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12.8.10

Verdade nas palavras de Brito

A afirmação vem na entrevista ao jornal A Bola e foi já aqui reproduzida:
«procuro sempre dar o mesmo número de minutos aos jogadores (...), permite-se que todos partam em pé de igualdade»;
A frase de Brito confirma-se consultando os números da pré-temporada: todos os jogadores que cumpriram a preparação na integra, sem atrasos ou saídas nem lesões estão acima dos 300 minutos de utilização. Os defesas-centrais lideram a lista de minutos por escassez de alternativas e Wires e Chaves estão também perto do top porque em mais que uma ocasião serviram de tapa-buracos no centro da defesa. Depois, a política de dar 45 minutos de jogo a toda a gente acumulou um considerável número de jogadores entre os 305 e os 405 minutos.
Por outro lado, sofremos apenas 2 golos e marcámos 12. João Tomás fez metade dos nossos golos de pré-época e se mantiver a veia goleadora na Liga, está encontrado o titular no centro do tridente ofensivo.
Como bagagem para a recepção ao Nacional levamos 9 jogos, 2 derrotas (Trofense e Braga ambas fora) dois empates (Aves e Guimarães ambas em casa) e 5 vitórias (3 em casa com Penafiel, Oliveirense e Sindicato dos Jogadores e 2 fora com Tirsense e Beira-Mar).

5.8.10

(AD Oliveirense) Vitória por 4-0

Vencemos a Oliveirense por 4-0. Dois golos de Tomás na primeira parte e de Cícero de penalty (falta sobre Gama) e Gama já na segunda.
O jogo foi fraco na primeira parte com um domínio asfixiante do Rio Ave. O adversário era bem mais fraco e não deu trabalho. Mesmo assim, jogámos mal, sem nenhum destaque individual para além de João Tomás que fez dois golos.
Na segunda parte voltou a entrar uma equipa totalmente nova. O jogo melhorou porque a Oliveirense foi um pouco mais afoita e porque nós estivemos mais soltos. A diferença de qualidade continuou bem evidente a nosso favor e o resultado foi crescendo. Gama fez a diferença que Cícero não soube materializar em golos. Para quando Yazalde a ponta-de-lança?

Eis as equipas e o desempenho dos jogadores:
Equipa da primeira parte:
Paulo Santos - sem trabalho
Milhazes - pouco atacante
Gaspar - sem problemas
Diogo - cópia de Gaspar
Geraldes - encolhido
Tarantini - lutador
Chaves - controlador
Braga - escondido
Mendes - algumas arrancadas
Tomás - concretizador
Saulo - muito perdulário

Equipa da segunda parte:
Trigueira - atento.
Tiago Pinto - pouco entrosado
Jeferson - concentrado e eficiente
Samuel - simples e interessante
Zé Gomes - sereno
Wires - discreto
Filipe Alberto - saiu aos 60 minutos por precaução sem acções de destaque.
Vitor Gomes - desastrado e... Desmotivado.
Gama - o melhor e mais perigoso de todos, mereceu o golo.
Cícero - golo de penalty, mas no resto perdulário, muito perdulário.
Yazalde - a extremo-direito e pouco em jogo
Júlio Alves - verdinho e quase invisível

29.7.10

Ensaio de 11

Após o jogo de ontem, se tentássemos fazer um onze inicial com base nos minutos já jogados por cada jogador, teríamos:
Paulo Santos (210)
Zé Gomes (225), Gaspar (304), Jeferson (270), André Dias (260)
Tarantini (225) [ou Braga (225)], Wires (290), Chaves (270)
Mendes (225), Cícero (225) [ou Yazalde (225)], Fábio Felício (225)

Notas: estes números valem o que valem. Gama, João Tomás e Vítor Gomes não estão incluídos neste onze, mas acredito que serão primeiras escolhas, assim como Tiago Pinto e Saulo que chegaram mais tarde.

Os tempos de utilização de cada jogador nesta pré-temporada podem ser consultados aqui.

27.7.10

Jogo com o Guimarães, sábado, é às 19h

... e não às 17h, como está(va) na nossa coluna.
Encontrei a informação aqui.

26.7.10

D. Gaspar, uma constante da vida

Tão concreta e definida, como outra coisa qualquer!

D. Gaspar é um caso claramente à parte neste Rio Ave. Com 4 dos 7 jogos da pré-época já cumpridos, o Rei do Ave! de 2009-2010 é o jogador com mais minutos cumpridos, 259. Foi o jogador com mais minutos na época passada e continua em grande forma física neste novo ano desportivo.

