o que decide campeonatos são os pontos. E nesse capítulo, os números trazem ao de cima uma verdade nua e crua que não pode ser ignorada.

Por isso, volto a escrever aquilo que já parece repetido, mas que continua a ser verdade: este é, novamente, o jogo mais importante do momento.

Não apenas porque a classificação aperta, mas porque é frente a um adversário que luta exatamente pelos mesmos objetivos. Jogos destes valem mais do que três pontos. 

Posso voltar a dizer isto na próxima semana.
E provavelmente direi, se os resultados não aparecerem.

Mas, para já, não há volta a dar:
em Tondela joga-se muito mais do que mais uma jornada.

4.3.26

E Lina apareceu!

Nunca vimos o 'pai' Marinakis, que, a propósito, só esteve uma vez em Vila do Conde, mas hoje pudemos ver que Lina Souloukou, o braço-direito do investidor grego para os negócios do futebol, está por cá. 

Desde a saída de Boaz Toshav, esta é a primeira vez que vemos um dirigente da SAd, que não a presidente. 

Será que a oportunidade vai servir para Lina dizer o que quer o investidor para o Rio Ave? Recordo que as explicações relativas aos despedimentos de dezembro ou às vendas de janeiro nunca chegaram. 
 

Compensar em atitude o que falta em qualidade

Como assinalei aqui, há um mês, o Rio Ave, de um momento para o outro, perdeu os seus 4 melhores jogadores.

Vieram outros, mas acho que ficámos a perder na troca.

Apesar de quatro contratações terem custado mais de oito milhões de euros, de acordo com os dados do Transfermarket, reproduzidos pelo Sindicato dos Jogadores (impressiona-me a facilidade com que, hoje, se gastam milhões de euros), olhamos para o plantel e não vemos - é a minha opinião - quem possa fazer a diferença e resolver num lance individual. Bezerra parece ser o melhor, mas quando comparado a André Luís... Guilherme, o mais caro dos quatro, ainda não foi titular.

Sei que os jogadores estão cá há pouco tempo e que provavelmente ainda se estão a adaptar, mas só temos 10 jornadas para resolver o 'problema'. 

Para sermos felizes no final da época, a qualidade técnica e individual tem de dar lugar, ou pelo menos tem de estar associada, a um empenho redobrado, a mais atitude, a um futebol com mais intensidade.

Sotiris acha que vai conseguir: "Eu acredito que todos os jogos até ao fim vão ser importantes. Não é só focarmo-nos no que está distante, é ir jogo a jogo e pôr toda a energia nestes jogos. Vamos procurar vencer para voltarmos a ganhar a nossa confiança."
 

3.3.26

Segunda-feira às 20h15 a mais de 2h de distância: Porque não?



158 quilómetros de distância.

Cerca de duas horas de viagem entre Vila do Conde e Tondela.
O dobro se contarmos com a ida e o regresso.

E a Liga decidiu marcar o jogo para segunda-feira, às 20h15.

A pergunta impõe-se: quem, no seu perfeito juízo, faz uma marcação destas?

Qual foi o critério? Qual foi a lógica? Qual foi o argumento que sustentou esta decisão?

Não pode ser o período de descanso. Ambas as equipas jogaram no domingo anterior e nenhuma tem compromisso a meio da semana. Não há sobrecarga europeia e não há taças pelo meio...

E, curiosamente, nesta mesma jornada existe um Estoril–Casa Pia marcado para sábado às 20h30. Duas equipas separadas por cerca de 20 quilómetros. Um jogo regional, com deslocação simples, perfeitamente ajustado a um horário mais tardio. Não faria mais sentido ser esse o jogo agendado para segunda-feira?

Mas não.
O jogo de segunda-feira é aquele que obriga a adeptos a sair do trabalho, a fazer duas horas de estrada, a assistir ao jogo e a regressar a casa já pela madrugada dentro.

Na melhor das hipóteses, entre apito final, saída do estádio e viagem de regresso, os adeptos do Rio Ave estarão a chegar a Vila do Conde por volta da 1h30 ou 2h da manhã. Num dia de semana. Com trabalho no dia seguinte. Com filhos que têm escola. Com responsabilidades normais de quem vive fora da bolha do futebol profissional.

Que sentido faz isto?

Fala-se tanto em aproximar os adeptos do espetáculo, em valorizar quem vai ao estádio, em criar ambiente, em promover o produto. Mas depois tomam-se decisões destas, completamente desligadas da realidade de quem sustenta o futebol com presença, bilhete e paixão.

