Alguém gosta de um jogo sem golos? Por norma não. A não ser que o clube que se gosta jogue contra um colosso tal que essa diferença nos faça sentir que um empate sem golos sabe a vitória.
Eu admiti que tendo o Paços ficado reduzido a 10 cerca de meia hora da segunda parte, o Rio Ave ia ser capaz de ganhar a partida. E quase conseguiu, mas ficou-se no quase.
O que nos faltou? Acima de tudo acho que foi no passe final para golo que esteve o grande problema. Fui-me queixando ao longo do jogo de uma certa lentidão a sair para o ataque. Quando a bola chegava aos nossos homens mais ofensivos, estes estavam por norma plantados à espera que a bola lhes chegasse aos pés e também por norma com defesas pacenses ali bem perto e bem vigilantes. Foi só demérito nosso esse atraso nas saídas ofensivas? Não, o Paços pressionava sempre bem dentro do nosso meio campo defensivo e obrigava a bola a rodar muito até chegar ao ataque. E depois faltou alguma dinâmica ofensiva capaz de desposicionar o adversário e chegar até ao golo. Esse pressing que o Paços fez e o Rio Ave não, deu ao nosso opositor uma maior capacidade de recuperação e controlo das operações na primeira parte. E este Paços é mesmo uma senhora equipa, sabe jogar, sabe pressionar, sabe movimentar-se. Por isso digo que o jogo não defraudou as expectativas, pelo menos as minhas. Foi um encontro interessante, movimentado, sem golos sim, mas que nos manteve preso a ele até o árbitro apitar para o final do jogo.
Dou nota 2 a Nuno. Com mais um não soube encontrar um antídoto para o bom jogo do adversário. E era importante ganhar vantagem directa sobre o Paços.
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9.12.12
28.10.12
7ªj Nacional- O que é nacional é de facto bom.
Porquê? Porque começámos o jogo com 4 jogadores portugueses e foram esses 4 que decidiram o jogo: porque Braga sofre o penalty que Tomás converteu em golo e porque de uma falta sobre Ukra que o mesmo cobrou em cruzamento para a área, Tarantini fez o golo da vitória com uma cabeçada certeira.
Quando regressava a Vila do Conde para ver o jogo desta tarde, o meu filho vinha a falar-me do jogo da época passada contra o Nacional. Lembrava-se de tudo o que era importante: da expulsão de Éder, da lesão do Huanderson e da estreia de Rafa, da cambalhota no marcador e do golo de Atsu. Hoje houve algumas semelhanças com esse jogo: penalty contra nós (desta feita não deu golo), desvantagem no marcador e cambalhota no marcador com Tomás também a marcar. As diferenças são a nosso favor: foi o Nacional que ficou com 10 e desta vez quem tinha só 10 em campo venceu.
Eu não gostei muito do Rio Ave. Esquisitice minha? Talvez, mas se é certo que há melhorias exibicionais, ainda parecemos um pouco desligados entre sectores. E estamos coxos na esquerda. Edimar faz boas incursões ofensivas, mas só isso não chega. Braga parece-me um pouco confundido com o seu lugar no campo. Joga à esquerda ou mais ao centro no apoio a Tomás?
Espremendo tudo: o Nacional não é tão mau como a tabela classificativa mostra. Tem bons jogadores a quem falta alguma confiança e isso jogou a nosso favor. O Rio Ave quis sempre ganhar, mas não fez um grande jogo. Ganhou porque teve a inteligência de não descaracterizar o seu jogo quando precisou de mudar o rumo dos acontecimentos, porque aproveitou a superioridade numérica e porque não jogou apenas com o coração.
Árbitro fraquinho, fraquinho.
Nuno ES tem nota 3.
Quando regressava a Vila do Conde para ver o jogo desta tarde, o meu filho vinha a falar-me do jogo da época passada contra o Nacional. Lembrava-se de tudo o que era importante: da expulsão de Éder, da lesão do Huanderson e da estreia de Rafa, da cambalhota no marcador e do golo de Atsu. Hoje houve algumas semelhanças com esse jogo: penalty contra nós (desta feita não deu golo), desvantagem no marcador e cambalhota no marcador com Tomás também a marcar. As diferenças são a nosso favor: foi o Nacional que ficou com 10 e desta vez quem tinha só 10 em campo venceu.
Eu não gostei muito do Rio Ave. Esquisitice minha? Talvez, mas se é certo que há melhorias exibicionais, ainda parecemos um pouco desligados entre sectores. E estamos coxos na esquerda. Edimar faz boas incursões ofensivas, mas só isso não chega. Braga parece-me um pouco confundido com o seu lugar no campo. Joga à esquerda ou mais ao centro no apoio a Tomás?
Espremendo tudo: o Nacional não é tão mau como a tabela classificativa mostra. Tem bons jogadores a quem falta alguma confiança e isso jogou a nosso favor. O Rio Ave quis sempre ganhar, mas não fez um grande jogo. Ganhou porque teve a inteligência de não descaracterizar o seu jogo quando precisou de mudar o rumo dos acontecimentos, porque aproveitou a superioridade numérica e porque não jogou apenas com o coração.
