O lançamento do livro de Joaquim Pedro Azevedo, ontem no CCO, serviu para se falar do sucesso de Carlos Brito, enquanto treinador. Quer o autor quer o prefaciador, Luis Freitas Lobo, falaram disso. Mas foi Mário Almeida o elemento-chave ao explicar porque é que Brito não tem tido noutros clubes o sucesso que tem em Vila do Conde: no Nacional, no Boavista ou no Leixões, Brito não tinha... Mário Almeida!
Mais a sério: é interessante ver como o anti-treinador moderno, que é Brito, suporta um livro de carácter científico. Mais: o autor reconheceu que uma das razões para escolher Brito e o Rio Ave foi o facto de estes lhe terem aberto as portas e terem disponibilizado toda a informação, ao contrário do que aconteceria noutros clubes.
PS - Luis Freitas Lobo explicou que se o Rio Ave não ganhar mais nenhum jogo no próximo campeonato isso deve-se ao facto de os treinadores adversários terem lido o livro e terem percebido como joga o Rio Ave!!!!!
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19.7.11
15.7.11
«Por dentro da táctica» (Carlos Brito) (ACT)
Está à venda o livro de Joaquim Pedro Azevedo, de que os nossos leitores ouviram falar aqui.
ACTualizo para dar conta do lançamento do livro, já na próxima segunda-feira, no CCO; 19h; Luís Freitas Lobo (que prefaciou), Carlos Brito e Mário Almeida são os convidados especiais.
ACTualizo para dar conta do lançamento do livro, já na próxima segunda-feira, no CCO; 19h; Luís Freitas Lobo (que prefaciou), Carlos Brito e Mário Almeida são os convidados especiais.
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João Paulo Meneses
31.12.10
«Um estudo de caso com Carlos Brito» IV (um 'estilo Brito?')
Concluímos hoje uma sequência de quatro questões respondidas por Joaquim Pedro Azevedo, filho do nosso jogador Quim (Vitorino) e que realizou, para terminar a sua licenciatura em desporto, uma tese baseada na observação do trabalho de Carlos Brito.
«Tanto quanto se pode generalizar, pode dizer-se que há 'um estilo Brito'?
Eu não gosto de dizer que há este ou aquele estilo … Esta ou aquela corrente … Cada treinador tem a sua personalidade, a sua forma de pensar e ler o jogo, a sua forma de operacionalizar a ideia de jogo. Importante é que consiga transmitir isso aos jogadores e que eles joguem como equipa, que exista uma coordenação colectiva em função do que o treinador pretende nos diferentes momentos do jogo. Não é correcto imitar um estilo, seguir este ou aquele treinador, imitar o que ele faz. Existem referências a determinados níveis, mas cada treinador deve ter o seu estilo, deve acreditar no que pensa e encontrar a melhor forma de transmitir isso aos jogadores, fazendo com que eles tenham uma determinada organização como equipa.
No Rio Ave FC, Carlos Brito tem feito um excelente trabalho e correspondido aos objectivos do clube no principal escalão do futebol português»
(o nosso obrigado ao Quim Pedro Azevedo, pela disponibilidade demonstrada, e sucessos como jovem treinador de futebol que já é)
«Tanto quanto se pode generalizar, pode dizer-se que há 'um estilo Brito'?
Eu não gosto de dizer que há este ou aquele estilo … Esta ou aquela corrente … Cada treinador tem a sua personalidade, a sua forma de pensar e ler o jogo, a sua forma de operacionalizar a ideia de jogo. Importante é que consiga transmitir isso aos jogadores e que eles joguem como equipa, que exista uma coordenação colectiva em função do que o treinador pretende nos diferentes momentos do jogo. Não é correcto imitar um estilo, seguir este ou aquele treinador, imitar o que ele faz. Existem referências a determinados níveis, mas cada treinador deve ter o seu estilo, deve acreditar no que pensa e encontrar a melhor forma de transmitir isso aos jogadores, fazendo com que eles tenham uma determinada organização como equipa.
No Rio Ave FC, Carlos Brito tem feito um excelente trabalho e correspondido aos objectivos do clube no principal escalão do futebol português»
(o nosso obrigado ao Quim Pedro Azevedo, pela disponibilidade demonstrada, e sucessos como jovem treinador de futebol que já é)
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João Paulo Meneses
30.12.10
«Um estudo de caso com Carlos Brito» III (rigor e inteligência)
Ontem Joaquim Pedro Azevedo analisou as características de Brito como treinador, hoje responde a mais uma pergunta que lhe enviámos:
«Pode dizer-se que aprendeu, do ponto de vista futebolístico, alguma coisa com ele?
