19.6.13

Formação/balanço (entrevista a Francisco Costa/1): Uma Academia Rio Ave (a nível internacional)

A época na área da formação está basicamente concluída e, por isso, lançámos um desafio ao coordenador, Francisco Costa, para nos fazer um balanço, respondendo a algumas perguntas, que vamos publicando ao longo dos próximos dias.

1) O que mudou, a partir desta época, na organização das equipas de formação?
«Em primeiro lugar, eu não entrei como coordenador da formação apenas este ano, já exerço desde de a época 2008/2009, mais concretamente há 5 anos. Consequente a este fator, nada mudou. É sim, um trabalho que irá ter os seus frutos a médio/longo prazo. Para se compreender bem toda a dinâmica deste projeto, em que no fundo, sou a cara do mesmo, é importante dar a perceber toda a sua organização. Quando assumi o departamento técnico da formação, analisei e observei que algo de errado se passava, ou seja, tínhamos muitas equipas nos escalões mais altos (consequentemente mais jogadores nesses escalões) e poucas equipas nos escalões de base. Mudar este cenário foi o meu primeiro passo. Em função dessa análise, juntamente com a direção do Rio Ave, criamos até hoje mais quatro equipas nos escalões com menor idade (Sub-10, Sub-11 A e B, Sub-12), no próximo ano vou querer mais uma equipa de sub-12 (já falei com o nosso Presidente e com o Vice-Presidente da formação José António) para que quando o Futebol 7 terminar exista aí um leque maior de seleção para o futebol de 11. 
Depois, o nosso trabalho incide em preparar plantéis desde os 9 anos, onde um grande número de atletas transitam de ano para ano até chegarem ao escalão júnior com 9,10,11 anos de formação dada pelo Rio Ave, o que só por si é meio caminho andado para o sucesso. Acredito convictamente nesta forma de pensar e organizar a nossa formação. Em função da anterior organização técnica, neste momento, temos de constituir planteis quase do zero, já que a qualidade desejada não é a melhor. Este trabalho, a médio prazo, irá permitir que a maior parte do trabalho que hoje faço, desapareça, já que iremos ter plantéis mais equilibrados e com bastante mais qualidade, o que nos levará a mexer nos mesmos de uma forma esporádica, muito mais específica e objetiva.
Não posso deixar passar a oportunidade de agradecer ao nosso Presidente António Campos por acreditar na minha visão, comungando da mesma, pois nunca colocou qualquer entrave às minhas ideias e os resultados estão à vista. Acreditar esse que possibilitou que este projeto tivesse e tenha pernas para ir longe e tornar o Rio Ave um clube melhor.
Posso adiantar desde já, que queremos mais e melhor, queremos mais competência, mais qualidade e obrigatoriamente mais responsabilidade, trabalhando de uma forma diferente. Dinamizando e potencializando uma Academia Rio Ave. Se hoje, o Rio Ave é respeitado e procurado na formação a nível Nacional, com este projeto que pretendemos implementar irá ser a nível internacional. O objeto principal do projeto é obviamente o atleta, mas num processo de otimização e potencialização especifica do mesmo. Terão notícias em breve»

(amanhã teremos mais uma resposta)