Olhando para os números acumulados pelos jogadores nesta pré-época, vemos que são os homens da defesa que mais tempo jogam, sobretudo os que têm de ocupar lugares de central. Com a escassez de jogadores para essa posição, é natural que assim seja.

O guarda-redes João, o recém-chegado e já limitado Diogo, o recente reforço Tiago Pinto, o infortunado Valdir e Ricardo Martins não somam qualquer minuto de jogo.

24.7.10

Rio Ave, 2 - Penafiel, 0 - resultado final

Ao quarto jogo da pré-temporada, Brito fez alinhar o sétimo e oitavo onze diferente. Há jogadores que se repetem, claro, mas estes onze jogadores nunca estiveram juntos em campo formando a equipa.

Bom ensaio na primeira parte, com o Rio Ave sempre a dominar e a chegar naturalmente à vantagem. (Dúvidas sobre o autor do primeiro golo, eu acho que foi Felício de livre cruzado em que ninguém toca na bola, mas também há quem ache foi Jeferson).

Felício esteve bem e é o maior destaque do jogo. Bruno Gama também esteve bem na esquerda, Saulo que se estreou na equipa de início esteve algo apagado do outro lado, fruto talvez do pouco entrosamento. Na segunda parte o Rio Ave desapareceu por completo do jogo, começando por dominar os minutos iniciais mas baixando progressivamente com o decorrer do tempo. O Penafiel porém não obrigou Trigueira a grandes defesas.
(AVL)

O meu comentário (JPM): subscrevo globalmente o que escreveu o Gil; o onze da primeira parte aproxima-se do que será o Rio AVe esta época (Zé Gomes precisa de melhorar e temos de arranjar um defesa-esquerdo), mas na segunda houve um apagão. Não percebi porquê, mas é óbvio que o onze da segunda parte tinha varios remendos e que alguns jogadores não estão acostumados a jogar naquelas posições. Yazalde a estremo-esquerdo? Braga a médio recuado?

Rio Ave - Penafiel - 2. parte - ACT

Equipa:
Trigueira
Geraldes, Chaves, Gaspar (Júlio Alves 79'), André Dias (Felipe Alberto 80')
Braga, Mendes, Wires [a defesa-central, com a saída de Gaspar]
Yazalde, Cícero, Wesllem

Rio Ave - Penafiel

Intervalo: 2-0.
Golos de Felício aos 9 minutos num livre sobre a direita e de João Tomás aos 19 após bom trabalho e cruzamento de Gama na esquerda.

Rio Ave - Penafiel 1. parte

O onze:

Paulo Santos
André Dias, Jeferson, Gaspar, Zé Gomes
Felício, Chaves, Tarantini
Gama, Tomás, Sauloog

22.7.10

Sábado, 10h30

... e não às 17h.
Haverá certamente menos vento...

O pouco que vi do jogo de ontem

Não dá para ter uma ideia global (vi uns 40-45 minutos talvez), mas o que vi não foi muito positivo. Carlos Brito tem baralhado muito a equipa e se calhar também a cabeça dos jogadores.

Será que a partir de sábado já haverá bases mais sólidas? Estamos a meio dos jogos de preparação.

21.7.10

(Trofense) como se explica a derrota (1-0)

O Rio Ave continua sem marcar golos. Teve duas ou três oportunidades em todo o jogo (na segunda parte apenas uma bem evidente, por Gaspar), o que é muito pouco.
Estamos no tempo das experiências (Yazalde a médio, Wires a central), das combinações, mas acho que todos concordarão que se podia esperar um pouco mais.
A principal falha, para além de outros pormenores (como o facto de a equipa estar ainda bastante retalhada, com algumas ausências), está, do meu ponto de vista, no meio campo: não se vê ninguém que possa pautar o jogo. Vítor Gomes faz falta (jogou a trinco). A bola estava quase sempre nos corredores, pelo meio pouco ou nada se jogou (e raramente bem). Ou seja, piores do que no ano passado, neste aspecto.
Outras notas:
- Felgueiras já não esteve; Tiago Pinto também não;
- João e Sidnei (lesionados), Diogo, Ricardo Martins e Felipe Alberto não jogaram;
- Zé Gomes foi o capitão;
- Renato Santos não tem número na camisola
Eis os onzes:
1ª parte
Paulo Santos
Zé Gomes, Wires, Jeferson e André Dias;
Vítor Gomes, Tarantini (direita), Braga (esquerda)
Wesllem, Cícero e Bruno Gama (esquerda)
2ª parte:
Trigueira
Geraldes, Gaspar, Chaves e André Dias
Wires, Júlio Alves (Tomás aos 25') e Fábio Felício
Mendes, Yazalde e Renato Santos (Saulo aos 25')