Os adeptos não são figurantes de grelha televisiva. Não são números numa folha de Excel. São pessoas reais, com horários reais, vidas reais e limites reais.

Mas parece que quem decide os horários não conhece essa realidade. Ou pior: conhece e não quer saber.

Perdoem-nos os senhores de gravata, mas quem toma decisões destas demonstra uma preocupante falta de sensibilidade. Porque o futebol pode ser negócio, pode ser televisão, pode ser marketing — mas sem adeptos não passa de um produto vazio.

E marcar um jogo destes para segunda-feira às 20h15 é mais um passo nessa direção.

1.3.26

(0-0 com o Famalicão) Que os últimos 10 minutos nos inspirem para o que resta do campeonato

 O Rio Ave precisava de ganhar, mas ficou com apenas um ponto.

O Famalicão, sem ser muito melhor, teve as melhores oportunidades e nós apenas estivemos bem a defender (Brabec foi um monstro, Abbey entrou para o lugar de um 'desaparecido' Omar, Mancha precisa de mais confiança). 

No ataque, apenas Bezerra e Vroussai fizeram a diferença, uma vez que as limitações e Tamble, Blesa e mesmo Spikic são evidentes.

Ainda assim, e já depois das alterações, os últimos 10 minutos foram nossos e podiam ter resultado em golo. Faltou uma pontinha de sorte para somar os 3 pontos.

O resultado ajusta-se, mas ficou a ideia de que se a equipa tiver, daqui para a frente a agressividade que teve na parte final e Sotiris fizer alguns acertos (Ryan merce ser titular e Papakanellos a extremo não funciona) podemos ir buscar pontos nos próximos jogos


 

26.2.26

O jogo mais importante de Sotiris




Este fim de semana, o Rio Ave FC recebe o FC Famalicão num jogo que, não sendo decisivo em termos matemáticos, assume uma importância enorme no contexto atual da época.

Não direi que é um jogo decisivo — porque, objetivamente, não o é —, mas será, muito provavelmente, o encontro mais importante para Sotiris desde que assumiu o comando técnico do Rio Ave. A equipa vem de seis derrotas consecutivas, numa sequência negativa que deixou marcas claras na classificação, no ambiente interno e na confiança dos sócios.

Importa recordar que Sotiris esteve, na prática, despedido há cerca de três semanas, acabando por permanecer no cargo por falta de alternativa imediata. Desde então, o Rio Ave perdeu frente ao Moreirense — num jogo em que até apresentou bons momentos — e voltou a perder no Dragão frente ao FC Porto, num desfecho justo face à diferença entre as equipas.

Ainda assim, para a esmagadora maioria dos sócios (senão para todos), este jogo frente ao Famalicão é encarado como o jogo da viragem, aquele que pode marcar o início do caminho para a permanência na Primeira Liga.

Acredito que o Rio Ave irá apresentar um onze diferente daquele que alinhou no Dragão. É expectável existirem alterações - Tamble regressa às opções. A saída de Olinho surge como a hipótese mais forte, embora Spikic também possa ser sacrificado. A alternativa menos provável será a saída de Bleza.

Com 11 jornadas ainda por disputar e com os lugares de descida cada vez mais próximos, não há margem para grandes cálculos: o Rio Ave tem de jogar para ganhar. Mais do que a exibição, mais do que o modelo ou a estratégia, este é um jogo onde o resultado será determinante — para o treinador, para a equipa e para o futuro imediato do clube.

25.2.26

Sotiris II

É cedo para dizer que há um Rio Ave antes de depois do pseudo-despedimento de Sotiris.

Mas algumas coisas, que não os resultados😇, estão objetivamente diferentes desde o jogo com o Braga. 

Primeiro, o Rio Ave passou a jogar com 4 defesas, o que permite ganhar um homem no meio campo, lacuna tantas vezes apontada ao treinador, sobretudo quando jogava em 5-2-3 (os dois homens do meio campo eram insuficientes para o número de adversários naquela zona). Pena não termos Aguilera, que estava em bom momento de forma.

A segunda mudança tem a ver com as escolhas o treinador. Parece que Sotiris agora escolhe os melhores e não apenas aqueles que Atenas quer ver em campo. Liavas é o exemplo mais flagrante - Nikitsher, sem ser um craque, é melhor.

Será que o novo Sotiris vai mostrar ao velho Sotiris como se faz? 