Esta é uma questão que vem um pouco no seguimento da anterior … Aprender, aprende-se sempre com toda a gente nas mais diversas áreas. Sendo o Carlos um treinador com uma experiência grande no maior patamar do futebol português, logicamente que enriquece sempre a nossa forma de estar no futebol. Consegue transmitir uma emoção muito positiva para os jogadores. Conversa com os jogadores, permite que eles exponham as suas ideias, o que pensam de determinada situação no treino, entra em diálogo com eles, experimentam e assim chegam àquilo que pretende em termos de comportamentos em jogo. Tem uma intervenção forte, sobretudo naquilo que quer em determinados exercícios de treino, focando a sua atenção e a dos jogadores nos aspectos que pretende trabalhar. Fomenta a inteligência de jogo nos jogadores, para que eles sejam capazes de decidir em determinadas situações de jogo, de acordo com aquilo que ele pretende em termos colectivos. É muito rigoroso em termos tácticos, em termos de posicionamento. É capaz também de identificar o que cada jogador precisa e onde desempenha melhor a sua função. Há vários exemplos de jogadores que cresceram imenso com Carlos Brito, na forma de entender o jogo, na leitura das situações, na sua postura em campo. O mister insiste muito nessas situações … Por exemplo, o Fábio Coentrão está num momento muito bom, o Sílvio teve uma ascensão enorme, o Fábio Faria jogou toda a época passada como titular, o André Vilas Boas que não iniciou a época no Marítimo por lesão também fez uma época excelente, mais rigoroso em termos tácticos, o Vítor Gomes mais adulto a jogar, com mais noção dos espaços, mais capaz a ler o jogo, o Miguelito actualmente no Vitória de Setúbal, fez a formação como extremo esquerdo e com o Carlos Brito aprendeu a ser um bom lateral, rigoroso em termos posicionais, entre outros...»
(amanhã última questão: há um 'estilo Brito'?)
«Pode dizer-se que aprendeu, do ponto de vista futebolístico, alguma coisa com ele?
Esta é uma questão que vem um pouco no seguimento da anterior … Aprender, aprende-se sempre com toda a gente nas mais diversas áreas. Sendo o Carlos um treinador com uma experiência grande no maior patamar do futebol português, logicamente que enriquece sempre a nossa forma de estar no futebol. Consegue transmitir uma emoção muito positiva para os jogadores. Conversa com os jogadores, permite que eles exponham as suas ideias, o que pensam de determinada situação no treino, entra em diálogo com eles, experimentam e assim chegam àquilo que pretende em termos de comportamentos em jogo. Tem uma intervenção forte, sobretudo naquilo que quer em determinados exercícios de treino, focando a sua atenção e a dos jogadores nos aspectos que pretende trabalhar. Fomenta a inteligência de jogo nos jogadores, para que eles sejam capazes de decidir em determinadas situações de jogo, de acordo com aquilo que ele pretende em termos colectivos. É muito rigoroso em termos tácticos, em termos de posicionamento. É capaz também de identificar o que cada jogador precisa e onde desempenha melhor a sua função. Há vários exemplos de jogadores que cresceram imenso com Carlos Brito, na forma de entender o jogo, na leitura das situações, na sua postura em campo. O mister insiste muito nessas situações … Por exemplo, o Fábio Coentrão está num momento muito bom, o Sílvio teve uma ascensão enorme, o Fábio Faria jogou toda a época passada como titular, o André Vilas Boas que não iniciou a época no Marítimo por lesão também fez uma época excelente, mais rigoroso em termos tácticos, o Vítor Gomes mais adulto a jogar, com mais noção dos espaços, mais capaz a ler o jogo, o Miguelito actualmente no Vitória de Setúbal, fez a formação como extremo esquerdo e com o Carlos Brito aprendeu a ser um bom lateral, rigoroso em termos posicionais, entre outros...»
(amanhã última questão: há um 'estilo Brito'?)
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João Paulo Meneses
29.12.10
«Um estudo de caso com Carlos Brito» II (um treinador positivo)
Depois de ontem nos ter explicado porque escolheu Carlos Brito para a sua tese de licenciatura, Joaquim Pedro Azevedo responde a outra pergunta:
«Quais são as principais conclusões (profissionais ou não) a que chegou do contacto com Brito?