(Trofense) um-a-um: Mendes e pouco mais (Cícero e Wires)

Paulo Santos: sempre seguro
Trigueira: teve duas boas intervenções, mas comprometeu no golo (aliviou mal)
Zé Gomes: está em forma (e em força)
Geraldes: receio, falta de ousadia, mas não comprometeu
Jeferson: bem
Wires: o velho Wires está de volta; nem que seja a central; na segunda parte foi trinco e não esteve nada mal; fez o jogo todo
Gaspar: o mesmo de sempre
Chaves: foi central e teve algumas dificuldades
André Dias: fez o jogo todo; na primeira parte quase sempre bem, na segunda nem por isso; teve um ou dois lances comprometedores;
Vítor Gomes: jogou a trinco e desiludiu(-me)
Tarantini: nada de especial, a não ser a vontade
Braga: interventivo, mas com poucos ou nenhuns resultados. Tentou o golo com remates de longe;
Júlio Alves: perdeu a oportunidade (demasiado lento e sem contribuir para o colectivo)
Fábio Felício: genica e força, mas as coisas tardam em sair bem
Bruno Gama: jogou na esquerda e ressentiu-se disso. Nada saiu bem;
Wesllem: muito mais em jogo. Nota positiva
Mendes: foi o que mostrou melhor futebol; deixou água na boca;
Renato Santos: mais um que não conseguiu agarrar a oportunidade; nervoso?
Saulo: jogou pouco mas deixou uma imagem positiva; algumas boas jogadas
Yazalde: tentou, tentou, mas nada; depois, a médio, ainda esteve mais longe
Cícero: um dos melhores em campo, pela insistência, pela vontade, pelas tentativas
João Tomás: esteve pouco tempo em campo e nada se viu,

18.7.10

Combinar as duas faces da equipa

Sobre o jogo de ontem a que assisti com Paulo Vidal da Rádio Linear a quem agradeço o simpático convite:
Segundo jogo sem marcarmos, primeiro golo sofrido e primeira derrota. Nada que importe muito nesta altura. O adversário era de grande valia e tem objectivos mais ambiciosos que nós.
O jogo teve duas partes bem distintas. Na primeira parte apresentámos apenas dois reforços, Felgueiras e Felício que voltou a jogar no meio-campo sobre a esquerda e não a extremo. Com esta equipa mais rotinada jogámos um futebol menos vistoso com alguns defeitos que já vêm do ano passado: dificuldade na passagem para o ataque com a construção do jogo a meio-campo a ser lenta, pouco esclarecida e pouco objectiva, com muitos passes para o lado e para trás. Pela positiva a assertividade defensiva com bom preenchimento de espaços a não dar grandes oportunidades para o Braga criar perigo.
A segunda parte foi bem mais mexida e interessante. Vítor Gomes foi para defesa direito, Tarantini era médio-centro ligeiramente mais defensivo, Braga ficou com o lado direito do meio-campo, Felipe Alberto com o lado esquerdo, Cícero era ponta de lança e tinha Mendes à direita do ataque e Yazalde à esquerda. Com esta disposição, o nosso futebol ofensivo tornou-se mais fluído e rápido, com Yazalde a ser uma agradável surpresa na esquerda e Braga e Mendes a combinarem muito bem na direita. Com isto dominámos claramente os 15 minutos iniciais, estivemos sempre sobre o meio-campo campo adversário e obrigámos o Braga a jogar em contra-ataque. Mas nem tudo foi positivo. Era uma formação de carácter ofensivo, mas lenta a recuperar defensivamente e deixava um vazio entre a linha de meio-campo e a defesa. E aproveitando isso, o Braga fez o único golo do jogo por Vandinho num grande pontapé de à entrada da área. O Braga reequilibrou o domínio do jogo, mas o Rio Ave esteve sempre com uma atitude positiva e no final do jogo esteve de novo claramente mais forte que os opositores, não conseguindo porém marcar.
As indicações deixadas foram muito positivas. O melhor onze está no encontro entre a boa postura defensiva da primeira parte e o atrevimento atacante da segunda. Brito terá de saber encontrar esse ponto de equilíbrio.

