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4.4.26

As prioridades falam por si

 


Não escrevo para agradar.

Nunca escrevi.

E não será agora que o vou começar a fazer.


Escrevo de forma livre, desamarrada, com base naquilo que penso e naquilo que acredito. E assim continuarei.


Hoje, a equipa de futsal do Rio Ave disputou os oitavos de final da Taça de Portugal no Pavilhão de Desportos, a escassos 50 metros do Estádio dos Arcos. Um jogo importante, num momento competitivo relevante para uma modalidade que continua sob a alçada direta do clube.


A presidente do Rio Ave FC foi uma ausência notória.


A figura máxima do clube, a responsável maior por todas as equipas que não estão sob a esfera da SAD, não marcou presença num jogo desta importância. Desconheço os motivos — e faço questão de o dizer — mas confesso que são difíceis de compreender quando olhamos para o contexto.


Vinte minutos depois do final desse mesmo jogo, a presidente encontrava-se na tribuna do Estádio dos Arcos, a assistir ao encontro da equipa de futebol profissional.


Ou seja, não esteve presente num momento decisivo de uma equipa do clube… mas esteve presente, pouco depois, num jogo da equipa que está sob a alçada da SAD.


Cada um tirará as suas conclusões.


Não está em causa apenas a presença física. Está em causa o sinal que se transmite. Está em causa a prioridade que se define. Está em causa aquilo que, com gestos simples, se valoriza… ou se desvaloriza.


Num clube como o Rio Ave, onde tantas vezes se fala de identidade, estes pequenos grandes detalhes contam. E contam muito.


Porque liderar um clube não é apenas aparecer nos momentos mais visíveis.

É também — e sobretudo — estar presente quando isso faz a diferença.

Quer se queira quer não, estás atitudes mandam uma mensagem para a equipa.