André Luiz foi apresentado (em primeira instancia) como jogador do Olympiakos pelo nosso "dono" (filho de Marinakis), nas suas redes sociais envergando um cachecol do Olympiakos (para onde caminhas Rio Ave?). Para além disso, o jogador já falou na zona dos media do jogo de Ajax VS Olympiakos. Como é que há gente que pode achar esta gestão normal? O Rio Ave não oficializou a sua saída e o mesmo já aparece a falar para as camaras como jogador do Olympiakos na Holanda (partiu do aeroporto Sá Carneiro as 10h da manhã de ontem)?
Passemos ao que interessa...
O Rio Ave encaixa milhões de euros (valores não são tornados públicos - uma pratica comum no nosso clube), naquela que passa a ser possivelmente a maior venda da história do clube. Um valor que, à primeira vista, merece aplauso e destaque. Mas que, olhando com mais atenção, levanta também várias interrogações difíceis de ignorar.
O Rio Ave encaixa milhões de euros (valores não são tornados públicos - uma pratica comum no nosso clube), naquela que passa a ser possivelmente a maior venda da história do clube. Um valor que, à primeira vista, merece aplauso e destaque. Mas que, olhando com mais atenção, levanta também várias interrogações difíceis de ignorar.
O extremo brasileiro tinha chegado a Vila do Conde há pouco mais de um ano, proveniente do Estrela da Amadora, numa operação que envolveu 2,2 milhões de euros e ainda a cedência de Fábio Ronaldo, Amine e Pantalon. Um investimento significativo, é certo, mas que se revelou rapidamente acertado dentro de campo. André Luiz tornou-se uma das principais — senão a principal — referência ofensiva da equipa.
A venda por estes valores representa, em termos financeiros, um salto histórico para o Rio Ave. No entanto, é impossível não olhar para este negócio e questionar: teria esta transferência acontecido por estes valores se o destino não fosse um clube do mesmo grupo?
A resposta penso que seja simples.
As únicas vendas verdadeiramente relevantes desde a entrada do Grupo Marinakis foram Costinha e André Luiz. Curiosamente — ou talvez não — ambos para o Olympiakos.
As únicas vendas verdadeiramente relevantes desde a entrada do Grupo Marinakis foram Costinha e André Luiz. Curiosamente — ou talvez não — ambos para o Olympiakos.
Esta transferência vem, assim, reforçar uma perceção cada vez mais enraizada entre os adeptos:
os melhores jogadores do Rio Ave não ficam. Quando alguém se afirma como uma real mais-valia, o destino parece traçado. Ou segue para outro clube do grupo — Olympiakos ou Nottingham Forest — ou acaba vendido, quase sempre numa lógica que beneficia prioritariamente a estrutura global e não necessariamente o projeto desportivo em Vila do Conde.
O problema não está na venda em si. Vender bem faz parte da realidade de clubes como o Rio Ave. O problema está na sensação de que o clube deixou de ser o fim da linha e passou a ser apenas uma estação intermédia. Um local de valorização, não de consolidação. Um clube onde se descobre talento, mas onde esse talento raramente tem tempo para criar identidade, liderança ou continuidade.
Financeiramente, os milhões que entram são um marco histórico. Desportivamente, a saída de André Luiz é um rombo evidente. E estrategicamente, a operação deixa uma pergunta no ar que continua sem resposta clara:
qual é, afinal, o verdadeiro projeto do Rio Ave dentro deste grupo?