Pohlmann (a avançado ou a médio centro) já fez 54 jogos pelo Rio Ave. Marcou um golo. Alguém se lembra de algo que mereça ser destacado e que tenha ficado na memória? Eis um caso a que Sotiris II deveria estar mais atento. João Graça faria melhor!
 

 

24.2.26

Pedro Marques Lopes: o seu lado A, B e C (direito de resposta)

 

Á cerca do comentário Pedro Marques Lopes  ao jornal Record desta segunda feira.

(comentário do jornal record do dia 23/02)


A liberdade de expressão é das coisas mais importantes na nossa sociedade no entanto é fascinante observar a autoridade moral deste indivíduo.

Diz ele que o meu clube é isto ou aquilo? É tocante. Vindo de alguém que elevou o conceito de "comentador isento" a um novo patamar.

Para quem não conhece o seu currículo, o Pedro é um verdadeiro artista da sobrevivência. Já foi escrito que foi acólito número um de Passos Coelho, mas a sua bússola ideológica deu uma volta de 180 graus mais rápida que uma jogada do Quaresma. De repente, sem se perceber bem o porquê, o PSD estava "seco" e o PS de Sócrates — sim, esse paladino da transparência — passou a ser o seu "novo destino de elogios". Aliás, Sócrates gostava tanto dele que até usou os seus artigos para atacar juízes. Que honra, não é? Quem não se lembra do pseudónimo "Miguel Abrantes"?

Ele fala do meu clube, mas esquece-se que a sua carreira é uma autêntica Casa da Sorte. Administrador aqui, empresário de postos de gasolina ali, comentador em todo o lado... é o sonho americano, mas com sotaque da Foz e o conforto do sistema português. O Pedro é muito critico do modelo de gestão da SAD do Rio Ave (e com alguma razão), mas pelo vistos é dos primeiros a entrar no avião do seu clube para ir ver a bola lá fora - com viagem, comida e estadia paga - (por ser a figura que é), à custa dos seus associados e acionistas. Ainda em 2024, aceitou novo convite (continuidade) para o Conselho Superior de uma direção cuja falta de idoneidade já era, à data, um facto público e notório.

É preciso ter um desplante monumental para atirar pedras quando se vive, aparentemente pelo o que é noticiado, num palácio de vidro construído com favores, viagens de borla e amizades de conveniência política.

Parece-me que o Pedro Marques Lopes não é um comentador, é um prestador de serviços de opinião. Hoje ataca o meu clube, amanhã. talvez, elogie quem lhe der palco (ou um lugar na comitiva). No fundo, ele é como aqueles bilhetes de lotaria que ele administrava: muita parra, pouca uva, e a probabilidade de sair algo de jeito é quase nula.

23.2.26

(futsal e formação) Fim de semana desportivo pouco positivo: 4 derrotas e 1 vitória.

 

Foi um fim de semana negativo para o Rio Ave (perdeu em toda a linha tirando os sub-19).

A equipa de futsal defrontou o Caxinas este fim de semana e saiu derrotada do encontro (6-3). O Rio Ave até foi para o intervalo a vencer por 2-3 mas na segunda parte o Caxina iria marcar 4 golos e o Rio Ave não marcou mais. Com este resultado mantemos o 5º lugar com a mesma distância do 6 e 7 classificado que também saíram derrotados este fim‑de‑semana. 




As séniores femininas, saíram derrotadas no jogo fora de portas frente ao Torrense. (1-0). A equipa continua assim em zona de despromoção sendo que viu aumentar a diferença pontual para a "tábua de salvação" (Racing Power FC foi vencer ao Vitória).




Os Sub-19 continuam a sua grande temporada (3º lugar na fase de apuramento ao campeão) e venceram o Leiria por 1-0 somando assim mais 3 pontos. Golo de Luís Rasgado.




A equipa de sub-17 (que está a disputar a fase de apuramento ao campeão) voltou às derrotas depois de na jornada passada ter conquistado um empate. Desta vez a derrota foi frente ao SC Braga. Com 4 jornadas disputados, o Rio Ave soma 1 empate e 3 derrotas (objetivo minimo da manutenção já foi conseguido)



Por fim, a equipa de sub-15, que está neste momento a lugar pela manutenção (não conseguiu apuramento para a fase de campeão), "somou" a primeira derrota nesta fase frente ao Vitória de Setúbal (2-0). Apesar desta derrota, o Rio Ave está a 8 pontos da linha de água.



 

O que os dados nos dizem para estas últimas 11 jornadas




Faltam apenas 11 jornadas para o final do campeonato.

Estão ainda em disputa 33 pontos e o Rio Ave terá pela frente 6 jogos em casa e 5 fora.

