Páginas soltas

31.12.10

«Um estudo de caso com Carlos Brito» IV (um 'estilo Brito?')

Concluímos hoje uma sequência de quatro questões respondidas por Joaquim Pedro Azevedo, filho do nosso jogador Quim (Vitorino) e que realizou, para terminar a sua licenciatura em desporto, uma tese baseada na observação do trabalho de Carlos Brito.

«Tanto quanto se pode generalizar, pode dizer-se que há 'um estilo Brito'?

Eu não gosto de dizer que há este ou aquele estilo … Esta ou aquela corrente … Cada treinador tem a sua personalidade, a sua forma de pensar e ler o jogo, a sua forma de operacionalizar a ideia de jogo. Importante é que consiga transmitir isso aos jogadores e que eles joguem como equipa, que exista uma coordenação colectiva em função do que o treinador pretende nos diferentes momentos do jogo. Não é correcto imitar um estilo, seguir este ou aquele treinador, imitar o que ele faz. Existem referências a determinados níveis, mas cada treinador deve ter o seu estilo, deve acreditar no que pensa e encontrar a melhor forma de transmitir isso aos jogadores, fazendo com que eles tenham uma determinada organização como equipa.
No Rio Ave FC, Carlos Brito tem feito um excelente trabalho e correspondido aos objectivos do clube no principal escalão do futebol português»

(o nosso obrigado ao Quim Pedro Azevedo, pela disponibilidade demonstrada, e sucessos como jovem treinador de futebol que já é)