É uma pessoa muito acessível, com quem se pode conversar à vontade e está sempre pronto para colaborar no que for necessário. É um treinador atento e bem adaptado ao contexto do clube, com uma atitude muito positiva perante as diferentes situações. Apresenta as suas ideias bem definidas, aquilo que pretende da equipa e dos jogadores nos diferentes momentos do jogo. É um treinador que privilegia uma boa organização na sua equipa, um posicionamento defensivo rigoroso, um bom jogo posicional em posse de bola para que consiga circular e criar situações de finalização. Estrutura bem o seu trabalho em função do que pretende em cada semana, do adversário que vai defrontar e daquilo que realmente pretende relativamente à forma de jogar da sua equipa. Coloca um ambiente muito positivo no treino, motiva muito os jogadores com a sua intervenção, apresenta uma boa relação com os jogadores e com a sua equipa técnica»
(amanhã: rigor e inteligência)
«Quais são as principais conclusões (profissionais ou não) a que chegou do contacto com Brito?
É uma pessoa muito acessível, com quem se pode conversar à vontade e está sempre pronto para colaborar no que for necessário. É um treinador atento e bem adaptado ao contexto do clube, com uma atitude muito positiva perante as diferentes situações. Apresenta as suas ideias bem definidas, aquilo que pretende da equipa e dos jogadores nos diferentes momentos do jogo. É um treinador que privilegia uma boa organização na sua equipa, um posicionamento defensivo rigoroso, um bom jogo posicional em posse de bola para que consiga circular e criar situações de finalização. Estrutura bem o seu trabalho em função do que pretende em cada semana, do adversário que vai defrontar e daquilo que realmente pretende relativamente à forma de jogar da sua equipa. Coloca um ambiente muito positivo no treino, motiva muito os jogadores com a sua intervenção, apresenta uma boa relação com os jogadores e com a sua equipa técnica»
(amanhã: rigor e inteligência)
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João Paulo Meneses
28.12.10
«Um estudo de caso com Carlos Brito» I (ter ou não formação superior)
Joaquim Pedro Pinto de Azevedo é filho do nosso antigo jogador Quim (Vitorino). Enquanto aluno da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto realizou uma tese no último ano da sua licenciatura baseada no trabalho do nosso treinador Carlos Brito. O trabalho chama-se «A construção de uma forma de jogar específica. Um estudo de caso com Carlos Brito na equipa sénior do Rio Ave Futebol Clube».
Amavelmente, o Joaquim Pedro Azevedo respondeu a algumas perguntas que lhe enviámos e que publicaremos a partir de hoje:
«Parece haver uma nova geração de treinadores, com formação superior; Brito não está nessa 'lista'; porque o escolheu?
(amanhã: um treinador positivo)
Amavelmente, o Joaquim Pedro Azevedo respondeu a algumas perguntas que lhe enviámos e que publicaremos a partir de hoje:
«Parece haver uma nova geração de treinadores, com formação superior; Brito não está nessa 'lista'; porque o escolheu?
Não me parece que a formação superior seja condição sine qua non para se ser treinador e trabalhar com qualidade. Penso que é muito mais do que isso ... O André Villas-Boas por exemplo, ou o Guardiola, de certeza que os inclui nessa nova geração de treinadores ... Mas eles não têm formação superior, ao nível académico se quisermos assim. E, neste momento, treinam grandes clubes e lideram os respectivos campeonatos... Por isso, parece-me que para se ser um grande treinador não é necessário ter a tal formação superior, é um conjunto de vários factores que o determinam com maior ou menor qualidade.
Escolhi o Carlos Brito por ser um treinador com larga experiência de 1ª liga, por ser o treinador com maior número de jogos no nosso principal campeonato. Depois porque treina o clube da minha cidade e, por isso, tinha maior facilidade em estar presente diariamente para acompanhar os treinos, conversar com ele, reflectir sobre as coisas ... Por ser um treinador com um enorme carisma no clube e na cidade, com uma ligação forte ao clube, marcada sempre por bons trabalhos e bons desempenhos nos campeonatos. Por ser um treinador que, desde que me lembro de ver, colocou o Rio Ave a jogar de uma forma desinibida, com carácter ofensivo ... Lembro-me daquela equipa do Sérgio China, do Fernando, do Marcos, Martins, Nito, Gama ... E mais recentemente, o Rio Ave apresenta jogadores que lhe permitem impor um estilo de posse, de toque, agradável, que gere emoção nas pessoas. Pena que a mentalidade das pessoas em Portugal seja extremamente resultadista e não deixe os treinadores desenvolverem o seu trabalho de uma forma tranquila, construindo a sua própria forma de jogar. Além disso, porque o meu pai é amigo do Carlos Brito e permitiu que o contacto fosse mais facilitado, já que nem todos os treinadores permitem a observação do seu trabalho de uma forma detalhada como eu o fiz para a concretização da minha tese de licenciatura.»
(amanhã: um treinador positivo)
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João Paulo Meneses
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