Tradicionalmente, diz-se que a fasquia dos 32 pontos é suficiente para garantir a manutenção, embora saibamos bem que nem sempre essa regra se aplica (basta lembrar a época em que descemos, apesar de termos ultrapassado esse número). Ainda assim, é uma referência útil para tentar perceber onde podemos chegar.

Partindo dos dados desta temporada, vale a pena olhar para as médias de pontos conquistados.

Em casa, o Rio Ave apresenta uma média de 0,818 pontos por jogo. Mantendo esse registo nos seis jogos que ainda faltam disputar nos Arcos, isso traduzir-se-ia em cerca de 4,9 pontos.
Fora de portas, a média é ligeiramente superior: 0,916 pontos por jogo. Com cinco deslocações por realizar, isso daria aproximadamente 4,6 pontos.

Somando ambos os cenários, o Rio Ave poderá conquistar cerca de 9,5 pontos até ao final da época. Tendo atualmente 20 pontos, isso colocaria a equipa nos 29/30 pontos finais, abaixo daquilo que normalmente é considerado a “linha segura”.

À luz destes números, é impossível ignorar que o clube corre riscos reais de descer de divisão. O histórico recente não permite grande tranquilidade e os dados estatísticos, por si só, não são animadores.

Ainda assim, há espaço para algum otimismo.

Desde que Sotiris abandonou a linha de cinco defesas e ajustou o sistema tático, a equipa parece mais solta ofensivamente e mais capaz de criar situações de perigo. A produção ofensiva tem margem clara para crescer — até porque os números recentes são preocupantes: apenas 6 golos marcados nos últimos 10 jogos, contra 21 sofridos.

Se esta mudança tática se traduzir em mais golos e mais pontos, o cenário pode alterar-se de forma significativa. O calendário ainda permite corrigir o rumo, mas será fundamental transformar essa melhoria exibicional em resultados concretos.

O tempo começa a escassear.
Diria que já este fim de semana, é imperativo conquistar os 3 pontos frente ao Famalicão, para que possamos iniciar a recuperação que todos nós desejamos.
A bola está do lado da equipa e acredito que com a implementação deste novo sistema de jogo, temos força, vontade e qualidade para derrotar o nosso "vizinho".

22.2.26

(derrota 1-0 no Dragão) A equipa parece estar a melhorar

 A vitória do FC Porto nunca esteve em causa (três bolas no ferro), mas o Rio Ave deu alguns sinais que podem indiciar um final de época mais positivo do que se se chegou a temer.

É verdade que este Porto é bem menos intenso do que a da primeira volta, e que o Rio Ave beneficiou disso para ganhar muitas bolas no meio campo, mas também vi mais ligação entre setores e mais qualidade em alguns jogadores (Bezerra, Nikistcher, Brabec - apesar do lance do golo).

O que continuo sem perceber é a falta de avançados no banco, tal como tinha sucedido frente ao Moreirense. O Rio Ave poderia ter sido mais ousado na segunda parte, mas além de Zoabi (ou seja, nada!) não tinha mais ninguém para lançar. Como é que uma equipa pode querer ganhar um jogo sem avançados no banco? Onde está Gual? Onde está Medina? Bons ou maus, são os que temos, porque não jogam? 

Em resumo: derrota justa e normal. Frente ao Famalicão é o teste. O tudo ou nada. 

 


 

19.2.26

Caso André Luiz: Estrela diz que vai "agir com firmeza"



Ontem noticiámos declarações públicas de Evangelos Marinakis, nas quais o próprio admitiu ter recebido propostas superiores a 30 milhões de euros pelos passes de André Luiz (20 M€) e Clayton (10 M€).

Estas informações foram rapidamente difundidas pelos meios de comunicação social portugueses, o que levou, já hoje, o Estrela da Amadora a pronunciar-se publicamente sobre o tema.

Em comunicado, o Estrela afirmou que irá “agir com firmeza, responsabilidade e absoluto respeito pelas instituições”, sublinhando, no entanto, que não deixará de “defender integralmente os seus direitos nem de exigir a transparência que o futebol português merece”.

Na minha opinião, apesar de compreender perfeitamente a posição do Estrela da Amadora, é importante lembrar que cabe ao clube que detém a maioria do passe de um jogador definir o valor da sua venda e as respetivas condições de pagamento. É legítimo que o Estrela se sinta prejudicado pelo facto de a SAD do Rio Ave não ter aceite a proposta financeiramente mais elevada, mas não consigo identificar, do ponto de vista legal, qualquer irregularidade no processo.

