21.5.19

10ª Tertúlia Rioavista - Balanço desta época


- José Gomes saiu porque a sua saída era uma grande oportunidade para ele entrar no mercado inglês. O Rio Ave foi devidamente compensado financeiramente; havia um entendimento no seu contrato para o deixar sair caso surgisse uma boa oportunidade;

- a época foi atípica: novo treinador, muitos jogadores novos, foi um ano de viragem de um ciclo para outro. O clube acreditou na competência dos novos atletas;

- a época deixou um sabor amargo, porque há o sentimento de que se podia ter chegado mais longe;

- o grande número de lesões condicionou muito a temporada, levando mesmo a ter de se reforçar a equipa. O período de maior incidência de lesões foi terrível;

- Vinícius foi muito eficaz e deixou muitas saudades; é difícil ir ao mercado e concorrer com clubes com outros recursos quando pensamos em contratar determinado tipo de atletas, nomeadamente avançados. O Rio Ave não tinha como evitar a saída de Vinícius. O atleta veio emprestado por intermédio de Jorge Mendes, mas havia condicionantes, nomeadamente o mercado de Janeiro. O jogador recebeu uma proposta muito vantajosa e pediu para sair. A motivação do jogador não é igual depois de receber ofertas de tal calibre.

- nem todos os jogadores que chegaram esta época foram apostas certas, mas isso acontece em todo o lado;

- o Rio Ave deixou de ter Director Geral que tinha alçada desportiva e jurídica. A saída de Miguel Ribeiro obrigou o clube a criar um cargo jurídico e um de Director Desportivo, cargo ocupado por André Vilas Boas. A experiência correu bem.

- quando estivemos muito tempo sem ganhar, sentiu-se uma grande frustração. As pessoas que trabalham no clube passaram um momento difícil, sentiu-se que se questionava a qualidade do trabalho dos profissionais e de quem serve o Rio Ave;
- em certo momento, os próprios atletas duvidaram das suas qualidades. Foi feito um importante esforço junto dos atletas para se mudar o ambiente no balneário. 

- Tarantini continua a ser um grande profissional e um grande líder.

- As arbitragens da época:
   - há um trabalho que se faz sobre isso no Rio Ave e que não precisa de ser publicitado em jornais e tv's.  Quando nos sentimos prejudicados, o presidente dirigiu-se pessoalmente o Conselho de Arbitragem. Alguns árbitros foram penalizados na sequência disso.
   - o Rio Ave é respeitado pelas arbitragens e é nos locais certos que se faz ouvir.
   - fomos penalizados algumas vezes pelo mau uso do VAR, realçando dois jogos, sobretudo Braga fora e Benfica em casa;
   - o VAR tem de ser usado com o mesmo peso e a mesma medida, tanto para clubes grandes como para clubes pequenos. De momento, tem sido em favor dos grandes.

- a questão dos bilhetes nos jogos em casa contra os clubes grades:
   - o Rio Ave não pode deixar de vender bilhetes, não vai fechar bilheteiras para esses jogos;
   - a receita dos bilhetes é importante, o clube precisa sempre dessas receitas, pequenas ou grandes;

- quem organiza os jogos é que é responsável pela segurança. Tudo o que aconteça é da sua responsabilidade. Os materiais pirotécnicos são proibidos, mas há muitas maneiras de dissimular esses artefactos e a polícia é muitas vezes ludibriada.