Contra o Braga, os jogadores um a um

Felgueiras - sem grande trabalho
Paulo Santos - sem muito que fazer, sofreu um golo indefensável
Sílvio - mostrou-se mais ofensivo, mas não muito produtivo. Deve ter mais cuidado com as entradas de carrinho
Jeferson e Gaspar - genericamente bem, sem deixarem os adversários criarem perigo na sua zona de actuação
Zé Gomes - o jogo ofensivo do Braga na primeira parte foi quase todo pelo seu lado, mas o Zé cumpriu no essencial
Felício - no lado esquerdo do meio-campo não me parece muito útil
Felipe Alberto - teste mais complicado que o Aves. Não esteve mal, mas também não sobressaiu. Foi o jogador que Brito sacrificou para reequilibrar a postura do meio-campo da segunda parte. Precisa de perder alguma timidez a jogar. Mas ainda me parece a melhor solução como médio criativo. Na minha opinião, mesmo sendo sacrificado desempenhou melhor que Vítor Gomes a função
Ricardo Chaves - bom desempenho como médio defensivo
Vítor Gomes - médio-centro na primeira parte e lateral direito na segunda. O Vítor não é e parece-me que nunca será um médio criativo. Na hora de soltar a bola não é muito criterioso e opta pela segurança do passe curto. Já como médio trabalhador é de uma entrega exemplar e devia ser nessas funções que se devia fixar. A defesa direito esteve muito desamparado pela vocação ofensiva de Braga e Mendes, mas não falhou a defender.
Tarantini - foi um trinco que não soube muito bem desempenhar a função por falta de rotina de lugar
Braga - não ajudou muito nas tarefas defensivas, mas a atacar combinou muito bem com Mendes. Pareceu-me mais solto e integrado no grupo
Sidnei - com um minuto de jogo já podia ter marcado ao ser oportuno e a antecipar-se ao guarda-redes do Braga, mas depois esteve mais discreto a atacar. Ajudou bastante o meio-campo a fechar para defender
Yazalde - boa surpresa a extremo esquerdo. Cruza bem, procurou sempre colegas na zona de finalização, às vezes só precisa de ser mais rápido a decidir-se
João Tomás - teve pouca bola e quando a teve em zona de marcar estava fora-de-jogo. Ainda marcou um golo nessas circunstâncias
Cícero - forte, móvel, positivo
Gama - foi pelo seu lado que criámos as jogadas mais perigosas da primeira parte. Penso que com uma equipa de cariz mais atacante Gama será mais útil e o seu tipo de futebol sairá beneficiado.
Mendes - para mim o jogador que mais se destacou. Combinou bem com Braga, procurou sempre a linha e cruzou quase sempre muito bem, desequilibrou e parece-me que é mesmo um reforço

16.7.10

O jogo com o Braga amanhã

Parece óbvio que Brito vai apresentar amanhã em Fão um onze próximo daquele que será o primeiro onze - ainda que falte Saulo, que vem para ser titular...
O Braga leva a sua preparação adiantada e é um adversário com mais ambição - Brito vai querer mostrar qualidade, apesar da equipa estar cansada, por ser o fim do estágio (imagino que hoje os treinos sejam menos puxados...).
Para nós ainda é muito cedo (duas semanas de treinos), mas Brito irá fazer apostas. Não será um jogo para utilizar 23 jogadores nem para experiências (remendos...).
Andará muito longe de:
Felgueiras (Paulo Santos?)
Zé Gomes, Gaspar, Jeferson e Sílvio;
Chaves, Vítor Gomes e Braga (Felicio?);
Bruno Gama, Tomás e Felício (Mendes?);
?

Toda a estatística dos jogos da pré-época

já pode ser consultada aqui!

15.7.10

Ainda do jogo de ontem

Os jornais falam sobretudo da lentidão do jogo e da falta de ideias, mas eu gostava de relevar outro dado: num primeiro (e segundo...) jogo, é normal a lentidão e a falta de ideias. Muito mais quando jogam 23 jogadores.
O que me surpreendeu foram as variações tácticas ontem apresentadas, uma autêntica manta de retalhos. Provavelmente não haveria alternativa, mas, mais provavelmente ainda, não voltaremos a ver Wires e Tarantini a centrais ou Wesllem a médio esquerdo; mesmo Yazalde a extremo direito é algo pouco concebível e tenho algumas dúvidas de que Mendes vá ser extremo.
Ou seja, experiências e remendos, porque por um lado o plantel está incompleto (os que ainda não vieram e os que, como Vítor Gomes, não puderam jogar) e porque há excesso de extremos, que - para jogarem - têm de se espalhar pelo terreno de jogo (é urgente, parece-me, corrigir essa situação, embora no caso de Felipe Alberto a surpresa tenha sido muito boa).
(Foi o jogo possível, portanto)

Uma nota final:
- Chaves é o principal candidato a trinco? Ontem gostei de Tarantini, mas é muito cedo para uma decisão; Wires vai ter uma palavra a dizer;