Já do ponto de vista de sócio do Rio Ave FC, a leitura é bastante diferente. Enquanto associado, lamento profundamente que o Rio Ave FC não tenha concretizado um negócio por valores significativamente mais elevados e, sobretudo, ouvir o próprio dono do clube assumir que optou por reforçar outra equipa do grupo, prejudicando de forma clara os interesses do Rio Ave.


Eis o comunicado do Estrela:




Governar por narrativa


Vivemos tempos curiosos.

Tempos em que a realidade é flexível, a verdade é negociável e o cargo que se ocupa depende mais do sítio onde se escreve do que dos factos.

Imaginemos o seguinte cenário:
Sou um trabalhador por conta de outrem. Cumpro horários, recebo ordens, tenho chefias acima de mim e, no final do mês, recebo o meu salário. Tudo normal.

Agora imaginem que, um belo dia, entro no Linkedin e decido atualizar o perfil:
CEO da empresa onde trabalho.

Não mudei de funções.
Não assinei qualquer contrato novo.
Não fui nomeado.
Não passei a decidir nada.

Mas escrevi.
E publiquei.
E pronto: está feito.

A partir daí, começo a apresentar-me como CEO.
Vou a eventos.
Dou opiniões estratégicas.
Falo em nome da empresa.
E, quando alguém pergunta “mas isso é oficial?”, respondo com ar sério:
“Depende.”

No papel, não sou.
Na prática, também não.
Mas na narrativa… sou.

Se algo correr bem, lá estarei para sorrir na fotografia.
Se algo correr mal, direi que não tenho poderes executivos, que sou apenas um trabalhador como outro qualquer e que a responsabilidade não é minha.

Absurdo?
Claro que é.

No mundo real, isto teria um nome: falsa representação.
No futebol português, parece ser a gestão moderna.

Porque no Rio Ave estamos exatamente neste ponto:
não importa o que se é de facto, importa o que se diz que se é — e onde se diz.

Pode não constar nos registos.
Pode não estar formalizado.
Pode não existir legalmente.
Mas se aparecer nos canais certos, com a narrativa certa, passa a ser verdade suficiente.

E o mais curioso é que ninguém parece incomodado com isso.

O problema é que os sócios não vivem do "Linkedin".
Vivem de realidade.

E na realidade, quando as decisões são tomadas, quando pessoas são despedidas, quando processos judiciais se acumulam e quando o clube entra num silêncio ensurdecedor, alguém tem de ser responsável — não apenas figurante.



18.2.26

Marinakis confimou que André Luiz e Clayton valiam 30 milhões

Segundo o jornalista grego Nikos Kotsis, um dos melhores informados sobre o Olympiakos, Marinakis disse isto no momento da apresentação dos dois jogadores ex-Rio Ave: "Eu poderia ter vendido André Luiz para o Benfica ou o Wolverhampton por 20 milhões e Clayton para [um clube dos] Emirados por 10 milhões, mas eles vieram para cá para fortalecer o Olympiacos e nos ajudar a alcançar nossos objetivos."

A frase é agora reproduzida pela revista Kicker

Registo a sinceridade de Marinakis, mas, por outro lado, será mais difícil negar que o Rio Ave vai sair prejudicado pelos dois negócios. Sinceridade a mais?


 

 

17.2.26

«Tenho 100% de certeza de que sou o homem certo para tirar o Rio Ave desta situação»

Desconcertante, no mínimo, a declaração feita ontem por Silaidopoulos no final do jogo com o Moreirense: "Tenho 100% de certeza de que sou o homem certo para tirar o Rio Ave desta situação. Isso é garantido. Estou muito focado no meu trabalho e no que posso fazer para desenvolver e melhorar a equipa".

E a verdade é que há pelo menos uma pessoa que acredita nele.

(Uma coisa é eu não acreditar, e a minha opinião é irrelevante, outra é  Rio Ave permanecer na primeira divisão - que é o que todos queremos; espero estar enganado, portanto)
 


16.2.26

(1-2 com o Moreirense) Nem assim...

O Rio Ave fez o seu melhor jogo das últimas jornadas mas mesmo assim perdeu. A nossa equipa teve ocasiões suficientes para pelo menos empatar mas não houve... estrelinha. O Moreirense teve dois (bons) remates à baliza e marcou dois golos - fiquei com dúvidas se o nosso guarda-redes não poderia ter feito melhor em pelo menos um deles.