Árbitro fraquinho, fraquinho.
Nuno ES tem nota 3.
Publicada por
Gil
23.9.12
4j: Braga, um desastre.
Quando a primeira parte acabou, acredito que não houvesse um único rioavista que não estivesse desiludido com o facto de sofrer o golo tão perto do intervalo. Desilusão, sim, mas que não se deve confundir com falta de merecimento. Oportunidades o Braga teve umas quantas e só lhes faltou pontaria. Fomos dominados. Não é pecado deixar-se dominar fora por um adversário que em teoria se sabe que é melhor que nós. Pecado é ser-se tão permissivo tão perto da nossa defesa, sofrer-se tanto nas bolas aéreas, andar sempre de coração na mão sempre que a bola ficava ali na zona da nossa grande área. Eu compreendo a opção de Nuno ES em tentar ter a técnica de Diego Lopes no meio.campo. O treinador deve ter pensado que o futebol atrevido e de toque fácil e rápido do brasileiro podia tornar o nosso jogo mais esclarecido e que com isso se pudesse chegar mais rápido e com mais perigo perto da baliza do adversário. Mas falhou porque o Rio Ave concentrava muito o seu jogo no miolo, poucas vezes entrava na zona mais recuada da defesa adversária e remates e perigo eram miragens. E se a segunda parte até começou com um Rio Ave melhorzinho e o golo de Edimar ainda nos deu alguma esperança e se se pensou que a forma como foi obtido poderia abalar o Braga, também isso nos correu mal. As nossas torres de defesa anti-aérea estavam em dia em que não acertavam uma. E depois...
Nuno ainda não encontrou a fórmula certa para esta equipa. Para já mostrou ter várias fórmulas, o que não é de todo mau. Mas com uma equipa que não se conhece muito bem, o funcionamento das mesmas tem deixado a desejar: não há entrosamento suficiente para cada um poder movimentar-se à-vontade entre as matizes pintadas pelo mister. Acredito que daqui por uns meses esta variedade de soluções tácticas seja uma mais valia. Para não têm tido o efeito desejado. No jogo de hoje dou nota 1 a Nuno.
Nuno ainda não encontrou a fórmula certa para esta equipa. Para já mostrou ter várias fórmulas, o que não é de todo mau. Mas com uma equipa que não se conhece muito bem, o funcionamento das mesmas tem deixado a desejar: não há entrosamento suficiente para cada um poder movimentar-se à-vontade entre as matizes pintadas pelo mister. Acredito que daqui por uns meses esta variedade de soluções tácticas seja uma mais valia. Para não têm tido o efeito desejado. No jogo de hoje dou nota 1 a Nuno.
Publicada por
Gil
27.8.12
Os primeiros 3 pontos já moram em Vila do Conde
Acreditava-se, mas sabia-se que era difícil. Mas já está! Vencemos em Alvalade!
E vamos lá ver:
- jogámos sempre sobre forte pressão adversária;
- começámos um pouco nervosos, mas com o passar do tempo melhorámos muito;
- houve, apesar desse nervosismo inicial e da pressão contrária, sempre o discernimento necessário para discutir sempre o jogo;
- notou-se que havia um plano de jogo e houve uma atitude positiva que não me recordo de ver no passado contra os chamados "grandes";
- a equipa posicionou-se sempre muito bem em campo, a defender estivemos praticamente imaculados e soubemos sair sempre com critério para o ataque;
- a falta de ligação entre sectores apenas se notou durante os primeiros 20 minutos. Para uma equipa nova e que ainda mal se conhece, foi notável a solidariedade atenta entre sectores;
- tivemos sempre ideias e nunca nos limitámos a tentar desfazer de qualquer maneira o jogo do adversário.
Se este é o primeiro sinal da mão de Nuno, então os sinais parece que apontam para um bom caminho. O treinador leva 5 de nota.
E vamos lá ver:
- jogámos sempre sobre forte pressão adversária;
- começámos um pouco nervosos, mas com o passar do tempo melhorámos muito;
- houve, apesar desse nervosismo inicial e da pressão contrária, sempre o discernimento necessário para discutir sempre o jogo;
- notou-se que havia um plano de jogo e houve uma atitude positiva que não me recordo de ver no passado contra os chamados "grandes";
- a equipa posicionou-se sempre muito bem em campo, a defender estivemos praticamente imaculados e soubemos sair sempre com critério para o ataque;
- a falta de ligação entre sectores apenas se notou durante os primeiros 20 minutos. Para uma equipa nova e que ainda mal se conhece, foi notável a solidariedade atenta entre sectores;
- tivemos sempre ideias e nunca nos limitámos a tentar desfazer de qualquer maneira o jogo do adversário.
Se este é o primeiro sinal da mão de Nuno, então os sinais parece que apontam para um bom caminho. O treinador leva 5 de nota.
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Gil
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