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2.2.26

Clayton e André Luiz no Olympiakos: o que isto significa?


O Rio Ave FC vendeu, nesta janela de transferências de inverno, a meio do campeonato, os dois melhores jogadores do seu plantel: André Luiz e Clayton. Ambos para o Olympiakos, clube do mesmo grupo económico. Não estamos a falar de peças secundárias, nem de apostas falhadas. Estamos a falar dos dois jogadores que sustentavam, de forma clara e objetiva, o rendimento ofensivo da equipa.

Os números não mentem: André Luiz e Clayton foram responsáveis por 73% dos golos do Rio Ave nesta temporada até agora.

E é aqui que começa o problema.

Vender jogadores importantes faz parte da realidade de clubes como o Rio Ave. Sempre fez. O que nunca fez parte da nossa identidade foi desmontar a espinha dorsal da equipa a meio da época, numa fase em que cada ponto é vital para a manutenção e para a estabilidade desportiva.

Mais do que uma opção de mercado, esta decisão revela uma falta de compromisso evidente com o clube, com a equipa e com os sócios.

Ao vender os dois principais responsáveis pelos golos da equipa em janeiro, a mensagem passada é clara: o que acontece desportivamente ao Rio Ave é secundário. A prioridade não é o campeonato, não é a manutenção tranquila, não é a competitividade. A prioridade é servir os interesses do grupo, mesmo que isso signifique enfraquecer drasticamente o plantel.

Como se substitui, em janeiro (no último dia de mercado|), 73% da produção ofensiva de uma equipa? Não se substitui. Nem com apostas de risco, nem com jogadores emprestados, nem com promessas de futuro. O que se faz é aceitar, de forma consciente, que o rendimento da equipa vai cair.