Ficam estas notas:

- com dois centrais e três avançados, o Rio Ave esteve melhor;

- no banco, Sotiris tinha três defesas e cinco médios! Nenhum avançado. Como é possível? Quando foi preciso refrescar o ataque, não havia ninguém. Nem dos sub23??? Bezerra durou pouco mais de 70 minutos e Papakannellos não deu uma para a caixa.

- Estamos à espera de quê para anunciar o novo treinador? 


 

15.2.26

Futsal: A Taça esteve perto de trazer uma surpresa





A Taça de Portugal esteve muito perto de trazer uma surpresa para o Rio Ave FC. A equipa sénior de futsal precisou de recorrer ao prolongamento — e posteriormente às grandes penalidades — para ultrapassar o Macedense, na 4.ª eliminatória da prova.

No final do tempo regulamentar, o marcador assinalava um empate a quatro golos, resultado que obrigou recorrer às grande penalidades. 

Do lado do Rio Ave ninguém falhou sendo que da equipa adversária houve um jogador a falhar uma grande penalidade.

Nota ainda para a ausência de Rúben Góis, que não foi utilizado, e para a estreia de Kayque, que somou os primeiros minutos.

14.2.26

Alexandrina Cruz é ou não administradora executiva da SAD?

 Segundo o site (informação divulgada Rio Ave SAD em outubro de 2025) sim:

Segundo a informação publicada na última sexta-feira no Portal do Ministério da Justiça, não (quatro meses depois).

Das duas, uma:

- ou tudo não passa de uma gralha, que deve ser corrigida (curiosamente a notícia do site fala apenas em presidente da SAD, mas é bom lembrar que o saudoso Boaz era presidente e administrador executivo na pagina do MJ) 

- ou, não sendo administradora-executiva (como sempre escrevi) o problema das (reais e hipotéticas) incompatibilidades não é, para mim, tão relevante, porque as decisões são realmente tomadas por Lina/Rabuanno e, nesse caso, a presidente da SAD será uma figura mais simbólica, por não ter poder executivo.

(Em qualquer caso, fica o meu desabafo, nem nas coisas mais pequenas, como a parte burocrática, esta SAD não acerta uma...)

 

PS- Curiosidade: Boaz deixou de ser presidente da SAD em agosto de 2025! 

A continuidade de Sotiris: mau para todos

Na Grécia dizem-me que Sotiris poderá ficar até final da época. 

A ser verdade a sua continuidade, isso seriam péssimas noticias, sobretudo para o que falta do campeonato e pela luta pela manutenção. Era óbvio que a equipa não estava a corresponder ao que o treinador pedia (o que quer que fosse, tal o número de pedidos de desculpa), situação que se agravou nas últimas jornadas com 4 derrotas. 12 golos sofridos e zero marcados.

A chicotada psicológica, aqui, seria um abanão na cabeça dos jogadores, uma motivação extra e a possibilidade de um novo treinador trazer novas ideias. Mesmo com a partida de André Luiz e de Clayton (e as lesões de Aguilera e de Miszta), acredito que o Rio Ave tem melhor plantel do que Alverca, Amadora, Tondela ou mesmo Santa Clara (além do AFS) e que a descida não é uma fatalidade.

Mas a continuidade de Sotiris, sabendo-se que o Rio Ave o dispensou e só o mantém por falta de alternativas, é má para todos. Até para ele (embora se perceba o ascendente que Marinakis tem). E o que estarão a pensar os jogadores? Já entre os adeptos a descrença é cada vez maior.

Vou reproduzir o que disse ao meu amigo grego: não acredito! Marinakis é um péssimos gestor dos seus multiclubes (pelo menos NF e Rio Ave), mas não vai querer ser ele a contribuir para prejudicar ainda mais esses clubes...

 


PS - também me garantem que é opinião generalizada entre os responsáveis do Olympiakos que Sotiris terá chumbado o teste que era a experiência de liderar o Rio Ave. 

 

13.2.26

Futsal: Rio Ave volta a competir 1 mês depois



A equipa sénior de futsal do Rio Ave FC regressa este fim de semana à competição, cerca de um mês depois do último jogo oficial, realizado frente ao Arsenal da Maia, a contar para a Taça da Liga, encontro no qual saímos vitoriosos.

O regresso faz-se agora na Taça de Portugal, com a disputa da 4.ª eliminatória, frente ao Macedense, formação que milita atualmente na Terceira Divisão e ocupa o 4.º lugar do respetivo campeonato.

Face à diferença de escalões, o favoritismo recai naturalmente sobre o Rio Ave, que entra em campo com a responsabilidade de confirmar esse estatuto e garantir a passagem à próxima fase da prova rainha do futsal nacional.

Depois de um período prolongado sem jogos oficiais, será também um bom teste para perceber o estado da equipa e a forma como o grupo reage ao regresso à competição.

12.2.26

Sotiris: Quatro dias de silêncio





Devemos ser um caso único no futebol nacional. Pelo menos nos últimos anos, não me recordo de nada semelhante.

Desde o início da semana que vários meios de comunicação social garantem que Sotiris já não é o treinador do Rio Ave e que a SAD se encontra ativamente à procura de um novo técnico. Não se trata de um rumor isolado ou de uma notícia lançada num dia e esquecida no seguinte. São quatro dias consecutivos de notícias no mesmo sentido.

E, perante isto, a SAD… silêncio absoluto.

É legítimo perguntar:
Saiu ou não saiu Sotiris?
Se não saiu, porque razão a SAD não veio a público desmentir de forma clara e objetiva?
Que SAD profissional permite que, durante vários dias, se noticie a demissão do seu treinador sem qualquer reação oficial?
Se saiu, deve-o comunicar. Se não sair, tem de vir a terreiro desmentir.

Esta ausência de comunicação não é apenas estranha. É reveladora.

A leitura que faço — e dificilmente se encontra outra mais lógica — é simples e dura: Sotiris já foi despedido, mas foi-lhe pedido que “aguentasse o barco” até ser encontrado um substituto. Um treinador em gestão, um banco técnico a prazo, um líder sem futuro definido.

Do lado da SAD, tudo indica que o plano não está a correr como esperado. As recusas sucedem-se, os nomes caem, e o tempo passa. E enquanto isso acontece, o clube deixa-se afundar numa nebulosa comunicacional que só aumenta a instabilidade interna e externa.

Desconfio que teremos Sotiris no banco na próxima segunda-feira, frente ao Moreirense. E, quem sabe, em caso de vitória, talvez ainda o arrastem até ao Dragão, numa lógica de sobrevivência semanal, jogo a jogo, resultado a resultado. (apenas desconfiança, sem qualquer tipo de fonte, mas uma possibilidade credível).

Tudo isto expõe uma realidade inquietante: não há liderança clara, não há estratégia assumida e não há coragem para comunicar. Num momento delicado da época, a SAD opta por deixar correr, por fingir que não se passa nada, enquanto toda a gente fala do mesmo.

No futebol, o silêncio raramente é neutro.
Neste caso, soa cada vez mais a confirmação.

E vão quatro: Sub-23 do Rio Ave continuam em alta

 



A equipa de sub-23 do Rio Ave conquistou a quarta vitória consecutiva, desta vez frente ao Estrela da Amadora, por 2-1, confirmando o bom momento que atravessa no campeonato.

Mamadou Sawané voltou a estar em destaque e continua numa fase goleadora, ao apontar o primeiro golo da equipa, mantendo a sua sequência de jogos a marcar.

Com este triunfo, o Rio Ave sobe, à condição, ao primeiro lugar da tabela classificativa (Rio Ave tem mais dois jogos realizados do que o Estoril).






11.2.26

Atualização sobre o processo do novo treinador do Rio Ave




O Rio Ave está à procura de treinador para substituir Sotiris. 

Até ao momento, a SAD já fez três abordagens.

Primeiro, Vasco Matos.
A resposta foi clara: rejeitou.

Depois, Luís Nascimento.
O desfecho repetiu-se: rejeitou.

Agora, o foco virou-se para João Pereira, ex-treinador do Casa Pia. 
João Pereira está a pensar. A ponderar riscos. A medir o passo antes de avançar. 

Enquanto isso, Sotiris mantém-se no comando. 
Sotiris continua a comandar a equipa, sabendo que o cargo que já não é verdadeiramente seu.

Todo este processo está a ser conduzido pela estrutura grega. É ela que decide, que escolhe, que aborda.  

A Rio Ave SAD procura treinador, mas o contexto não ajuda




Há silêncios que dizem mais do que comunicados oficiais.

E o silêncio da Rio Ave SAD em torno da saída de Sotiris é um deles.

Apesar de praticamente toda a comunicação social dar como certa a saída do treinador grego, a verdade é que não houve qualquer confirmação oficial. Sotiris continua, formalmente, a ser treinador do Rio Ave. E quando a decisão parece óbvia mas não é executada, a pergunta impõe-se: porquê?

E se a Rio Ave SAD estiver a ter dificuldades em encontrar um treinador que aceite assumir o cargo?

Não por falta de nomes no mercado, mas por falta de interesse real. Porque hoje, no futebol, os treinadores não escolhem apenas clubes. Escolhem contextos. Escolhem projetos. Escolhem autonomia. Escolhem se vão ser líderes… ou apenas gestores de sobrevivência.

E o contexto do Rio Ave, nos últimos anos, não tem sido particularmente sedutor.

Treinar o Rio Ave tem significado, para muitos, trabalhar com um plantel profundamente condicionado, construído não por uma lógica desportiva própria, mas por uma política de reaproveitamento. Jogadores que chegam tarde, opções que não são verdadeiras escolhas, decisões tomadas acima do banco. Um treinador que entra já a saber que não manda, apenas executa. E executa com o que lhe dão — muitas vezes, os restos dos outros dois clubes da estrutura.

É legítimo perguntar:
Que treinador com currículo, com provas dadas, aceita entrar num clube onde a margem de decisão é mínima e a responsabilidade máxima?

A resposta ajuda a explicar o padrão. Quando não se oferece um projeto forte, não se atraem treinadores fortes. Atraem-se treinadores disponíveis. Treinadores em fim de linha. Treinadores que aceitam porque precisam, não porque acreditam.

E isso reflete-se inevitavelmente no relvado.

O caso de Sotiris não é isolado. É sintoma. Sintoma de uma política que desvaloriza o papel do treinador enquanto peça central do projeto desportivo. E enquanto assim for, a substituição de nomes será apenas cosmética. Sai um treinador fragilizado, entra outro nas mesmas condições — e o ciclo repete-se.

Se o Rio Ave quiser, de facto, um treinador com provas dadas, terá de fazer algo mais difícil do que despedir Sotiris: terá de mudar. Mudar a forma como constrói plantéis. Mudar a forma como comunica objetivos. Mudar a forma como respeita a autonomia técnica.

Caso contrário, a profecia cumpre-se sozinha.
Continuaremos a receber os “restos” — de jogadores… e de treinadores.

10.2.26

Sotiris de saída do Rio Ave: veja os números (péssimos) do grego


---

O Rio Ave, desde a época 2012/2013, entrou numa nova fase da sua história.

O clube cresceu, o plantel passou a ter outra qualidade e os objetivos deixaram de ser apenas a sobrevivência. A partir daí, o Rio Ave começou a olhar para cima — nem sempre a chegar lá, mas a tentar.

Desde então, passaram pelo banco 13 treinadores:

Nuno Espírito Santo
Pedro Martins
Capucho
Luís Castro
Miguel Cardoso
Daniel Ramos
José Gomes
Carlos Carvalhal
Mário Silva
Pedro Cunha
Luís Freire
Petit
Sotiris

É neste contexto — de ambição assumida e de exigência inevitável — que os números ganham verdadeiro significado.

(média de pontos na primeira divisão)

Há estatísticas que admitem contexto.
Há outras que criam o contexto.

A média de 0,95 pontos por jogo de Sotiris não vive numa bolha. Vive inserida numa era concreta do Rio Ave, iniciada em 2012/2013, quando o clube deixou de aceitar o “chegar ao fim” como objetivo máximo. Desde essa viragem, todos os treinadores foram avaliados pelo mesmo critério invisível: competir com dignidade, somar pontos com regularidade e manter o clube acima da linha do medo.

E é precisamente aí que Sotiris se destaca — pela negativa.

Entre todos os treinadores desta fase moderna do clube, Sotiris apresenta a pior média de pontos por jogo. Pior do que treinadores em contextos de transição. Pior do que apostas de risco. Pior do que soluções de emergência. Em 21 jogos, nem sequer chegou ao patamar simbólico de um ponto por partida — o mínimo dos mínimos para quem quer sobreviver sem calculadora.

Isto não é uma comparação injusta. É uma comparação inevitável.
Todos os nomes acima trabalharam com diferentes plantéis, diferentes orçamentos, diferentes circunstâncias. Mas todos tiveram algo em comum: fizeram mais pontos.

O argumento do “tempo” começa a esvaziar-se quando o tempo já foi dado. O argumento da “ideia” perde força quando a ideia não se traduz em resultados. E o argumento do “processo” cai por terra quando o processo conduz, de forma consistente, ao mesmo destino.

0,95 pontos por jogo não é um momento mau.
Não é uma fase.
Não é azar.

É a pior média desde que o Rio Ave decidiu ser mais do que apenas mais um.